domingo, 30 de outubro de 2011

HAAAAAAAAAAAAAA!

HAAAAAAAAAAAAAA!
Explode-me a alma perceber que ainda sinto tanto.
Preferia nunca sentir nada.
Não és tu ou qualquer outra pessoa que me deixa assim.
Sou eu e a vontade que tenho de sentir tudo.
HAAAAAAAAAAAAAA!
Explica-me porque sou assim?
Porque tu ou qualquer outra pessoa que me rodeia,
Tão facilmente se desprendem de tudo?
Eu deixo todas as pontas ligadas a mim.
Eu deixo que infinitamente, tudo tenha um significado.
Infelizmente para mim isso dói.
HAAAAAAAAAAAAAA!
Exploro cada parte do que eu sou.
Mas…
Nunca sei como parar de me sentir assim.
Tenho a mascara e posso esconder tudo
Que o meu rosto te tenta mostrar.
Tenho o dom de saber representar
E ainda consigo sorrir, quando quero chorar!
Tenho tudo isso para que tu não percebas
Que te estou a enganar.
HAAAAAAAAAAAAAA!
Xepull

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Tenho medo

Tenho medo.
Sabes?
Às vezes tenho muito medo.
Nunca quis falhar e já falhei.
Nunca quis pensar demais,
Mas…
Acabo sempre a pensar demais.
Sabes?
Tenho muito mais medo do que tu e não parece nada.
Fico quase sempre com a minha voz calada
Ao mesmo tempo que sinto a garganta sufocada.
Por não conseguir falar…
Já tentei parar de mudar o mundo,
Eu juro que já tentei.
Sempre canso de o tentar,
Parece que é algo que não consigo controlar.
Dói!
Claro que dói!
É por isso que tenho medo.
Medo de nunca perceber quando o medo me invade.
Medo de não saber o que é sentir medo.
Parece que não sei viver de outro jeito.
Nunca quis falhar e já falhei.
Nunca quis pensar demais,
Mas…
Acabo sempre a pensar demais.
Tenho medo!
Xepull

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Tens razão

Tens razão!
Sou dependente…
Dependo de um sorriso,
De um gesto,
De um gosto de ti.
Sou carente…
Sou fraco por não viver só
E querer mostrar que estou bem sozinho.
Sem carinho não sou ninguém.
Tens razão!
A máscara?
É tudo que tenho para me defender,
Dessa carência,
Dessa dependência.
Sou ignorante por pensar
Que todo o mundo não percebe.
Sou ignorante por achar
Que posso viver assim.
Não queria deixar de sonhar.
Nem gosto que me vejam assim.
Sou dependente de um mundo…
Sou carente por sorrisos…
Verdadeiros!
Gosto de te controlar se estas perto de mim,
Gosto de saber se estás feliz.
Gosto de fazer todo o mundo sorrir
E assim esconder esta lágrima,
Que insiste em sair.
Tens razão...
E obrigado por me tirares desta ilusão.
Xepull

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Sermões cruzados


Deixei já há algum tempo as palavras cruzadas.
Gosto de ditos certos e sermões acertados
E tu não me perguntes porquê.
Talvez tenha perdido o jeito de brincar
Ou simplesmente brinco de outro jeito.
Perfeito era sorrir todos os dias
Mas às vezes acordo com as mãos vazias
E não sei quem abraçar.
Já deixei pessoas abafadas com os meus sermões.
Já tapei os ouvidos para deixar de ouvir ilusões.
Xepull

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

O meu plano

Que raiva.
Já disse que quero que fiques
Mas tu fazes questão de ir!
Não queria partir agora
E faço questão de voltar.
Que raiva.
Porque apareceste do nada
E porque do nada me fazes tão bem?
Porque voltamos sempre a sentir
Que nunca temos ninguém?
Que raiva sentir-me assim.
Que raiva sentir.
Que raiva que o impossível para mim,
Sempre faça sentido.
Estou desiludido com a tua solução.
Nunca tive nenhuma.
Nunca quis ter.
O meu maior plano é viver.
Que raiva.
Não sou nem nunca serei capaz de te prender.
Xepull

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

A cidade da chuva!

Tenho os sentimentos confusos
E as palavras consumidas por gestos invulgares.
Por vezes nem me sinto eu…
Tenho um mundo novo,
Com pessoas que julgava iguais.
Mas nem o conceito de certo
Se encontra mais no mesmo nível.
Na hora de escrever?
As palavras fogem a mil à hora
Como a mil à hora absorvo informação.
Informação nova que talvez me faça bem.
Na verdade eu posso ser quem quiser,
Mas já nem sei mais quem quero ser…
A minha atenção desfoca…
Impossível focar uma coisa de cada vez.
Até o movimento que julguei único agora gira ao contrário,
Nem sempre a interpretação é a que eu lhe dou.
Deixei a mascara em casa pois aqui ninguém sabe quem sou.
Estou a construir pilares para segurar a laje pré-fabricada.
O mundo agora é mais pequeno e eu não tenho mais tamanho.
Sou tão pequeno como este canto de cozinha que hoje me focou a atenção.
É feio!
É triste!
Chove lá fora e a cidade é pequena,
Mas quando saio aquela porta?
Sou tão grande como a minha atenção.
Xepull

sábado, 6 de agosto de 2011

Aniversário Xepull

Porque um ano depois,
Nem sempre estamos velhos.
Estar velhos não significa morrer.
Estou aqui e continuo a crescer.
Estou aqui mesmo que ninguém,
Me consiga ver.
Nem sempre estamos fixos…
No mesmo lugar não aprendemos mais nada…
Agora caminho ao contrário
E do outro lado da rua.
Agora alterei o cenário
Mas continuo a ser qualquer um.
Estou bem mais distante do que pensas
E estou mais perto de ser eu.
Quem disse que ser fácil para ti
Seria igualmente fácil para mim?
Quem disse que parado estava melhor?
Ainda não tenho respostas para esta escolha,
Ainda não tenho o meu jeito de viver.
Parabéns a mim que hoje faço anos.
Hoje faz um ano em que me fizeste nascer.
Xepull

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Que se lixe

Também eu já fiz o mesmo.
Só não me apercebi,
Que era tão chato o outro lado.
Que se lixe.
Estou farto de saber,
Que não há nada para perceber.
Mesmo quando tentei esquecer,
Já sabia que ia ser assim.
Só entrei no jogo porque quis.
Só continuei porque quis.
Só vou ficar se quiser.
Enquanto der eu não vou pensar.
Se isto me obrigar a questionar…
É bom?
Então já estragou e eu fui.
Que se lixe.
Estou farto de saber,
Que não há nada para perceber.
Mesmo quando tentei esquecer,
Já sabia que ia ser assim.
Também eu já fiz o mesmo.
Só não percebi,
Que era tão chato o outro lado.
Xepull

domingo, 10 de julho de 2011

Agora não queria ir embora…

Agora não queria ir embora…
Não queria ir embora tão cedo.
Agora tinha coisas a fazer aqui.
Não é medo e também não é segredo,
Que gosto de ti.
Quem sou eu para ter medo
Quando não tenho medo de estar perto de ti?
Agora não queria ir embora…
Não já!
Agora tinha coisas a fazer cá.
Não é medo de quando chegar querer voltar.
Não é medo de tudo acabar.
Quando chegar quero a mesma vontade…
A mesma vontade que agora tenho de te abraçar.
Não tenho medo de recuar por ter medo,
Nem deixo que o medo me obrigue recuar.
Posso abraçar-te outra vez?
Não é medo e também não é segredo,
Que gosto de ti.
Agora não queria ir embora…
Não queria ir embora tão cedo.
Xepull

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Mais força…

Achavas mesmo,
Que desaparecia assim?
Quando parece que estou morto
Volto ainda com mais força.
Esforço-me todos os dias para sorrir,
Mas hoje,
Quero mesmo faze-lo.
Compreendê-lo e saber que me faz bem,
Torna-lo único e não o dar a ninguém,
Que me faça esquece-lo.
Nunca deixes de acreditar em mim,
Já estive várias vezes perto do fim.
Mas nunca fui capaz de cair.
Sair desta já não era fácil,
Mas estou aqui.
Quando parece que estou morto
Volto ainda com mais força…
Muito mais força que antes.
Xepull

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Quero deixar algo…

Quero deixar algo feito,
Com sentimento e que fique…
Que fique para sempre
E que o sempre nunca acabe.
Quero inspiração e sonhos.
Quero realizar!
Quero fazer-te sentir.
Se os teus olhos puderem ver,
As tuas mãos, tocar,
E os teus ouvidos ouvir?
Eu tenho boca para sorrir
E olhos para chorar.
Sentimentos múltiplos,
Que todos os meus sentidos,
Me ajudam a transformar…
Em algo feito com sentimento
E que fique…
Fique para sempre
E que o sempre nunca acabe.
Xepull

terça-feira, 28 de junho de 2011

Impossíveis?

Não queres acreditar em impossíveis?
Mas porquê?
Já me fizeste acreditar a mim.
Sim…
Eu ainda penso em ti.
Há qualquer coisa diferente que possa pensar?
Diz-me…
Porque não recuaste quando eu disse
E me quiseste marcar?
Porque continuaste a aproximar-me do sonho?
Eu ponho as mãos no fogo
Em como não tens resposta.
Vai uma aposta?
Felizmente consigo por a mascara,
A maior parte do tempo.
Mas acaba sempre por existir um momento,
Em que te assusto mais uma vez.
Até parece que não te posso mostrar,
Que gosto de ti.
Não queres acreditar em impossíveis?
Mas porquê?
Já ma fizeste acreditar a mim.
Xepull

sábado, 25 de junho de 2011

Então parei

Ao perceber que o tempo não parava,
Deixei-me ficar sentada.
Revoltada?
Quis ser eu a parar.
Então parei!

Xepull

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Servi-me de pouca coisa…

Foi exactamente dessa vez
Que eu decidi avançar.
Eram duas da manhã
E não estava ninguém na rua.
A saída era um pouco escura,
Mas mesmo assim?
Ou saia dessa vez, ou poderia nunca sair.
Foi exactamente com esse pensamento
Que o tempo me obrigou a agir.
Servi-me de pouca coisa e segui.
Enquanto me escondia das sombras,
Que pareciam existir?
Dava passos curtos,
Para o que há muito imaginava.
Em cada susto o meu coração explodia
E o medo fazia-me tremer tanto...
Tanto que mal conseguia andar.
Ou era dessa vez, ou poderia nunca mais ser.
A saída era um pouco escura.
Eram duas da manhã, mas mesmo assim?
Parecia mais segura do que ficar ali.
Servi-me de pouca coisa e segui.
Xepull

terça-feira, 21 de junho de 2011

Frustrado

Sentimentalista frustrado.
Ressacado acordei mesmo agora.
Ontem foi mais um dia passado mal,
Junto há porta, do que julgo ser um hospital.
Acabo sempre de entrar pela porta de saída.
Tenho a vida completamente perdida.
Hoje?
Vai ser igual.
Vou novamente passar mal.
Sentir e desistir…
Ressacar e esperar!
Xepull

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Palavras…

Tenho palavras perto de mim
A implorar gestos únicos.
Há alguém cada vez mais distante.
Há um instante que tento…
Gritar!
Solto um desabafo,
Mas…
Passo os próximos dias a recuperar.
Há alguém cada vez mais distante.
Há um instante que o cansaço?
Me obriga a parar.
Há gestos únicos que guardam palavras.
Desilusões!
Canções que ficaram…
Por cantar!
Xepull

sábado, 11 de junho de 2011

Deixo uma ponta solta

Já estive quase a ir embora.
Esta conversa já me está a cansar.
Fale de si!
Fale de quantas vezes também já falhou.
Voltou sempre ao início e isso?
É bem pior.
Já estive quase para ir embora.
Já não aguento mais sentir,
A pessoa que se tornou.
Mergulhou na amargura e na solidão?
Destrói quem aparece à sua volta.
Deixo uma ponta da corda solta,
Para quando se quiser agarrar.
É triste,
Perceber o tempo que demora
A olhar apenas para si.
Recuperar a vontade de acreditar
E deixar de criticar o mundo.
Em um segundo estou fora de aqui,
Porque num segundo me iria destruir.
Deixo uma ponta da corda solta,
Para quando se quiser agarrar.
Xepull

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Não desistas já

Não desistas outra vez.
Foi tão pouco o que falhou.
Ainda ontem, em conversa com amigos dizia…
Isto será para sempre.
Se achas melhor assim,
Quero só saber porquê.
Não?
Então não há uma explicação?
Tudo que falhou foi o que eu não fiz.
Ainda ontem, em conversa com amigos dizia…
Já fiz tudo para dar certo.
Mais certo foi que acabou.
Falhou…
O que não fiz?
Xepull

domingo, 5 de junho de 2011

O amor é…

O amor é…
Tudo que eu poderia escrever no céu
E mesmo assim não escrever nada.
Sufocado, falar mil definições
E gritar outras tantas.
Contigo sentada no meu colo?
Todas essas perderiam significado
E numa canção definiria de novo o amor.
O amor…
Faz-se de palavras baratas e gestos simples
Ou de gestos complexos e vocabulário maduro.
Nasce numa realidade e até numa ilusão...
Não deixando por isso de ser amor.
O amor é…
Tudo que podes encontrar na responsabilidade
E não deixar de amar o irresponsável.
É a calma!
É a adrenalina!
O amor…
São dois pontos próximos ou dois pontos extremos.
É a vontade de aproximar impossíveis.
Criado num limite que não sabemos qual é.
O amor é tudo.
Procuramos entender e sonhamos algum dia o definir.
É uma procura constante numa vida inconstante.
O amor é…
Poder sentir e perceber sentindo,
Que o teu sorriso basta.
É deitar-me no chão e olhar o céu,
Onde continuo sem conseguir escrever nada.
É uma lágrima que várias vezes me acorda o sorriso
Ou um sorriso que já me fez chorar.
O amor é…
Compreender a beleza de te ver voar
E sorrir quando no meu ombro vens pousar.
É sentir que não preciso de te agarrar
Por simplesmente te amar.

sábado, 4 de junho de 2011

Isto e aquilo

E por isto e por aquilo eu estou certo.
Desculpa!
Tu não me acuses.
Fizeste também isto e aquilo!
Encontrei um ponto para te criticar
E agora?
Sinto-me muito melhor.
Já não dói tanto saber que tens razão.
Acredito na ilusão,
De que também fui coitadinho.
De outra maneira?
Não conseguia ficar sozinho,
Nem lavar o meu rosto
Em frente ao espelho.
Obrigado pelo conselho.
Sincero nunca fui
Mas quero acreditar.
Serei melhor a representar?
Xepull

terça-feira, 31 de maio de 2011

Dá tempo?

Dizem que a assistência está perto
E em meia hora está aqui.
Dá tempo?
Dizem que se tudo correr bem
Poderão chegar em vinte minutos.
Dá tempo?
Que merda!
Então que fazemos?
Eles não conseguem chegar antes.
Já estão a arriscar demasiado.
Faz qualquer coisa.
Ganha tempo.
Não pode acabar assim.
Acabou?
Xepull

domingo, 29 de maio de 2011

Louca?

Como é possível?
Porque lhe faço isto?
A culpa é toda minha por isso vou acabar.
Gosto demasiado dele,
Para ele estar com uma pessoa como eu.
Gosto demasiado dele,
Para lhe fazer isto.
Gosto…
Porque o magoo assim?
Diz-me!
Como é possível?
Estarei louca?
Saberei viver sozinha?
Estou disposta há solidão.
Não mereço nem mais uma vez o perdão.
Não o mereço a ele.
Sou tão parva…
Sou tão estúpida…
Sou tão…
Má?
Sinto-me podre por saber que sinto isto.
Desisto de mim para o deixar viver.
Desisto de mim…
Só não sei o que fazer só.
Perdi o controlo dos meus gestos.
Já não sei o que sinto.
Talvez raiva!
Sinto raiva de tudo e até já pensei matar.
Sinto raiva de mim e já pensei morrer.
Estarei louca?
Como é possível?
Xepull

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Podia ser simples

Podia ser simples
E na simplicidade cair.
Ao subir?
Perceber que sou feliz assim.
Tenho pouco e pouco dou.
Tenho tudo e é teu.
Podia ser simples querer
E no querer deixar para depois.
São dois dias e cinco horas depois
E eu já não quero nada.
Podia ser simples chorar
E ao sorrir ver-te ganhar.
Podia simplesmente cantar
Mesmo que a guitarra…
Não quisesse tocar.
Podia ser simples brilhar
E no escuro descansar.
Podia…

terça-feira, 24 de maio de 2011

Que treta

Que treta!
Conversa aqui,
Conversa ali.
Diz que assistência é de perto
E em meia hora está aqui.
Tudo isto porque o frigorifico avariou.
Que grande treta!
Conversa aqui,
Conversa ali.
Cuidado tu vê a data,
Ainda agora saís-te de aqui
E já não te lembras.
Tudo isto porque a médica insistiu.
Que treta!
Conversa aqui,
Conversa ali.
Eu tenho de arranjar, é um trabalhinho.
De outra forma,
Não me distraio nem um bocadinho
E fico aqui na treta.
Xepull

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Sim eu sei

Sim eu sei!
Já estou farto de ouvir a mesma coisa.
Sim eu sei!
Tu só queres ajudar,
Mas…
Não precisas de te preocupar
Porque eu já pensei bem.
Alguém já me disse o mesmo do que tu.
Até agora?
Ninguém parou de me chamar atenção.
Sim eu sei!
Devia dar valor a isso,
E eu dou.
Mas…
Já paravam de me puxar para trás.
Não faz diferença nenhuma
E eu só me sinto pior.
Melhor era acreditares em mim.
Sim…
Acreditares em mim.
Xepull

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Coitadinho

Coitadinho do meu menino que está triste.
Em breve irá passar.
No cantinho de sempre vai chorar.
No cantinho que sempre o acolheu.
Continuará assim a viver,
Uma vida que insiste em mudar.
Coitadinho do meu menino que está triste
E não sabe como melhorar.
Eu também nunca soube
Por isso não o posso ajudar.
Xepull

terça-feira, 17 de maio de 2011

Que tolo sou eu?

Sinto um poder enorme.
Quase que sinto,
Ser uma máquina destruidora.
Sim minha senhora,
É melhor sair de aí.
Estou a perder o controlo.
Estou a perder a sensibilidade.
Uma realidade um pouco diferente,
Como a mente de um tolo.
Um pequeno movimento meu?
Faz tudo ir pelos ares.
Um pequeno movimento seu?
Faz tudo ir pelos ares também.
Sim minha senhora,
É melhor sair de aí.
Estou a perder o controlo.
Estou a perder a sensibilidade.
Uma realidade um pouco diferente,
Como a mente de um tolo.
Que tolo sou eu?
Xepull

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Desenho-te e descrevo-te

Porque me sinto bem,
Longe te tudo e a pensar em mim.
Desenho-te em papel
E descrevo-te em palavras…
Quase, quase únicas.
Fico melhor bem longe
De tudo que poderias ser.
Pois acredito
Que não serias assim.
Sim…
Podem dizer
Que estou a enlouquecer.
Mas assim…
Pode ser quem eu quiser.
Tem cabelo castanho
Porque hoje quero assim.
Amanhã terá cabelo preto.
É um encontro secreto,
Num lugar criado por mim.
O preto será melhor
Para o cenário que imaginei.
Por norma prefiro olhos escuros.
Mas pode ter qualquer cor.
Os gestos?
São como sempre sonhei.
Desenho em papel
E descrevo em palavras…
Quase, quase únicas.
Xepull

domingo, 15 de maio de 2011

Hoje vai acontecer

Hoje vou sair
E vou chegar tarde a casa.
Sou responsável mas farto de ser igual.
Pouco me importa se vou ouvir
Ou discutir ao amanhecer.
Hoje farei acontecer.
Estou apaixonado pela minha vizinha,
Dez anos mais velha
E com um sorriso encantador.
Anda sempre de minissaia e decote.
Com sorte ainda gosta de mim.
Hoje vou tentar a loucura
E vou levá-la a sair.
Vou chegar tarde
E talvez discutir com a minha mãe.
Mas que ninguém me mande parar.
Ninguém vai ao céu a pensar em voltar.
Estou apaixonado e quase a enlouquecer.
Hoje farei acontecer.
Xepull

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Onde estás tu e eu?

Quem me dera poder dizer…
Que posso,
Que quero,
Que desisto e fico bem.
Sem os teus gestos desfaço mil lágrimas
Que caem no chão em contra tempo.
Não sei…
Se com os teus gestos me satisfaço
Para poder sorrir o tempo inteiro.
Faço parte de um mistério.
Nunca quis nenhum império.
Só aceito o que não tenho
E que talvez nem possa ter.
Já te amei da mesma forma
Que tu me disseste amar.
Ainda te amo e tenho pena,
De te ver errar.
Talvez me engane.
Quero cair na certeza.
Que te esquecer é certo.
Tão perto tive de viver feliz.
Ninguém merece que o sonho acabe
Mas eu sei que meu morreu.
Que aconteceu?
Onde estás tu?
Onde estou eu?
Xepull

sábado, 7 de maio de 2011

Sentado aqui

Acabei sentado no muro,
Onde tantas vezes me abriguei.
Se não estava seguro?
Acabava sentado aqui.
Sonhei várias vezes em algo diferente,
Outras tantas que tu nunca…
Nunca estarias ausente.
Acabei hoje sentado no muro,
Onde tantas vezes me abriguei.
Xepull

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Era meu vizinho

Eram quase cinco da manha.
A minha cabeça continuava a tentar
Encontrar razão para o que aconteceu.
Era meu vizinho.
Nunca antes o tinha visto assim.
Nunca soube o seu nome.
Nunca lhe perguntei a idade.
Não via maldade no seu olhar.
Não ouve um sorriso, sequer,
Que me fizesse desconfiar.           
Era meu vizinho.
Morava sozinho naquele casarão
E nunca me falara antes.
Muitos dirão que o seu jeito era estranho.
Outros dirão que a solidão era o seu melhor amigo.
A verdade é que nunca o senti triste.
Eram cinco da manha.
A minha cabeça continuava a tentar
Encontrar razão para o que aconteceu.
Xepull

terça-feira, 3 de maio de 2011

Pouco me importa…

Pouco me importa…
Se não queres estar não estejas.
Se não queres falar não fales.
Pouco me importa…
Pois a sorte?
Está do meu lado.
Pouco me importa…
Se estou a mais para ti?
Estou livre para receber quem chega.
Ainda hoje foi um dia especial.
Pouco me importa…
A tua ausência,
Se a tua ausência é importante para ti.
Pois que a tua ausência te complete.
Ainda hoje…
Fui intérprete da minha vida.
Ao som da minha música?
Fiz sorrir uma multidão.
Pouco me importa…
Que não goste de me ouvir.
Que não te identifiques com a canção.
Pouco me importa…
Pois a sorte?
Está do meu lado.
Xepull

segunda-feira, 2 de maio de 2011

O que dói mais?

O que dói mais?
Não perceber o porquê
E não teres coragem de perguntar.
Sentires que és a pressão
De quem nunca quiseste pressionar.
Sentires palavras forçadas
De quem nunca forçaste a ficar.
Mesmo assim quis ouvir-te dizer…
Eu juro que te vou procurar.
O que dói mais?
É continuar a não perceber
E ter quase a certeza,
Que não há resposta nenhuma.
Porquê?
Xepull

sábado, 30 de abril de 2011

Aceitas

E quando eu me liberto
E mostro quem sou?
Quando digo tu que penso
E tudo que sinto me controla?
Aceitas-me?
E quando tu controlas
Tudo que és,
Tudo que pensas
E tudo que sentes?
Aceitas-te?
Porquê?
Xepull

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Sonho falso

Este é o sonho,
De quem trouxe a realidade,
Uma mentira.
Porque me fazes sonhar assim?
Já faz um tempo,
Que tento acreditar,
Que tudo é falso.
Não passou de nada
Tudo que te completou.
Será verdade que é assim?
Saltaste a barreira da mentira,
Menina!
Agora achas que só isso,
Te faz bem.
Será verdade que é assim?
Já perdi a memória,
Em situações iguais.
Até já fui quem nunca quis.
Maldita a hora em que a solidão chega,
Deixa-me quase cego e controla-me.
Recorda-me que na minha memoria,
Há coisas bem maiores do que eu.
Eu sei bem o que isso é.
Não é verdade que é assim?
Ninguém resiste à adrenalina
Que nos mantém vivos…
E que por vezes nos mata
Ao nos deixar sós.
Eu sei bem o que isso é.
Não é verdade que é assim?
Perdoei,
Antes mesmo de cometeres o erro.
Perdoei,
Já esperava que fosse assim.
Estou quase certo,
Que ainda pensas em mim.
Quando pensas?
Torna-se fácil julgares que sou assim.
Eu sei bem o que isso é.
Não é verdade que é assim?
Este é o sonho,
De quem trouxe a realidade,
Uma mentira.
Xepull

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Agora sim

Agora sim!
Sem que ninguém me obrigue,
Sem o peso da obrigação
Que sempre me deixou sobre pressão?
Eu vou conseguir.
Agora sim!
Não importa as vezes que perdi
E outras tantas que nem consegui…
Tentar.
Não importa.
Sei bem o que é vencer.
Sei bem que sou capaz.
Por mais incapaz que me julguem
Eu sei bem como se faz.
Agora sim!
Já não espero que chegue,
Procuro quem traz.
Quase sempre que procuro?
Trago que chegue para mim.
Agora sim!
Vejo o meu filme do inicio ao fim.
Quase esquecia onde escondia
O que me faz bem.
Sem que ninguém repare
Eu já recuperei.
Agora sim!
Vencerei!
Xepull

terça-feira, 26 de abril de 2011

Aperto na barriga

Tenho um aperto na barriga
Que me obriga a sentir assim.
Que me obriga a sentir sempre este vazio.
Falta-me qualquer coisa.
Não é bem isto que procuro.
Estava mais seguro antes mas prefiro correr o risco.
Insisto em subir mais e em cair para voltar a subir.
A adrenalina já me ganhou várias vezes.
É um duelo desigual porque eu nunca lhe resisto.
Tenho um aperto na barriga
Que me obriga a sentir assim.
Deixa-me sorrir até chorar…
Sem parar.
Deixa-me cantar até gritar!
Normal é coisa que eu não posso ser.
O prazer da minha vida está longe de acabar.
Deixa-me sorrir até chorar…
Sem parar.
Deixa-me cantar até gritar.
Deixa-me cair para tentar voar.
Deixa-me tentar acabar…
Com este aperto na barriga
Que me obriga a sentir assim.
Xepull

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Parado não

Sei que posso chegar lá.
Sei que posso conseguir.
Sei que o medo que me prende
Não me fará desistir.
Sei que os sonhos são vários.
Sei que as metas também.
Sei que os passos parecem curtos.
Mas parado não estou bem.
Xepull

sábado, 23 de abril de 2011

Estou no topo do que eu sou

Nunca disse que era fácil,
Mas também sei que não é mau.
Posso demorar a perceber
Mas quando percebo?
Estou bem.
Estou no topo do que eu sou.
Demorei a subir aqui.
Olho para baixo e abaixo de mim?
Vejo tudo e todos e quando quero?
Não vejo ninguém.
Já escolhi a dedo quem vou fazer subir.
Grito três vezes….
Estou bem aqui!
Estou bem aqui!
Eu estou bem aqui!
Se queres?
Sobe também.
Se não queres?
Fica onte estás.
Eu não vou voltar a descer.
Nenhum de vocês para mim é ninguém.
Mas nenhum de vocês para mim?
É mais alguém de que eu.
Nunca disse que era fácil,
Mas também sei que não é mau.
Posso demorar a perceber
Mas quando percebo?
Estou bem.
Xepull

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Falta de você

A falta que você me faz,
O bem que você me fez.
Como eu queria voltar atrás
E te olhar outra vez.
Como eu queria chegar depressa
E não existir um talvez.
Como eu queria gritar…
Regressa,
Para viver tudo sem pressa.
Como queria gritar…
Espera,
Continuo a ser quem era.
Xepull

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Bom dia

Bom dia.
Queria um café,
Uma nata
E uma pastilha de menta.
A ementa para o almoço?
Decido depois.
Para já quero a minha cadeira
E a minha mesa redonda.
Responda-me…
Estou bem?
A senhora também está linda.
Olhe, desculpe.
Sim, sim…
É mesmo o senhor.
Pode chegar-me o jornal?
Pedia-lhe só uma coisa…
Pode retirar-me a primeira página?
Já sei que essa fala em crise
E eu hoje estou bem-disposto.
Obrigado.
Quer um café?
Teria muito gosto em lhe oferecer.
Não fique aí de pé.
Dois segundos ainda nos fazem gente
E o tempo que damos a nossa mente?
Nunca foi tão importante como agora.
Bem…
Está na minha hora.
Bom dia minha senhora…
Sim,
Eu passo aqui para almoçar
Mas a ementa?
Decido depois.
Xepull

terça-feira, 19 de abril de 2011

Viragem

Acabou.
É tempo de viragem.
Quem ganhou?
Ganhou.
Quem perdeu?
Perdeu.
Chega de me prender a nada
Quando tenho tudo que me liberta.
Tão esperta é a forma de viver
De quem ainda está a crescer.
Estou feliz!
Estou feliz com tudo que me liberta.
Sei bem quem sou.
Sei bem o que quero.
Sei bem o tamanho do meu sorriso
Que nunca deixou de me dar tudo…
Tudo que preciso.
Quem ganhou?
Ganhou.
Quem perdeu?
Perdeu.
Desculpa que eu quase me esquecia…
Obrigado!
Retirando a culpa,
De quem já se sentiu culpado?
Agradeço.
Quem ganhou?
Ganhou.
Quem perdeu?
Perdeu.
Triste de quem não agradeceu
Um bom momento que viveu.
Feliz?
Estou eu.
Xepull

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Há dias que não quero acordar

Acordei à mesma hora,
Com a música de sempre.
Liguei a luz do candeeiro
Pousado no móvel do lado esquerdo.
Com o sono?
Quase o derrubei.
Finalmente levantei-me e caminhei.
Ao lavar a cara?
Olhei-me ao espelho e comecei a chorar.
O meu rosto mascarado de dor.
Ao vê-lo assim?
Caminhei e voltei-me a deitar.
Desliguei a luz do candeeiro
Pousado no móvel do lado esquerdo.
Com a dor?
Quase o derrubei.
Finalmente adormeci e comecei…
A sonhar.
Xepull

domingo, 17 de abril de 2011

Há quem…

Há quem encontre uma vez.
Há quem viva sem nunca encontrar.
Há quem encontre duas ou três
E talvez eu seja assim!
Há quem se eleve ao limite.
Há quem no limite se perca.
Há quem se contente com metade
E na outra metade estava eu.
Xepull

sábado, 16 de abril de 2011

Medo de não sentir

Tenho tanto medo,
De amanhã não conseguir escrever.
Posso perder todos os sentidos
E não ter percepção de nada.
Parado,
Já nem culpado me sinto desta solidão.
Posso simplesmente parar de sonhar
E não ter vontade de criar.
Posso cansar.
Cansado,
Não consigo pensar noutra coisa,
A não ser medo.
Medo de amanha nem existir.
Medo de amanha não acreditar
Que o que sinto faz sentido.
Posso decidir não sentir.
Hoje?
Já não consegui sorrir.
Se amanhã não conseguir chorar?
 Xepull

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Diferente

Eu sou um pouco diferente
Do que normalmente as pessoas pensam.
Sou gigante e quase invencível.
Transparente, quase invisível.
Sou um pouco mais estranho,
Do que o normal.
Anormal será definir,
Alguém como eu.
Sou tão leve como um sopro.
Promete não soprar demais.
Mais rápido me afasta o teu egoísmo,
Do que o teu duro empurrão.
Sou quase tão forte como tu.
Sou quase tão eterno…
Como essa canção.
Xepull

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Deixo que a dor que me tem…

Enquanto o tempo abrir?
Deixo para trás o que foi.
Espero que grites também!
Espero que corras até…
Chegar!
Enquanto o sonho quiser?
Não vou parar de tentar.
Espero que sonhes também!
Espero que tentes até…
Ganhar.

Deixo que percas.
Não vou lutar para te ganhar.
Quero que dor que me tem?
Te encontre!
Te mostre…
Como voltar.

Sei que desistir
É mais fácil do que lutar.
Inventar, transformar tudo em mau.
Mas é falso que foi assim.
Quem te prendeu a mim?
Foi o teu jeito de amar.
Quando vais recusar essa dor?
Perceber que estás mal?

Deixo que percas.
Não vou lutar para te ganhar.
Quero que a dor que me tem?
Te encontre!
Te mostre…
Como voltar.
Xepull

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Sou tão parvo

Sou tão parvo.
Tentei arrancar de ti,
Tantas vezes…
Um não.
Tu ficavas e dizias…
Quero-te.
Sou tão parvo.
Tentei e consegui,
Acreditar…
Num sim.
Onde estás?
Quero-te!
Sou tão parvo.
Xepull

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Obrigação?


Não me perguntes nada.
Muito menos...
A razão de estar infeliz.
Prefiro que fiques calada,
Desligada e despreocupada.
Prefiro assim…
Que me resumas a nada
E não te sintas amarrada.
Sabes bem a palavra,
Que me levou à razão.
Obrigação?
Prefiro que fiques calada,
Desligada e despreocupada.
Prefiro assim…
Que me resumas a nada
E não te sintas amarrada.
Prefiro a dor da saudade.
Prefiro a dor de não ter.
Obrigação?
Prefiro que fiques calada,
Desligada e despreocupada.
Prefiro assim…
Que me resumas a nada
E não te sintas amarrada.
Xepull

sábado, 9 de abril de 2011

Planeta desabitado

Entre sorrisos e gestos falsos?
Não há nada que eu queira descobrir.
É um pequeno planeta desabitado,
E é para lá que eu quero ir.
Desenho traços e linhas contínuas,
Que definem as ruas por onde quero passar.
Vejo na montra um objecto desenhado na perfeição.
Esta é a porta onde sempre quis entrar.
Através de um plano envidraçado?
Vejo um mundo desenhado por mim.
Tudo encaixa sem qualquer esforço…
Dei liberdade e poder à minha imaginação.
Esta será sempre a minha condição de vida.
A saturação está completamente proibida.
Entre sorrisos e gestos falsos?
Não há nada que eu queira descobrir.
Essa é a razão!
É um pequeno planeta desabitado,
Agora recriado na perfeição.
Xepull

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Nunca saberás…

Olho para trás e não sei…
Onde vem quem dirá?
Deitas no chão o que tens.
Deitas-te no chão por não ter.
Sei a cor de tudo que tens de melhor
E sei de cor tudo que tenho a dizer.
Dito palavras que te entram no coração
E entoam como uma canção.
A música é simples e as palavras são poucas.
Emoções loucas e gestos que nunca…
Saberás receber!
Xepull

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Pequeno-almoço

Levantei-me e fui à cozinha tomar o pequeno-almoço.
Ainda meio a dormir?
Tropecei na primeira escada.
Calma…
Consegui ficar equilibrado.
Ao avaliar o meu cansaço?
Deduzo que provavelmente foi uma noite pesada…
Dessas que não consigo parar quieto.
Continuei e de olhos meios fechados?
Consegui aquecer o café.
Claro que entornei três vezes antes de o conseguir.
Quando isso acontece?
Já só consigo sorrir.
Não dispenso um bom pensamento,
Enquanto sinto as mão quentes em volta da chávena.
Estou no começo do dia e já sei que a vida a pequena…
Para continuar a dormir.
Xepull

terça-feira, 5 de abril de 2011

Pontos intocáveis…

Não concordo!
Não vou tentar explicar!
Primeiro questiona-te,
Depois cresce e então oferece…
Tendo certeza que tens para dar.
Não quero encontrar explicação.
Cada vez que falo?
Tu assumes que tens razão.
Tudo bem!
Pois que a tua razão esteja certa.
Será melhor para ti,
Que a tua razão esteja certa.
A dor aperta mais a quem valorizou pouco…
O que na verdade?
Fará muita falta.
Tenho pontos intocáveis!
Coisas…
Que não posso ouvir!
Gritos…
Que não posso dar!
Momentos…
Que não posso parar!
Deixa-me ir…
Deixa-me ir,
Para nunca mais voltar.
Xepull

domingo, 3 de abril de 2011

Até que ponto nos conhecemos?

Até que ponto nos conhecemos?
Até que ponto sabes quem sou?
Tive sentado a teu lado
E ouvi tudo que disseste.
Por último?
Fiz uma interpretação,
Que pode ter sido errada.
Enquanto ficavas calada?
Traçavas o meu perfil.
De uma forma subtil?
Recolheste informação.
Tendo em conta as condicionantes?
Haveria mais para recolher.
De qualquer forma?
Apenas isso consegui oferecer.
Até que ponto nos conhecemos?
Até que ponto sabes quem sou?
Xepull

sábado, 2 de abril de 2011

Sábado à noite

É claro que o tempo muda
Sem te chamar a atenção.
Sem qualquer razão questionas…
Será que hoje vai chover?
Sais de manha…
Com o guarda-chuva na mão.
Sábado à noite.
Focas a tua atenção em perceber…
Qual será a razão de o sol abrir?
Xepull

quinta-feira, 31 de março de 2011

Ontem saí a rua

Ontem saí a rua
E ninguém olhou para mim.
Será que é por eu estar assim?
Chamo o sorriso e olho em volta.
Talvez reparem que é falso,
Pois ninguém me retribui.
Fui lavar a cara três vezes
Para tentar mudar de expressão.
Aproveitava para soltar a lágrima
Que durante a simulação de risos?
Não pode sair.
Situação estranha quando me sinto só,
No meio de quase uma multidão.
Situação que muda,
Quando eu mudar de expressão.
Xepull

terça-feira, 29 de março de 2011

Esconderijo

Se quiseres outro esconderijo?
Eu não prometo ser o melhor.
Nem seguro…
Nem certo que alguma vez mais,
Eu te vá encontrar.
Tenho este e é bom!
É seguro…
É certo…
E é teu!
Eu?
Ficarei no mesmo lugar.
Não estou escondido
E até tenho vontade de chamar alguém.
Mas ninguém me vê!
Ninguém me consegue encontrar!
Pensei que era seguro
E certo que quem me deixou aqui?
Aqui me encontrara.
Mas…
Eu tenho este e é bom!
É seguro…
É certo…
E é teu!
Xepull

segunda-feira, 28 de março de 2011

Este mundo anda louco

Este mundo anda louco.
Passo do topo da pirâmide,
Da qual nem pedi para fazer parte!
Para fora de quaisquer opções.
Anda louco e nem tão pouco,
Me sabe responder.
Sou capaz de aceitar um não!
Sou capaz de aceitar uma desilusão!
Não sou capaz de aceitar a fuga
E ficar sem qualquer explicação.
Este mundo anda louco
E eu não encontro uma razão.
Ainda agora te fiz bem…
Ainda agora fui o melhor…
Ainda agora pergunto…
Porque achas isto incapaz
E o que te faz voltar atrás?
Mundo louco, que pouco a pouco?
Me deixa louco a mim.
Mundo louco, que no inicio?
Perde o interesse, em saber o fim.
Xepull

domingo, 27 de março de 2011

Dor real

Hoje esperei que chegasse tudo
E não chegou nada.
Transtornada?
Deixei-me cair no chão.
Fiz uma ferida no braço esquerdo,
Um arranhão na cara
E parti um dedo da mão.
Sinto-me bem melhor assim.
Tenho algo real a tratar.
Quase me esquecia que…
Hoje esperei que chegasse tudo
E não chegou nada.
Transtornada?
Deixei-me cair no chão.
Xepull

sábado, 26 de março de 2011

Por mais que me digas…

Não há nada que me digas,
Que eu já não saiba.
Não há forma mais pequena,
Que caiba neste espaço.
É o meu jeito de ser.
É assim, que quero viver.
Logo pela manha vou ao terraço.
De cigarro na boca,
Antes mesmo do pequeno-almoço?
Já eu me estou a matar.
Não há nada que me digas,
Que eu já não saiba.
Não há forma mais pequena,
Que caiba neste espaço.
Por favor meu senhor…
Saia um café e um bagaço.
Por favor meu senhor…
Pode trazer mais um?
Antes mesmo do relógio tocar as doze?
Já eu me estou a matar.
Não há nada que me digas,
Que eu já não saiba.
Não há forma mais pequena,
Que caiba neste espaço.
Tenho a fuga planeada,
Desde a noite passada.
Que errada maneira de fugir!
Pena que quando disse isto?
Não estava ninguém para ouvir.
Se logo à noite continuar assim?
Se este cansaço se agarrar a mim?
Será claramente…
O fim.
Xepull

sexta-feira, 25 de março de 2011

Infinito

Jamais irei calar o que sinto.
Enquanto tiver forças?
Vou gritar que te quero.
Não há tempo nem distância
Que me tire a liberdade.
Quero cantar com a minha saudade,
De sonhar.
Recuso-me.
Mentir a mim próprio?
Não.
Não vou fechar os olhos
E pensar que morreu.
Não vou largar facilmente
O que o mundo me deu.
Seja por um segundo
Ou por cem anos.
A minha força?
Vale infinito.
Xepull

quinta-feira, 24 de março de 2011

Sou eu

Enquanto eu poder…
Falar ou calar,
Cantar ou gritar,
Chorar ou rir,
Pensar ou sentir…
Enquanto eu poder escolher?
Sou feliz.
Sou eu.
Xepull

quarta-feira, 23 de março de 2011

É assim?

Então é assim…
Estou perto de te fazer bem.
Mas…
Não estou certo de ser alguém…
Ou ninguém.

Corri atrás sem perceber
Que me deixaste atrás de ti.
Parei aqui…
Cansei!

Saber viver?
É saber que merecemos mais.
Procuramos pontos em comum?
Percorremos distâncias iguais?

Estou quase certo, que ficas perto,
Se estar perto te fizer bem.
Estou tão perto, que é quase certo…
Se não ficas perto?
É porque não sou ninguém...
É assim?
Xepull

domingo, 20 de março de 2011

Por favor

Por favor…
Não me faças isto.
Por favor…
Eu insisto em saber a razão
E peço perdão se é errado.
Por favor…
Eu juro que fico calado
A ouvir a explicação.
Mas por favor…
Dá-me a resposta a esta questão
E justifica-me esta sensação.
Por favor…
Se era ilusão?
Diz-me.
Se encontraste nova motivação?
Diz-me também.
Por favor!
Xepull

sábado, 19 de março de 2011

Livro

Tenho a estante cheia de livros.
Pó de vários anos acumulados
Cobrem folhas que eu nunca li.
Fiquei quase sempre pela capa
E em alguns?
Nem os títulos me chamaram atenção.
Não quero com isto dizer
Que o livro não seja bom.
Na tua estante?
Há um livro que eu já li.
Não quero com isto dizer
Que o livro seja bom.
Xepull

sexta-feira, 18 de março de 2011

A dor de um mascarado

Estou desiludido e revoltado.
Por momentos até me sinto sufocado.
Ontem levantei-me a mesma hora do que hoje.
Eram oito da manha e ainda estava ressacado.
Agora?
Estou a 20 metros de altura a olhar para o chão.
Apetece-me cair…
Para ti também foi fácil desistir.
Preocupado?
Recuo e sento-me num pequeno degrau.
Com as mãos na cabeça?
Vejo a lágrima a cair até desaparecer.
São 20 metros de altura…
E hoje?
Não estou de ressaca.
Não será fácil retirar de novo esta capa.
Talvez eu volte a cometer o mesmo erro.
Mas por uns tempos?
Não.
Ficarei calado,
Transtornado,
E desconfiado…
Deste sentimento.
Ficarei parado!
Se quiseres?
Avança.
Terás de rasgar a dor que escondo no meu rosto…
Mascarado.
Xepull

quarta-feira, 16 de março de 2011

Se ficares…

Eu?
Não preciso dar nomes ao que sinto…
Mas minto se o tentar esconder.
Estou a sofrer por não te ter,
Mas…
A definição deste sentimento?
Diz-me que não é um nome,
Que te vai prender a mim.
Nem eu o usaria,
Para simplesmente te prender a mim.
Mas…
Se ficares?
Tudo que eu sinto…
Será teu.
Xepull

terça-feira, 15 de março de 2011

Estive distante

Certamente repararam
Que estive distante.
Parece-me importante perguntar…
Alguma vez não voltaram
Porque queriam voar?
Eu também tentei...
Consegui e voltei.
Xepull

domingo, 13 de março de 2011

Aceitar o final

E quando o final te surpreende?
Ainda te lembras como agir?

Tu podias escrever sobre o que sentes…
Tu podias pedir para ficar,
Mesmo quando o desejo é de te ver partir.
Tu podias tentar entender
Mas não vais encontrar a explicação.
Será mais fácil acreditar,
Que tudo tem uma razão…
De existir.
Tu podias voltar sempre atrás…
Tu podias espalhar esses pedaços juntos,
Continuar a tentar recolher os que faltaram
E até encontrar os que juntos fizeram o sonho mudar.
Tu podias acabar o que está no inicio
Houvesse ainda algo para acabar.
Tu podias continuar a desejar o final perfeito
Mas por mais imperfeito que este seja?
É o que tens de aceitar.
Xepull

"Saber o final
(28 de Fevereiro de 2011)
Xepull

Eu podia escrever sobre o que sinto,
Mas eu já disse tantas vezes o que sonhava.
Eu podia pedir para ficares,
Mas tu já sabes que preciso de ti.
Eu podia até tentar explicar de novo,
Mas o que eu quero?
É que sintas quem eu sou.
Podia voltar atrás e começar de novo,
Mas eu prefiro continuar o que já tenho.
Podia espalhar os pedaços que tenho juntos,
Mas eu prefiro recolher os que me faltam.
Podia acabar o que está no inicio
Mas eu prefiro saber o final.”

sábado, 12 de março de 2011

Seguro-te na mão

Seguro-te na mão e dou um passo contigo.
Vou-te mostrar onde estás.
Ficas segura e sabes…
Sabes que és capaz.
Seguro-te na mão pois agora não sei onde estou.
Porque não tentar?
Seria egoísmo acreditar que todos estão bem,
Menos eu.
Mas…
Seria egoísmo esperar que mesmo não estando bem,
Me ajudem a caminhar?
Das poucas coisas que me vou lembrar?
Serão as que sei sentir que se vão destacar,
Gestos que esquecem o tempo só para amar.
Ao regressar de mais um pensamento perdido?
Reparo que o tempo não espera por mim.
Será assim que devo viver?
Faço acontecer,
Mas…
Nem sempre me faço aparecer nos acontecimentos.
É difícil valorizar sentimentos,
Mas…
Quando me perco neles?
Acabo por valorizar demais e já não os sei perder.
Prefiro dar sempre o que posso.
Não ganho medo de voar.
Injusto é pensar que quando temos certo
O incerto não nos fará sofrer.
Damos atenção a tudo,
Mas…
Ainda me seguras a mão?
Xepull

sexta-feira, 11 de março de 2011

Tu sempre soubeste

Porque te sentes assim?
Foi só mais uma prova
Que és igual a qualquer um.
Entre o comum e o diferente?
Tu sempre soubeste que era assim…
Entre ti e a vulgaridade?
Não há diferença nenhuma.
De que te serve procurar o ódio
Se a dor que isso te trás é de quem ama?
De que te serve procurar razões
Se a razão é sempre a mesma?
Tu sempre soubeste que era assim…
Se hoje acreditas?
Amanhã pode ser o fim.
Tu sempre soubeste que era assim…
Xepull

quinta-feira, 10 de março de 2011

Eu assumo

Eu assumo todas as responsabilidades
De tudo que nos faz sofrer.
Eu assumo pois a dor seria a mesma
Não tendo responsabilidade nenhuma.
Tu ficas melhor assim?
Sentes-te melhor assim?
Pois que o culpado seja eu
Pois isso não me faz diferença.
Pois que o culpa seja eu
Porque nada disso muda a minha sentença.
Não sofro por ser assim
Ou por ser diferente.
Sofro porque te perdi.
Xepull

terça-feira, 8 de março de 2011

Ajuda-me Xepull

Ajuda-me agora Xepull!
Ajuda-me agora
Que nem tu sabes nada.
Não tens uma palavra
Que possas escrever,
Nem um personagem
Que possas encontrar…
Para me acalmar.
Xepull

segunda-feira, 7 de março de 2011

Textos…

Escrevo textos
Que não tenho coragem de publicar.
São formas de libertar a minha dor.
Escrevo textos longos
Que transmitem exactamente o que eu sinto,
Mas…
Eu pressinto que não os queres ler.
Se soubesses quantas lágrimas
Escorrem pelo meu rosto
E como eu sofro por não ter sempre um sorriso…
Se soubesses o quanto eu preciso de força
E da força de te ouvir dizer
Para não desistir…
Se soubesses isso?
Saberias que o sentimento é simples.
Ao mesmo tempo,
O que o torna completo?
É complexo demais.
Junto todas as definições possíveis
Numa palavra só.
Junto a força e a fragilidade.
Junto o ficar e o partir.
Junto o lutar e o desistir.
Gritar que te amo ou simplesmente ouvir?
Imagino imagens na minha cabeça…
Ficaria bem ao teu lado?
Ficaria bem só?
São textos…
Que transmitem exactamente o que sinto.
Xepull

domingo, 6 de março de 2011

Quantas vezes já te aconteceu?


Quantas vezes já te aconteceu?
Estás perto de saltar
Mas o medo do que vais encontrar?
Prende-te ao chão.
Porque não esperar mais um pouco?
Porque não preparar-me melhor?
Enquanto pensas se o medo vale a pena,
A oportunidade de viveres o que nunca descobris-te?
Já passou.
Quantas vezes já te aconteceu?
Nem sempre lês um olhar…
Mas quando lês?
Desconfias se será assim.
Estavas mesmo perto de avançar.
Mesmo perto de arriscar.
Mas o medo…
Esse medo.
Sim!
Decidis-te ficar
E agora pensas que nunca…
Nunca saberás o que ias encontrar.
Quantas vezes já te aconteceu?
Xepull

quinta-feira, 3 de março de 2011

Caro amigo

Caro amigo.
Está na hora de me dares atenção.
Não adianta dizeres que não
Pois eu vou falar.
Gritar se for preciso.
Escrever no teu peito
Até te fazer entender.
Caro amigo.
Faço parte do teu corpo,
Mas quando se trata da razão?
Penso eu.
Ouviste bem?
Penso eu.
Sou eu a pensar e tu a sentir.
Queres continuar assim?
Então chora!
Chora tudo e depois segue-me.
Segue a linha do meu pensamento
E diz-me que não estou certo.
Isto?
Se tiveres coragem de o dizer.
Não estás a perceber?
Onde quero chegar?
Calma…
Caro amigo.
Eu penso e tu sentes.
Eu sou quem chama a razão.
Eu sou quem te vai levantar…
Sempre!
Sempre que estás no chão.
Caro amigo.
Xepull

quarta-feira, 2 de março de 2011

Vencer ou perder?

Choro…
Por quem me fez sorrir.
Não paro…
Por quem me fez sonhar.
Sou quem quero
E tenho tudo para vencer.
Sou quem quero
E também tenho tudo para perder.
Xepull

terça-feira, 1 de março de 2011

A calma…

Hoje não quero,
Não posso
E Não sei escrever.
Estou preso,
Estou tenso
E não vou escrever nada.
Vou prender os sentimentos,
Vou prender as lágrimas
E soltar a calma.
A calma de quem ama.
Xepull

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Saber o final

Eu podia escrever sobre o que sinto,
Mas eu já disse tantas vezes o que sonhava.
Eu podia pedir para ficares,
Mas tu já sabes que preciso de ti.
Eu podia até tentar explicar de novo,
Mas o que eu quero?
É que sintas quem eu sou.
Podia voltar atrás e começar de novo,
Mas eu prefiro continuar o que já tenho.
Podia espalhar os pedaços que tenho juntos,
Mas eu prefiro recolher os que me faltam.
Podia acabar o que está no inicio
Mas eu prefiro saber o final.
Xepull

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Calor de um gesto

Pensativo…
Estou pensativo e é estranho.
De que tamanho é o mundo que imagino?
De que tamanho é a ilusão?
Porque disseste que vinhas e não chegaste?
A culpa é minha por esperar.
Sei que era mais fácil não criar a ilusão.
Sentar-me no chão e não sentir o frio.
O vazio era cheio de nada
E calada era a forma de me exprimir.
Não saber sentir e pensar cada passo.
Ganhar espaço para existir só
E na solidão deixar a ilusão de que existe valor.
Porque amar não é fácil.
Porque o que é fácil não dá calor.
Eu?
Sinto o sabor de um gesto
E é esse gesto que me faz acreditar
Que vale a pena sonhar.
Xepull