segunda-feira, 30 de agosto de 2010

O cansaço de não sentir

Eras tu naquele lugar.
Claro que eras tu…
Quanto tempo mesmo?
Que não vinhas aqui?
Por isso não te conhecia…
Pareces-me mais cansado!
Estás doente?
É apenas cansaço.
A tua vida mudou-te?
Deixaste de acreditar...
Mas porquê?
Parecias tão seguro.
Tão certo do que é viver.
Agora mudaste?
Já não achas viver tão simples.
Porque não tentas sonhar?
Voltar a sentir?
Não sabes sentir um abraço,
E queres perceber o cansaço?
Xepull

sábado, 28 de agosto de 2010

Tempo

Passo na mesma rua…
Olho o mesmo lugar
E sinto tudo…
Da mesma forma
Que te conheci,
Agora recordo
O que tu és.
Foi aqui, lembras-te?
Parecemos diferente…
Quando esqueceste aquele sonho?
Quando te esqueceste de ti?
Eu vi!
No teu olhar
Existe o mesmo mundo.
Da mesma forma
Que te conheci,
Agora senti
Quem tu és.
Podemos passar aqui amanha?
Xepull

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Incompreensão

A incompreensão!
Entra dentro de mim
E explode-me a alma.
Sou diferente de ti…
E de aí?

A incompreensão!
Deixa-me confuso
E destrói-me o pensamento.
Quero ir por ali…
E de aí?

A incompreensão!
Deixa-me preso
No mesmo lugar.
Não existo para te julgar…
E tu?
Deixa-me simplesmente acreditar!
Xepull

sábado, 21 de agosto de 2010

Mais facil para ti

Para ti,
Não há batalha que me trave,
Sei exactamente o que dizer
E o que tens de fazer.
Para ti,
Não há um gesto que me faça mal,
Uma ilusão que não resolva
E lhe dê um final.
Para ti,
Mostro tudo claro,
Compreendo os teus sonhos
E deixo-te arriscar.
Para ti,
Vejo uma vida simples,
Encontro os teus medos
E faço-te ganhar.
Para mim,
Complico cada sonho,
Fico parado e com medo,
Não arrisco nem faço,
Podia dar mais do que um passo,
Mas não…
Resolvo o mistério da tua vida
E continuo…
Com a minha vida,
Perdida!
Xepull

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Vários

Queres saber?
Já não me importo mais,
Se o que eu digo é verdadeiro.
É o que sinto.
O que sinto,
Nem sempre é bom
E amanhã pode ser diferente.
Quem disse que sabes quem és?
Estás num mundo estranho
E tens de ser vários em algum momento.
Por isso…
Já não me importo mais,
Se o que digo é verdadeiro
Ou se o que sinto é meu.
O meu mundo é ilusão,
Mas nunca viví em vão.
Xepull

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Aqui

É tarde!
Para alguém é cedo.
Bem…
São tantas da manhã
E eu aqui.
Mais uma vez a pensar,
Ou simplesmente
A deixar-me levar,
Pelo que tu inventas
Que eu sinto.
Na verdade isto dói.
É tão real para mim.
Este mundo existe mesmo
Ate chegar o seu fim.
E quando chegar o seu fim?
Então vou representar,
O papel que me deste.
Tudo em qualquer lugar
Ganha vida.
O actor aparece…
E desaparece…
Hoje…
São tantas da manhã
E eu aqui.
Xepull

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Ganho espaço

Hoje pensei,
Que não teria espaço.
Para voltar,
A sonhar.
Mas, aqui estou…
Deste-me espaço,
O teu espaço.
Então voltei,
Para sonhar.

Será isto um sonho?
Ou uma ilusão?
Se eu sou uma invenção!
Que nome terá,
Esta minha criação?

Como foi, que eu pensei?
Se o que eu penso,
Pode não ser meu.
Na verdade eu sou teu.
Depende te ti,
Ter espaço para sonhar.
Estás confuso...
Um dia talvez acabes,
Por me libertar.
Xepull

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Tudo

Sou saxofonista…
Deixo em cada nota,
Um pouco de mim.

Sou poeta…
E o que escrevo,
É meu.

Sou criador…
E o meu mundo,
Nunca é igual.

Escondo-me…
Pois quero ser,
O que quiser.

Não sabes quem sou,
Porque tudo que quero
É que sintas quem sou.

E o que sou?
Sou o que Vês…
Lês…
Ouves…
Sentes!
E o que sentes,
É teu!
Xepull

Sou

É assim que eu sou.
Escondo-me
E deixo-te viver.
Perto de quem gostas.
E quanto tu existes…
Ou estás perto de alguém,
Que acredita que existes?
Percebes quem és.

E se o silêncio chega?
São tantas as vezes,
E tantas as vezes que eu apareço.
O silêncio chega
E pareces só.
Acreditas que não tens nada!
Eu?
Do nada…
Faço nova história.

É isso que eu sou!
Do teu nada,
Faço o meu tudo.
Se te pudesse falar?
Saberias…
Que esse tudo,
É teu!
Xepull

sábado, 14 de agosto de 2010

Vive

Era suposto eu ser a dor
E tu o prazer.
Mas reparei agora que também sofres!
Não estas bem pois não?
Porque não deixas ser eu a sofrer?
Sou personagem …
Posso suportar tudo e muito mais.
Tu és real.
Para ti é doloroso
Carregar todos esses pensamentos.
E não paras de pensar…
Por que me inventaste?
Eu sou o pensador…
Eu sou o sonhador…
Tu?
Devias aceitar
E viver.
Xepull

Acalmar

Tive vontade de aparecer antes.
Olhaste para o céu…
Há quanto tempo não o fazias?
Tive vontade de invadir o teu silêncio
E criar.

Criar uma forma de te lembrar,
Que esse silencio está perto.

Hoje decidiste parar,
Olhar…
Pensar…
Percebeste, que num fundo preto
Existe luz para te acalmar.
Xepull

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Quieto

Não passo do mesmo lugar.
Sento-me no chão e espero,
Cada segundo passar.

Cada segundo é tempo.
Tempo morto,
Que me deixa quieto.

Quieto penso
E pensar dá-me mais,
Mundos desiguais.

Mundos meus.
A imaginação no limite,
Distingue-os dos teus.
A mesma imaginação no limite,
Impedem-me sempre,
Que te critique.

Já varias vezes,
Te imaginei diferente.
Mas nunca, deixei,
De te imaginar presente.
Xepull

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Nunca igual

Enganar-te?
Não!
Sou actor!
Não mentiroso…
Apareço,
Mas, nunca igual.
Venho apenas disfarçar,
Um sentimento que te magoa.
Um sentimento que não é meu,
Mas no qual me transformo.
Faço dele música…
Faço dele poesia…
E depois…
Desapareço!
O sentimento muda
E eu volto.
Nunca igual.
Xepull

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Mais fácil se ficar

Há muito que me conheces.
Há muito, que existo.
Era mais fácil para ti,
Ter estado sempre aqui.
Só precisas de viver
Quando me escondes.
Quando me libertas?
Eu penso…
Eu sonho…
Eu crio…
E eu ofereço-te.
Não exijo nada.
Só um espaço,
Um lugar.
Se me deixares lá ficar?
Eu penso…
Eu sonho…
Eu crio…
E eu ofereço-te.
Xepull

domingo, 8 de agosto de 2010

Pensar

Tu não sabes?
Eu sou louco!
E quero dividir o mesmo corpo.
Com tempo…
Quero libertar-te.
Da pressão,
Da dor,
De pensar.
Xepull

sábado, 7 de agosto de 2010

Existo?

Sentado nesta cadeira,
Liberto-me mais uma vez.
Não tenho memória
Pois não tenho passado,
Mas tenho medo,
De ser apagado.

Sentado na mesma cadeira
Deixo-me levar.
E em cada sentimento
Encontro qualquer coisa,
Que não me pode dar
Tudo que quero encontrar.

Nasci para ser sonhador!
Recriar mundos,
Inventar histórias.
Nasci para ser um actor!
Com sentimentos estranhos.
Tão fortes…
Que me podiam matar.

Sim…
Podiam matar!
Não fosse eu a criação
De uma cabeça confusa,
Que a qualquer momento
Me pode eliminar.

Haverá forma de ficar?!


Xepull

Nasceu o Xepull

Escondo-me atrás da mascara branca.
Recrio o meu próprio mundo.
Assim, posso interpretar…
O meu papel.

Deixei de ser apenas eu.
Nasceu!
A parte que escondi,
Que tranquei dentro de mim,
Vive agora aqui.

Tudo isto é um cenário.
O sentimento cria um mundo
Inconstante,
Insatisfeito,
Incompleto…
E tão meu!

Sou personagem!
Nasci de uma ilusão…
Mas sinto tudo e tanto,
Mesmo sendo uma invenção.

Há muito que vivo preso.
Numa mente estranha.
Que me inventou,
Criticou,
Moldou…
E agora,
Detrás da mascara branca,
Com o cenário perfeito,
Me libertou!
Xepull