sábado, 26 de março de 2011

Por mais que me digas…

Não há nada que me digas,
Que eu já não saiba.
Não há forma mais pequena,
Que caiba neste espaço.
É o meu jeito de ser.
É assim, que quero viver.
Logo pela manha vou ao terraço.
De cigarro na boca,
Antes mesmo do pequeno-almoço?
Já eu me estou a matar.
Não há nada que me digas,
Que eu já não saiba.
Não há forma mais pequena,
Que caiba neste espaço.
Por favor meu senhor…
Saia um café e um bagaço.
Por favor meu senhor…
Pode trazer mais um?
Antes mesmo do relógio tocar as doze?
Já eu me estou a matar.
Não há nada que me digas,
Que eu já não saiba.
Não há forma mais pequena,
Que caiba neste espaço.
Tenho a fuga planeada,
Desde a noite passada.
Que errada maneira de fugir!
Pena que quando disse isto?
Não estava ninguém para ouvir.
Se logo à noite continuar assim?
Se este cansaço se agarrar a mim?
Será claramente…
O fim.
Xepull

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