quarta-feira, 4 de maio de 2011

Era meu vizinho

Eram quase cinco da manha.
A minha cabeça continuava a tentar
Encontrar razão para o que aconteceu.
Era meu vizinho.
Nunca antes o tinha visto assim.
Nunca soube o seu nome.
Nunca lhe perguntei a idade.
Não via maldade no seu olhar.
Não ouve um sorriso, sequer,
Que me fizesse desconfiar.           
Era meu vizinho.
Morava sozinho naquele casarão
E nunca me falara antes.
Muitos dirão que o seu jeito era estranho.
Outros dirão que a solidão era o seu melhor amigo.
A verdade é que nunca o senti triste.
Eram cinco da manha.
A minha cabeça continuava a tentar
Encontrar razão para o que aconteceu.
Xepull

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