quinta-feira, 31 de março de 2011

Ontem saí a rua

Ontem saí a rua
E ninguém olhou para mim.
Será que é por eu estar assim?
Chamo o sorriso e olho em volta.
Talvez reparem que é falso,
Pois ninguém me retribui.
Fui lavar a cara três vezes
Para tentar mudar de expressão.
Aproveitava para soltar a lágrima
Que durante a simulação de risos?
Não pode sair.
Situação estranha quando me sinto só,
No meio de quase uma multidão.
Situação que muda,
Quando eu mudar de expressão.
Xepull

terça-feira, 29 de março de 2011

Esconderijo

Se quiseres outro esconderijo?
Eu não prometo ser o melhor.
Nem seguro…
Nem certo que alguma vez mais,
Eu te vá encontrar.
Tenho este e é bom!
É seguro…
É certo…
E é teu!
Eu?
Ficarei no mesmo lugar.
Não estou escondido
E até tenho vontade de chamar alguém.
Mas ninguém me vê!
Ninguém me consegue encontrar!
Pensei que era seguro
E certo que quem me deixou aqui?
Aqui me encontrara.
Mas…
Eu tenho este e é bom!
É seguro…
É certo…
E é teu!
Xepull

segunda-feira, 28 de março de 2011

Este mundo anda louco

Este mundo anda louco.
Passo do topo da pirâmide,
Da qual nem pedi para fazer parte!
Para fora de quaisquer opções.
Anda louco e nem tão pouco,
Me sabe responder.
Sou capaz de aceitar um não!
Sou capaz de aceitar uma desilusão!
Não sou capaz de aceitar a fuga
E ficar sem qualquer explicação.
Este mundo anda louco
E eu não encontro uma razão.
Ainda agora te fiz bem…
Ainda agora fui o melhor…
Ainda agora pergunto…
Porque achas isto incapaz
E o que te faz voltar atrás?
Mundo louco, que pouco a pouco?
Me deixa louco a mim.
Mundo louco, que no inicio?
Perde o interesse, em saber o fim.
Xepull

domingo, 27 de março de 2011

Dor real

Hoje esperei que chegasse tudo
E não chegou nada.
Transtornada?
Deixei-me cair no chão.
Fiz uma ferida no braço esquerdo,
Um arranhão na cara
E parti um dedo da mão.
Sinto-me bem melhor assim.
Tenho algo real a tratar.
Quase me esquecia que…
Hoje esperei que chegasse tudo
E não chegou nada.
Transtornada?
Deixei-me cair no chão.
Xepull

sábado, 26 de março de 2011

Por mais que me digas…

Não há nada que me digas,
Que eu já não saiba.
Não há forma mais pequena,
Que caiba neste espaço.
É o meu jeito de ser.
É assim, que quero viver.
Logo pela manha vou ao terraço.
De cigarro na boca,
Antes mesmo do pequeno-almoço?
Já eu me estou a matar.
Não há nada que me digas,
Que eu já não saiba.
Não há forma mais pequena,
Que caiba neste espaço.
Por favor meu senhor…
Saia um café e um bagaço.
Por favor meu senhor…
Pode trazer mais um?
Antes mesmo do relógio tocar as doze?
Já eu me estou a matar.
Não há nada que me digas,
Que eu já não saiba.
Não há forma mais pequena,
Que caiba neste espaço.
Tenho a fuga planeada,
Desde a noite passada.
Que errada maneira de fugir!
Pena que quando disse isto?
Não estava ninguém para ouvir.
Se logo à noite continuar assim?
Se este cansaço se agarrar a mim?
Será claramente…
O fim.
Xepull

sexta-feira, 25 de março de 2011

Infinito

Jamais irei calar o que sinto.
Enquanto tiver forças?
Vou gritar que te quero.
Não há tempo nem distância
Que me tire a liberdade.
Quero cantar com a minha saudade,
De sonhar.
Recuso-me.
Mentir a mim próprio?
Não.
Não vou fechar os olhos
E pensar que morreu.
Não vou largar facilmente
O que o mundo me deu.
Seja por um segundo
Ou por cem anos.
A minha força?
Vale infinito.
Xepull

quinta-feira, 24 de março de 2011

Sou eu

Enquanto eu poder…
Falar ou calar,
Cantar ou gritar,
Chorar ou rir,
Pensar ou sentir…
Enquanto eu poder escolher?
Sou feliz.
Sou eu.
Xepull

quarta-feira, 23 de março de 2011

É assim?

Então é assim…
Estou perto de te fazer bem.
Mas…
Não estou certo de ser alguém…
Ou ninguém.

Corri atrás sem perceber
Que me deixaste atrás de ti.
Parei aqui…
Cansei!

Saber viver?
É saber que merecemos mais.
Procuramos pontos em comum?
Percorremos distâncias iguais?

Estou quase certo, que ficas perto,
Se estar perto te fizer bem.
Estou tão perto, que é quase certo…
Se não ficas perto?
É porque não sou ninguém...
É assim?
Xepull

domingo, 20 de março de 2011

Por favor

Por favor…
Não me faças isto.
Por favor…
Eu insisto em saber a razão
E peço perdão se é errado.
Por favor…
Eu juro que fico calado
A ouvir a explicação.
Mas por favor…
Dá-me a resposta a esta questão
E justifica-me esta sensação.
Por favor…
Se era ilusão?
Diz-me.
Se encontraste nova motivação?
Diz-me também.
Por favor!
Xepull

sábado, 19 de março de 2011

Livro

Tenho a estante cheia de livros.
Pó de vários anos acumulados
Cobrem folhas que eu nunca li.
Fiquei quase sempre pela capa
E em alguns?
Nem os títulos me chamaram atenção.
Não quero com isto dizer
Que o livro não seja bom.
Na tua estante?
Há um livro que eu já li.
Não quero com isto dizer
Que o livro seja bom.
Xepull

sexta-feira, 18 de março de 2011

A dor de um mascarado

Estou desiludido e revoltado.
Por momentos até me sinto sufocado.
Ontem levantei-me a mesma hora do que hoje.
Eram oito da manha e ainda estava ressacado.
Agora?
Estou a 20 metros de altura a olhar para o chão.
Apetece-me cair…
Para ti também foi fácil desistir.
Preocupado?
Recuo e sento-me num pequeno degrau.
Com as mãos na cabeça?
Vejo a lágrima a cair até desaparecer.
São 20 metros de altura…
E hoje?
Não estou de ressaca.
Não será fácil retirar de novo esta capa.
Talvez eu volte a cometer o mesmo erro.
Mas por uns tempos?
Não.
Ficarei calado,
Transtornado,
E desconfiado…
Deste sentimento.
Ficarei parado!
Se quiseres?
Avança.
Terás de rasgar a dor que escondo no meu rosto…
Mascarado.
Xepull

quarta-feira, 16 de março de 2011

Se ficares…

Eu?
Não preciso dar nomes ao que sinto…
Mas minto se o tentar esconder.
Estou a sofrer por não te ter,
Mas…
A definição deste sentimento?
Diz-me que não é um nome,
Que te vai prender a mim.
Nem eu o usaria,
Para simplesmente te prender a mim.
Mas…
Se ficares?
Tudo que eu sinto…
Será teu.
Xepull

terça-feira, 15 de março de 2011

Estive distante

Certamente repararam
Que estive distante.
Parece-me importante perguntar…
Alguma vez não voltaram
Porque queriam voar?
Eu também tentei...
Consegui e voltei.
Xepull

domingo, 13 de março de 2011

Aceitar o final

E quando o final te surpreende?
Ainda te lembras como agir?

Tu podias escrever sobre o que sentes…
Tu podias pedir para ficar,
Mesmo quando o desejo é de te ver partir.
Tu podias tentar entender
Mas não vais encontrar a explicação.
Será mais fácil acreditar,
Que tudo tem uma razão…
De existir.
Tu podias voltar sempre atrás…
Tu podias espalhar esses pedaços juntos,
Continuar a tentar recolher os que faltaram
E até encontrar os que juntos fizeram o sonho mudar.
Tu podias acabar o que está no inicio
Houvesse ainda algo para acabar.
Tu podias continuar a desejar o final perfeito
Mas por mais imperfeito que este seja?
É o que tens de aceitar.
Xepull

"Saber o final
(28 de Fevereiro de 2011)
Xepull

Eu podia escrever sobre o que sinto,
Mas eu já disse tantas vezes o que sonhava.
Eu podia pedir para ficares,
Mas tu já sabes que preciso de ti.
Eu podia até tentar explicar de novo,
Mas o que eu quero?
É que sintas quem eu sou.
Podia voltar atrás e começar de novo,
Mas eu prefiro continuar o que já tenho.
Podia espalhar os pedaços que tenho juntos,
Mas eu prefiro recolher os que me faltam.
Podia acabar o que está no inicio
Mas eu prefiro saber o final.”

sábado, 12 de março de 2011

Seguro-te na mão

Seguro-te na mão e dou um passo contigo.
Vou-te mostrar onde estás.
Ficas segura e sabes…
Sabes que és capaz.
Seguro-te na mão pois agora não sei onde estou.
Porque não tentar?
Seria egoísmo acreditar que todos estão bem,
Menos eu.
Mas…
Seria egoísmo esperar que mesmo não estando bem,
Me ajudem a caminhar?
Das poucas coisas que me vou lembrar?
Serão as que sei sentir que se vão destacar,
Gestos que esquecem o tempo só para amar.
Ao regressar de mais um pensamento perdido?
Reparo que o tempo não espera por mim.
Será assim que devo viver?
Faço acontecer,
Mas…
Nem sempre me faço aparecer nos acontecimentos.
É difícil valorizar sentimentos,
Mas…
Quando me perco neles?
Acabo por valorizar demais e já não os sei perder.
Prefiro dar sempre o que posso.
Não ganho medo de voar.
Injusto é pensar que quando temos certo
O incerto não nos fará sofrer.
Damos atenção a tudo,
Mas…
Ainda me seguras a mão?
Xepull

sexta-feira, 11 de março de 2011

Tu sempre soubeste

Porque te sentes assim?
Foi só mais uma prova
Que és igual a qualquer um.
Entre o comum e o diferente?
Tu sempre soubeste que era assim…
Entre ti e a vulgaridade?
Não há diferença nenhuma.
De que te serve procurar o ódio
Se a dor que isso te trás é de quem ama?
De que te serve procurar razões
Se a razão é sempre a mesma?
Tu sempre soubeste que era assim…
Se hoje acreditas?
Amanhã pode ser o fim.
Tu sempre soubeste que era assim…
Xepull

quinta-feira, 10 de março de 2011

Eu assumo

Eu assumo todas as responsabilidades
De tudo que nos faz sofrer.
Eu assumo pois a dor seria a mesma
Não tendo responsabilidade nenhuma.
Tu ficas melhor assim?
Sentes-te melhor assim?
Pois que o culpado seja eu
Pois isso não me faz diferença.
Pois que o culpa seja eu
Porque nada disso muda a minha sentença.
Não sofro por ser assim
Ou por ser diferente.
Sofro porque te perdi.
Xepull

terça-feira, 8 de março de 2011

Ajuda-me Xepull

Ajuda-me agora Xepull!
Ajuda-me agora
Que nem tu sabes nada.
Não tens uma palavra
Que possas escrever,
Nem um personagem
Que possas encontrar…
Para me acalmar.
Xepull

segunda-feira, 7 de março de 2011

Textos…

Escrevo textos
Que não tenho coragem de publicar.
São formas de libertar a minha dor.
Escrevo textos longos
Que transmitem exactamente o que eu sinto,
Mas…
Eu pressinto que não os queres ler.
Se soubesses quantas lágrimas
Escorrem pelo meu rosto
E como eu sofro por não ter sempre um sorriso…
Se soubesses o quanto eu preciso de força
E da força de te ouvir dizer
Para não desistir…
Se soubesses isso?
Saberias que o sentimento é simples.
Ao mesmo tempo,
O que o torna completo?
É complexo demais.
Junto todas as definições possíveis
Numa palavra só.
Junto a força e a fragilidade.
Junto o ficar e o partir.
Junto o lutar e o desistir.
Gritar que te amo ou simplesmente ouvir?
Imagino imagens na minha cabeça…
Ficaria bem ao teu lado?
Ficaria bem só?
São textos…
Que transmitem exactamente o que sinto.
Xepull

domingo, 6 de março de 2011

Quantas vezes já te aconteceu?


Quantas vezes já te aconteceu?
Estás perto de saltar
Mas o medo do que vais encontrar?
Prende-te ao chão.
Porque não esperar mais um pouco?
Porque não preparar-me melhor?
Enquanto pensas se o medo vale a pena,
A oportunidade de viveres o que nunca descobris-te?
Já passou.
Quantas vezes já te aconteceu?
Nem sempre lês um olhar…
Mas quando lês?
Desconfias se será assim.
Estavas mesmo perto de avançar.
Mesmo perto de arriscar.
Mas o medo…
Esse medo.
Sim!
Decidis-te ficar
E agora pensas que nunca…
Nunca saberás o que ias encontrar.
Quantas vezes já te aconteceu?
Xepull

quinta-feira, 3 de março de 2011

Caro amigo

Caro amigo.
Está na hora de me dares atenção.
Não adianta dizeres que não
Pois eu vou falar.
Gritar se for preciso.
Escrever no teu peito
Até te fazer entender.
Caro amigo.
Faço parte do teu corpo,
Mas quando se trata da razão?
Penso eu.
Ouviste bem?
Penso eu.
Sou eu a pensar e tu a sentir.
Queres continuar assim?
Então chora!
Chora tudo e depois segue-me.
Segue a linha do meu pensamento
E diz-me que não estou certo.
Isto?
Se tiveres coragem de o dizer.
Não estás a perceber?
Onde quero chegar?
Calma…
Caro amigo.
Eu penso e tu sentes.
Eu sou quem chama a razão.
Eu sou quem te vai levantar…
Sempre!
Sempre que estás no chão.
Caro amigo.
Xepull

quarta-feira, 2 de março de 2011

Vencer ou perder?

Choro…
Por quem me fez sorrir.
Não paro…
Por quem me fez sonhar.
Sou quem quero
E tenho tudo para vencer.
Sou quem quero
E também tenho tudo para perder.
Xepull

terça-feira, 1 de março de 2011

A calma…

Hoje não quero,
Não posso
E Não sei escrever.
Estou preso,
Estou tenso
E não vou escrever nada.
Vou prender os sentimentos,
Vou prender as lágrimas
E soltar a calma.
A calma de quem ama.
Xepull