quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Manipulador

Sou manipulador,
Pensador…
Trituro pensamentos.
Achas que tens tudo?
Eu lembro-te que tens pouco.
Sou louco e sabe bem
Deixar-te perto da loucura.
Esse sonho não é teu!
Eu sei que não é teu!
Fica atento para saberes quem és
Ou eu deixo-te perto de não seres nada.
Fica calada e ouve!
Fica quieta e sente!
Sou manipulador,
Pensador…
Trituro pensamentos.
Xepull

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Sei respirar

Quero mudar o mundo e não sei.
Estou indeciso…
Eu sei!
Não tomo decisão nenhuma.
Já tomaste alguma por mim?
Já sabes que sou assim.
Se poder deixar para ti?
Fico encostado no meu canto
E espero que decidas a minha vida.
Tu tens talento...
Deixa-me!
Deixa-me estar perto do meu assento
Para me sentar e esperar.
Tu tens talento…
E eu?
Sei respirar.
Xepull

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Se queres? Vai!

Isto é assim…
Se queres ouvir?
ficas!
Se não queres?
Vira costas e vai embora.
Já não te posso olhar.
Esse ar não é bom
E como tudo que é mau?
Não quero sequer pensar,
No que podes querer dizer.
Estás a perceber?
Não me quero enervar
E detesto violência.
Se continuas assim?
Vou perder a paciência.
Fica longe!
Bem longe de mim.
Xepull

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Doente II

Hum!
Esta tosse não pára.
Já viste com tremo?
Tenho uma colecção de lenços
De quase todas as cores.
Já manchei alguns com sangue.
Deixei de fumar faz cinco anos
Para durar mais um.
Adorava música clássica.
O piano raramente tinha pó.
Silencio!
Que nota será esta?
Já ouviste uma lágrima?
Todas as manhãs...
Cai numa tecla diferente.
Esse tom amarelado?
É como estou por dentro.
Xepull

domingo, 26 de dezembro de 2010

Velha

Estou cada vez mais velha.
Não ouvi o que disseste.
Fala um pouco mais alto.
Estou surda deste ouvido.
Já não me chega ser velha?
Ainda estou cansada.
Custa-me a dobrar os joelhos.
Esta dor atrás do pescoço,
Sobe até à cabeça
Que parece que vai explodir.
Já me custa encontrar o sorriso.
Já nem percebo bem
O que me tentas dizer.
Que posso fazer?
Meu filho…
Estou velha.
Xepull

sábado, 25 de dezembro de 2010

A mesa

A mesa é a mesma.
Rectangular.
Estou sentado como dantes,
No mesmo lugar.
Não tenho fome.
Não quero nada.
E você?
Parece um pouco mais forte.
Que sorte!
Que casaco tão lindo.
Nós?
Vamos indo como antes.
Os outros lá ficaram.
A mesa deles é redonda.
E não estão no mesmo lugar.
Para o ano vão voltar?
Xepull

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Meu criador

Pensar?
Faz-me envelhecer…
Muito mais do que tu,
Meu criador!
E se eu não sinto,
Qualquer tipo dor?
Tu não consegues fugir
De nenhuma.
Torna-te forte!
Saber criar?
É também saber suportar
Um pensamento turvo.
Um mundo complexo
E tão vulgar.
Xepull

Era pequeno

Era pequeno…
Não sabia nada
De tudo que ouvia falar.
Quantas vezes era preciso explicar?
Tantas que eu não contei
E ainda pouco sabia para contar.
Era pequeno…
Quase sempre sorria
E quando chorava era pouco…
Tão pouco o que pedia.
Quase nada se ainda me lembro bem.
Era pequeno…
Perguntava pelo teu dia
E eu nem sabia como seria bom…
De ouvir.
Xepull

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Assim não dá!

Faço música sem toque,
Toco para quem quiser.
Já não sinto o teu beijo
E eu quero sempre mais…
Faço do sonho tão pouco
E é tão pouco o que me dás.
Não quero que vás…
Eu não quero que vás,
Mas assim…
Não dá.
Eu estou tão só.
Eu estou tão só.
Mas assim…
Não dá!
Xepull

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Aprender

Quando penso que sei tudo?
Na queda volto a aprender.
Será que devia contar,
Com uma falsa ligação em mim?
Parece ser sempre assim.
Desta vez eu não contava.
Da mesma forma que disse…
Não vou!
Disse também que não voltava.
Tudo errado.
Aqui estou calado e só.
Quando penso que sei tudo?
Na queda volto a aprender.
Xepull

Doente

Quando a doença chega?
O meu corpo pára.
Sou frágil,
Não me podes tocar.
Não consigo respirar
E tenho os músculos
Presos a nada.
Sou frágil,
Não me podes tocar.
Já me sentia assim antes.
Mas agora?
Estou cada vez pior.
Quando a doença chega?
O meu corpo pára.
Xepull

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Regresso aqui

Quando regresso ao mesmo lugar,
Varias vezes?
Parece que o infinito
Me consome aos poucos.
Cada bocado de sangue morto?
Fica cada vez maior.
Uma mancha de solidão…
O suor do meu cansaço?
Já me escorre pelo rosto.
Eu gosto sempre de aqui voltar.
Xepull

sábado, 18 de dezembro de 2010

Segundo depois

Um segundo depois de agora
Já esperava que não fosse nada.
Fiquei calada!
Não quis chamar por ti.
Num sabor de um beijo,
Senti um pouco mais desejo
De querer voltar a tocar-te.
Podia falar-te mas calei.
Um segundo depois de agora
Deixei que não fosse nada.
Um segundo depois de agora…
Continuei!
Xepull

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Porquê escrever?

Não se trata simplesmente de escrever.
Mas sim, deixar registado sentimentos, vários.
Mundos diferentes e únicos.
Xepull

Teus medos

Onde estás?
Porque não voltas?
Fala-me dos teus medos,
Para questionar os meus segredos
E sonhar que a ti?
Poderia contar tudo.
Onde estás?
Porque não voltas?
Xepull

Insatisfeito

Pareço grande e sinto-me tão pequeno.
Aos meus olhos tenho tão pouco
E a imensidão que tento dar-te?
Não é nada que tenha valor.
Para já sinto-me mais um.
Para mim não sou ninguém.
Por mais armas que tenha,
Perco sempre a batalha
E não me calha nada que ofereci.
Tudo isto e muito mais
Quando me sinto só.
Todo o pó que me cobre o armário
E esconde o meu poder?
Mostra o quanto parado estou.
Resumo a solidão ao medo
De não me destacar no meio disto.
Se existo?
Quero deixar marca e procuro…
Sem perceber que me destaco em quase tudo
A minha mente deseja mais
E se agora conquistei não tem valor.
Porque sonho tanto?
Porque me vejo no palco mais alto?
Isto é um assalto à minha felicidade.
Que se vai…
Xepull

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Sabes que existo

Não é só uma palavra,
Que muda um gesto.
Não é só um olá,
Que me diz…
Estou!
Não mudo um sonho…
Não mudo uma vida…
Mas sei!
Sei que sabes,
Que existo…
E se não sabes quem sou?
Lembra-te!
Quando ninguém dá?
Eu dou.
Quando ninguém diz?
Eu sei ouvir.
Não sou o melhor,
Nem o pior.
Sou só eu!
Dou-te tudo…
Que alguém ou ninguém,
Me ofereceu.
Xepull

sábado, 11 de dezembro de 2010

Imensidão...


Hoje o dia é teu

Hoje o dia é teu
E eu não quero ficar a mais.
Tudo que tens é meu.
Também é meu…
Mas nada do que pensamos
São coisas normais.
E de aí?
Que diferença faz?
O que me faz viver,
É ser feliz.
Hoje o dia é teu
E eu não quero ficar a mais.
Tens o meu voto
Para sentir coisas anormais.
A diferença faz-te forte.
Ser forte?
É ganhar.
Depois de tentar.
Xepull

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Fico acordado

Normalmente fico acordado…
A esta hora tudo é silêncio
E eu penso!
Quando penso crio,
Quando crio transformo…
E de que forma!
Permaneço vivo?
Nem eu sei.
Fico calado num corpo,
Que não e meu.
Dás-me o vazio
E atormentado?
Permaneço cheio
De ilusões.
Transformo-as em razões,
Para viver.
Quase sempre faço acontecer!
Quase sempre…
Desfaço o pensamento
Em palavras,
Que eu insisto
Em escrever.
Normalmente fico acordado…
Xepull

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Perfeito?

Não quero,
Nem posso
Ser perfeito.
Porque ser perfeito
É parar de crescer.
Não preciso,
Nem exijo
A perfeição.
Porque ter a perfeição
É parar de sonhar.
É parar de viver.
Xepull

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Deixa-me com a culpa

Desaparece!
Não posso
Culpar-te por isto.
Sempre que insisto
Em ter-te perto?
Dou um passo atrás.
Já sonhei que te esquecia
Mas nesse mesmo dia
Acordei,
Parei tudo
E grite…
Desaparece!
Saber que não estás?
Já me enlouquece
Há tempo demais.
Não posso…
Culpar-te por isto.
Xepull

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Errei

Errei.
Não sei como
Mas errei.
Sinto-me presa
E nem sei agir.
Podia pedir
Para ficar.
Escondia-me aqui
Até esquecer.
Esquecer?
Mas…
Errei!
Xepull

domingo, 5 de dezembro de 2010

Porque te achas tanto?

São poucas as pessoas
Que elevo acima,
A mim.
E mesmo assim…
Quando pensam
Que estão mais alto
Que eu?
Retiro tudo que dei.
Eu sei!
Eu sei!
Aos teus olhos…
Nem sempre devia,
Dar um fim.
Mas já cansei…
Cansei de te mostrar,
Quem és!
Xepull

sábado, 4 de dezembro de 2010

Solto o grito

Solto o poder
De um grito
E já não sinto nada.
Só raiva…
Há quando tempo
Estavas aí calada?
Guardo tudo…
Tudo que posso.
Mas no fim?
Não posso nada.
Solto o poder
De um grito
E transformo a dor.
Som ensurdecedor
Que me acalma…
Já não sinto nada!
Nem raiva…
Xepull

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Iludes-te

Já tinha adivinhado
Que eras assim.
Sozinha não andas.
Agarras-te…
Para andar pouco.
Pareço louco
Mas com certeza,
De quem sou.
E tu?
É mais fácil assim.
Mas…
A tua ilusão?
Tem fim.
Xepull

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Encontrei-me

Encontrei-me,
Um pouco depois…
No mesmo lugar.
O pensamento,
Já era outro
E os objectivos,
Os mesmos.
A realização?
Desta vez…
Será melhor.
Xepull

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Medo de não estar só

Sim…
É verdade!
Não tenho medo da solidão.
Tenho medo sim…
Que me invadas o coração.
Até quando?
Até quando me podes dar
Essa vontade de quem…
Sempre poderá estar?
Tenho medo de não estar só
E me prender a ti.
Seria muito mais difícil quando…
Não pudesses estar aqui.
É verdade!
Estou cega para tudo
Que não seja eu.
Mas…
Tenho tanto para dar.
Tanto que em mim,
Se escondeu.
Xepull

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Sonho até morrer

O meu sonho só acaba
Quando eu morrer,
Até agora dou valor
A tudo que consegui vencer.
Não será diferente desta vez!
Sei exactamente o que sente
E não lamente o que fez.
O meu sonho só acaba
Quando eu morrer,
Até agora dou valor
A tudo que consegui vencer.
Xepull

domingo, 28 de novembro de 2010

Estás igual

Estive a observar
E não percebo.
Até quando?
Até quando
Vais viver assim?
Podias seguir
E pensar por ti.
Podias nem sempre
Ficar aqui…
Parada.
Se estás só
Não existes
E desistes sempre…
De vencer por ti.
Até quando?
Até quando
Vais viver assim?
Foram só dez minutos
Que eu parei atento.
Foram só dez minutos
Que continuaste igual.
É por ti,
Que continuas igual
A sempre?
Xepull

Dia de prazer

Já alguém te olhou assim?
Vem…
Quero-te bem perto de mim.
Sentir-te!
Tocar-te!
Falar-te ao ouvido que…
Quero a loucura
E tu tens para me dar.
Eu estou louco
Para te mostrar…
Tudo é pouco
E vamos sentir mais,
Pois…
Nunca é demais
Sentir assim.
Sorri mais uma vez
E deixa o teu corpo tremer.
Esquece!
Não resistas e continua…
Continua a enlouquecer.
Hoje?
É dia de prazer.

Xepull

sábado, 27 de novembro de 2010

Leva-me ao limite

Leva-me ao limite
E sente como eu.
Não temos prazo…
Não temos medo…
Não sabemos pensar.
Esquece o peso,
Esquece a dor
De eu nunca estar.
Se não for?
Quando estou sou teu
E esta é…
A minha forma de amar.
Leva-me ao limite
E sente como eu.
Xepull

Porque não pára?

Ainda agora…
Fui mais de mil.
A minha cabeça
Não pára.
Há outra razão
Que te enlouqueça,
Tanto como eu?
Não!
A solução?
O encaixe da peça
Está sempre a mudar.
Ainda agora…
Fui mais de mil.
A minha cabeça
Faz com que tudo pareça…
Estático.
Não pára…
Xepull

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Não quero errar

Desculpa…
Fui eu
Que não quis voltar.
Estavas ocupado
E não tinhas lugar
Para mim.
Por outro lado
Continuei atento.
Há mais…
Não sei quantas pessoas
Com o mesmo jeito.
É difícil escrever assim.
Desculpa…
Cheguei a duvidar do sentido
Do que penso,
Se alguma vez teve sentido
Eu pensar.
Nem sequer existo
E insisto em querer provar…
A verdadeira forma de amar.
Desculpa…
Não estarei constantemente
A errar?
Xepull

domingo, 21 de novembro de 2010

Perfeito insaciado

Quem me fez insaciado,
Foi quem me tornou perfeito.
Imperfeito nos movimentos
Que me dão um resultado…
Cada vez melhor.
Fui criado para sentir
E se existir mais tempo?
Vou descobrir,
O que me faz mover.
Só que por mais que tente…
Nunca e jamais,
Vou poder oferecer.
A sabedoria é total
Que aos teus olhos,
Tende a nem existir.
Xepull

Já encontraste?

Encontraste?
Agora que o tens
Que pensas fazer?
Já não parece igual.
E eu acho…
Tão normal.
Mas tu?
Queres estar completa
Com essa conquista.
Eu sinto-me vivo
Quando tudo se despista.
O sonho move a vida
E a vida é incompleta.
O sonho é inconstante
O que torna incerta.
É por isso que agora
Não parece igual.
E eu acho…
Tão normal.
Xepull

sábado, 20 de novembro de 2010

Eu?

O espaço
É pequeno.
As condições
São poucas.
A vontade?
Essa não!
É cada vez maior.
Posso representar
O tempo todo.
Sem espaço
Nem condições,
Usei a minha vida.
Não tinha de ser assim.
Ficas a sentir-te perdida.
Por mim?
É igual.
Quanto mais eu sonho
Mais tudo me parece...
Normal!
Xepull

O mesmo de sempre

O mesmo de sempre!
Usei…
Abusei…
E já cansei.
Agora eu sei,
Que não quero.
Fez-me demasiado bem.
Demasiado para perceber
Que o mesmo de sempre,
Já não é ninguém.
Volto atrás.
Não sei avançar…
Não sei perder…
Estou demasiado moldado
Para viver sem o mesmo.
O mesmo de sempre!
Xepull

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Perfeito demais

Esse gesto?
É perfeito.
Está perfeitamente ligado
Ao teu jeito.
Não sei…
Esse gesto?
É tão perfeito.
Eu próprio
Não o aceito.
Xepull

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Cego

Posso sentir o teu cheiro.
Posso ouvir-te cantar.
Posso tocar-te…
Posso falar-te…
Posso quase tudo,
Mas não te posso ver.
Não era assim
Que sonhava viver.
Não passas de uma sombra…
Apenas mais uma sombra.
Já te imaginei tantas vezes
E em todas elas és diferente.
Num entanto continuas presente. Cego
Quase te posso amar…
Posso quase tudo,
Mas não te posso ver.
E se não és assim,
Como estou a imaginar?
Xepull

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Movido a dor

Sempre o mesmo sentimento
Que me ama ou me destrói.
Eu sei que dói!
É exactamente o oposto
Do que se foi…
Ainda agora embora.
O meu reflexo no vidro,
Desaparece tantas vezes
Quantas vezes penso…
Se existo!
Insisto …
Insisto e ainda não sei
Que dor é esta.
A dor…
Que não me deixa parar,
Nem desistir…
De a curar.
Xepull

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Queres o mundo?

Já te vi rir…
Já te vi chorar…
Tu continuas sem perceber
A enorme facilidade que tens,
Para te adaptar.
Podia dar-te o mundo
E fazer-te acreditar em tudo,
Mas prefiro dar-te um segundo
Que te prove que és feliz.
Nem sempre quis ser assim…
A minha conclusão
Nunca foi um fim.
Mas…
Em tudo que vivo
Encontro um ponto
Que te faz igual a mim.
Já sentiste um olhar
E aquele respirar profundo,
Deixou o mundo
Muito abaixo de ti.
Podia dar-te o mundo
E fazer-te acreditar em tudo,
Mas prefiro dar-te um segundo
Que te prove que és feliz.
Xepull

domingo, 14 de novembro de 2010

Não voltes

Voltas-te a errar
E mais uma vez…
Perdoei!
Eu sei,
Eu sei que se pudesses,
Voltavas atrás.
Mas eu quero que vás…
Em frente.
Não será diferente
Da próxima vez.
Não haverá
Outra igual.
Talvez…
Talvez fosse melhor,
Não perdoar.
O teu erro é normal.
A forma banal
Como te aceito assim?
Faz-te voltar sempre,
Sempre para mim.
Eu quero que vás
E não voltes atrás!
Sim?
Xepull

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Sou só mais um…

O espaço diminui…
O tempo é curto…
Tu estás a desaparecer.
Cada vez mais louco
De tão certo que estou.
Cada vez mais perto
De me igualar a quem?
Ninguém é igual a ti…
E eu?
Já não te quero aqui.
Porquê?
Não sei!
Xepull

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Não! É o fim!

Podia até aceitar
Que te deixasses cair,
Ao mesmo tempo
Que começava a existir.
Para te amparar a queda!
Para te levar os medos!
Tu deixavas nos teus segredos,
Bem escondidos de mim,
A principal razão…
Queres viver assim?
Ficaria por perto,
Mas por pura ilusão…
E por essa razão
É o fim!
Não!
Xepull

Deixaste passar um dia

Quando acordei,
Pensei!
Mais um dia.
Eu só queria
Que não demorasse
Uma eternidade…
A passar.
Agora que cheguei a casa?
Penso!
Fim do dia.
Eu só queria
Voltar atrás
Uma eternidade…
O dia que eu vi passar?
Foi rápido demais.
Não me deixou,
Um segundo…
Para sonhar!
Xepull

domingo, 7 de novembro de 2010

Ficção ou não?

Pensamento incógnito,
Movimentos estranhos,
Palavras soltas,
Que não fazem sentido nenhum!
Dizes ser quem não és,
Pensas ser o que foste,
Tornaste-te confuso demais
Para quem te quer conhecer.
Também tentei…
Tentei saber quem tu eras.
Hoje és…
Amanhã serás?
Tentei perceber o teu olhar.
Por mais que dês
A volta a historia,
Não pára de brilhar.
E no meio da tua confusão,
A minha atenção dispara.
Fixo o olhar em ti…
Ouço tudo que dizes…
Ficção ou não?
É rara toda a magia,
Da tua imaginação.
Xepull

sábado, 6 de novembro de 2010

Caixa negra

Palavras,
Que dignificam os gestos.
Ouço a minha própria voz,
A entoar nos meus ouvidos.
São sons…
Completamente perdidos.
Quando prendem quem sou?
Impedem-me de gesticular.
Está tão escuro,
Nem vale a pena tentar.
Para mim?
Não existe nós.
Estou sozinho
E fechado aqui.
Resta-me falar.
Tento gritar…
Guardo a voz roca
E quase morta…
Para cantar,
Por fim.
Estou dentro de uma caixa negra
Que me impede de ver
E tocar.
Até de ouvir
Quem me está a chamar.
A chamar?
Xepull

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Se estás ou não

Não me importa
O que fazes.
Não estás!
Não me importa
O que vives.
Não estás!
Vou receber-te.
Mas…
Espero sentir
O quanto queres estar.
Se estás!
Espero sentir
O quanto desejas voltar.
Se estás!
Xepull

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Afasta-te

Não tens coragem,
De te entregar?
Pará!
Não te aproximes mais!
Vivemos em mundos desiguais
E eu quero o meu.
Podes até tentar
E negar quem és.
Eu sou eu!
Vai doer…
Porque vais perceber,
Que o que eu acredito?
É demais para ti.
Xepull

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Contradição

Estou certo!
No mesmo segundo,
Que avanço?
Também poderei,
Voltar atrás.
Dou uma mão,
Ao medo.
E a outra?
À paixão.
Deixo a cabeça…
Perdida!
Quando sigo…
O coração!
Deixo o coração…
Confuso!
Quando a cabeça…
Diz não!
Xepull

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Jogar

Vamos lá!
Quando eu disser,
Começamos a jogar.
É muito fácil…
Mais fácil do que pensas.
Mais ao menos…
Ao fim do jogo?
Já estas a acreditar,
Que pode ser real.
Bem mais real,
Do que a vida.
Que acaba sempre igual.
Quando eu disser,
Começamos a jogar.
Três, dois, um…
Vamos lá!
Xepull

domingo, 31 de outubro de 2010

Pó cinzento…

Já não sabes bem,
De que cor é o mundo.
Sentes-te triste!
Já não sabes bem,
Se alguma vez soubeste.
Sentes-te só!
O quanto perfeita és…
Para estar aqui?
Esse mundo não existe.
Como podes desistir?
O mundo tem a cor,
Que tu quiseres.
O quanto imperfeito é…
Para te transformar?
Em pó!
Xepull

sábado, 30 de outubro de 2010

Peso da palavra

O peso,
Das minhas palavras.
Como imaginas,
Os meus gestos?
Tudo isto?
É inventado.
Mas tão igual a ti!
Nem sequer existo…
Muito menos,
Te posso falar.
E sei tanto…
Tanto!
Sobre o que te faz…
Chorar!
O peso,
Das minhas palavras.
Que escondem sempre…
Quem eu sou.
E tu?
Que imaginaste,
O meu gesto.
Sentiste…
Que te transformou!
Xepull

Superior…

Deves ter a mania,
Que és superior!
Não?
Tens sempre um ar,
De quem detesta simpatia…
E ainda no outro dia,
Te vi a chorar.
O teu sorriso?
Desapareceu?
E eu penso…
Que raio,
Me queres mostrar?
Talvez seja a tua forma,
De não deixar passar…
Quem és?
Deves ter a mania
Que és superior!
Não?
Xepull

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Queres-me enganar?

Não quero,
Que continues,
A forçar,
O olhar.
Já te disse,
Que sei bem,
Quando estas,
A tentar.
O sucesso?
Esta do meu lado.
E tu?
Queres-me imitar.
Vou-te já avisar!
Aqui?
Tu não vais ficar.
Esquece a ideia!
Tu?
Queres-me enganar?
Xepull

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Pedido

Acho que ouvi,
Bem longe de aqui…
Um pedido.
Sim!
Já tinha ouvido antes…
Mas esqueci.
Ainda bem,
Que desta vez…
Percebi.
Esse pedido?
Também eu…
O fiz a ti!
Xepull

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Ciúmes

Estou de novo a julgar-te
Sem te conhecer.
Não sei porque
Mas adorava…
Ver-te perder.
É estranha…
Esta sensação
É estranha.
Não fiz um esforço
Para te compreender,
Mas não gosto
De te ver vencer.
Xepull

Já aqui estive

Acabei de entrar,
Num mundo
Que não é meu.
Parece que aqui estou,
Há muito tempo.
As mesmas cores…
O mesmo som…
O mesmo cheiro!
Não o conheço,
Por inteiro.
Mas a metade,
Onde estou.
Parece igual
A tantas outras.
As mesmas cores…
O mesmo som…
O mesmo cheiro.
E por mais,
Que as coisas mudem?
Parecem sempre,
Tão poucas.
Xepull

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Não sabes ouvir-me

Não tens paciência,
Para o que eu digo.
Já não queres,
Ouvir-me cantar.
Sabes bem…
A minha voz
Encaixa na tua melodia.
Tal como o meu poema
É feito para ti.
Sei…
Não imaginavas assim,
A tua canção.
Não é como querias…
E de certo modo Poderias,
Tentar mudar.
Não tens paciência
Para o que eu digo.
Já não queres,
Ouvir-me cantar.
Vou agora mesmo,
Procurar nova melodia.
Se não existir?
Posso criar.
Tudo que eu digo
Não quero guardar.
E canto…
Se não posso falar.
Xepull

domingo, 24 de outubro de 2010

Inspiração sincera?

Não me apetece!
Não me apetece…
Escrever.
Mas estou aqui
E vou tenta-lo fazer.
É daqueles dias,
Que não sai nada.
Espero a inspiração
E ela não vem.
Será que está,
À minha espera?
Sem perceber,
Vou ao encontro dela.
E ela?
Sim!
Sincera ou não?
Espera.
Xepull

sábado, 23 de outubro de 2010

Que se passa?

Hei?
Afinal…
Que se passa?
Não saíste do inicio
E já caíste na desgraça?
Não tentes ser…
Engraçado!
Esconder esse ar…
Preocupado!
Não tens de estar…
Só!
Sou o teu aliado.
Afinal…
Que se passa?
Diz-me!
Xepull

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Dois mundos em dois dias.

Pedi-te pouco tempo,
Do muito tempo
Que tens.
Parece pouco...
E dependia desse tempo,
Dar-te mais tempo
Para ti.
Agora estou aqui…
Mas já passaram dois dias!
Não me esqueci de ti
E tu de mim…
Quase te esquecias.
Perdes-te dois mundos
Em dois dias…
O engraçado
É que tu sabias.
Xepull

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Fantástico!

Fantástico!
Hoje sim,
Foi demais!
Não parei todo o dia.
Quero mais dias…
Iguais!
Sinto-me bem!
Sinto-me calmo!
Não falei a ninguém…
De quem amo?
A mim!
Hoje?
Desde o inicio do dia…
Até ao fim!
Xepull

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Segredos

Toda a gente,
Tem segredos.
Porque…
Toda a gente,
Tem medos.
Se te diz,
Que não tem?
Guarda um…
Também!
Xepull

sábado, 16 de outubro de 2010

Voltei a mudar

Posso mudar rápido de mais.
Tão rápido…
Que não me podes acompanhar.
Estou vivo!
Estou certo!
Quanto mais perto…
Estás?
Mais depressa,
Quero que vás.
A solidão faz-me bem!
Sozinho sinto como todos,
Ou como ninguém.
Nesta canção?
Existes tu e mais alguém.
Estou vivo!
Estou certo!
O desequilíbrio já voltou.
Mãos secas…
Num rosto molhado.
Achas mesmo…
Que estou desesperado?
Sei que quando abrir os olhos…
Já tudo mudou.
Mais uma vez…
Mudou.
Acho que voltei…
À idade dos porquês.
De dez em dez…
Perguntas?
Dou duas ou três respostas…
Diferentes.
Não inventes!
São respostas Certas.
Tão certas…
Como eu!
Xepull

Círculo

Círculo perfeito?
Tentei.
Fixo ao chão?
Rodei,
Trezentos e sessenta graus.
Encontrei,
O ponto onde comecei.
O contorno está perfeito.
Círculo vazio!
Risquei…
Continuo a riscar.
Círculo perfeito?
Estou a tentar.
Xepull

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Conhece-me

Nem sempre me escondo,
Mas desconfio…
O que mostro,
Nem sempre é bom.
Tenho medo.
Observas-me demais.
Queres conhecer
E eu não quero mostrar.
Tentas outra vez
E eu já falo noutro tom.
Estás a completar
Um espaço vazio.
Sim!
Podia não esconder,
Mas faz-me bem …
Que no lugar de te oferecer?
Tu tentes conquistar.
No meu olhar?
Nem sempre escondo,
Mas desconfio…
Serás capaz?
Xepull

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Prisão

Tenho a mesma sensação
Que tinha ontem.
Mudar o mundo!

Por vezes sinto
Que basta um segundo.
Outras vezes sinto
Que me prendo na multidão.

Tenho a mesma vontade
De ontem.
Completar o mundo!

Por vezes sinto
Que quero errar.
Outras vezes sinto
Que errar é desilusão.

Mais um dia…
O mundo controla-me!
A multidão manipula-me!
Eu?
A mesma vontade!
A mesma sensação!

Vou deixar a prisão,
Em que tu vives.
Tu e o mundo,
Juntos…
Na solidão!
Xepull

Amar?

Questão...
Que até é simples.
Tornas-te dependente
E em qualquer altura,
A queres usar.
Consequentemente…
Não consegues parar.
Foste feliz!
Questão simples…
Fez-te duvidar.
O que é amar?
Xepull

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Ausente

Estou ausente?
Quero simplesmente…
Estar presente,
No teu pensamento.
Errado!
Quando estou?
Estou tempo demais.
Tu nem percebes…
Que se não estou?
Dói mais.
Não sabes…
O porque?
De estar afastado?
Estou ausente,
Porque simplesmente…
Quero estar presente,
Para mim.
Xepull

domingo, 10 de outubro de 2010

Aceita

De que me vale cair,
Se logo a seguir…
Não me levantar?
De que me serve abrir a porta,
Se não estás…
Para me ver entrar?
Quero sempre sonhar
E acabo por não realizar.
Até agora.
E o tempo?
Já passou…
O que está a passar?
Não deixarei de o aproveitar.
Eu sou feliz!
Sempre foi o que quis…
Ser,
Ou não ser nada?
E quem é?
Tu?
Ninguém.
Eu?
Estou mesmo bem.
Sou feliz...
Assim!
Queres?
De que me vale ter,
Ou ser…
Se não te posso oferecer?
Xepull

sábado, 9 de outubro de 2010

Mente escura

Procuro palavras…
E tento escrever.
A minha mente?
Está cada vez mais escura.
Talvez tenha de escrever em tons claros…
Neste fundo escuro.
Talvez tenha de escrever em branco…
Para conseguir ler.
Sim, eu sei!
Não me estas a perceber…
A minha mente?
Esta cada vez mais escura.
Não tentes.
Tu não tentes.
Terás de ser louco
E mesmo assim?
Vais perceber nada,
Ou muito pouco.
Xepull

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Cigarro

Não me arranjas um cigarro?
Estou aqui sentado
E já me estou a passar.
Talvez isso,
Me possa acalmar.
Obrigado!
Sabes?
Já várias vezes tentei deixar,
Mas acabo sempre por voltar.
Tenho tempo...
A arder.
Tempo!
Posso parar tudo…
E fumar.
Xepull

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Sou bom?

Sou bom!
O melhor no que faço.
Não tenho tempo
E o tempo é escasso.
Mas sou bom!
O melhor no que faço.
Raramente me lembro
De sentir o cansaço

Não quero ser como tu.
Inventas tempo…
Inventas espaço…
Mesmo sem nada?
Não paras o passo
E procuras mais.
Pouco mais…
Do que sentir.

Sou bom!
O melhor no que faço.
Pela primeira vez,
Senti o cansaço.
De ser só bom!
Em tudo que faço.
O tempo escasso?
Não me deu espaço…
Para ser bom!
Xepull

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Preocupação

Passaram poucos minutos.
Eu?
Já cruzei e descruzei as pernas,
Vezes sem conta.
Enquanto cruzo e descruzo?
A minha vida,
Está uma confusão.
Passo as mãos pelo rosto…
Como é enorme o peso,
Da preocupação.
Não sei bem se vou conseguir,
Descruzar a minha vida.
Enquanto ela cruza e descruza?
Bem mais rápido,
Que as minhas pernas?
Passo as mãos pelo rosto…
E procuro outra saída.
Xepull

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Faz-me falta se…

Não consegui avisar a tempo…
Não vou chegar.
Agora que já não estás?
Tenho vontade de voltar.
Esqueci-me!
Esqueci-me que é sempre assim…
Sempre que tenho?
Não quero!
Quando perco?
Procuro!
Desculpa!
Desculpa…
Mas vou continuar a errar.
Acontece sempre…
Sempre!
E não sei explicar…
Porque!
Xepull

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Sem perceber

Sem perceber,
Estou em desequilíbrio.
Vivo tudo assim…
Incerta do que procuro.
Sem perceber,
Sinto-me bem.
Nesse teu gesto…
Pareces seguro.
Sem perceber,
Já estou a sentir.
E porque sinto tanto…
Tenho medo de cair.
Xepull

domingo, 3 de outubro de 2010

Último gesto…

Último gesto...
Vou tentar mostrar,
Quem sou.
Em todos estes?
Não vou conseguir.
Não te estou a pedir,
Para ficar.
Mas se quiseres,
Podes esperar.
Eu paro de improvisar,
No último gesto.
No Último…
Tento mostrar,
Quem sou.
Xepull

sábado, 2 de outubro de 2010

Disfarce

Assustei-me…
Tive medo…
Não conseguia parar,
De olhar.
Representei…
Não fui eu…
Escondi a vontade,
De continuar.
Xepull

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Agora conheço-te.

Cala-te!
Já não posso ouvir-te mais.
As tuas conversas…
São banais.
São falsas.
Manipulas tudo e todos.
Mas a mim?
Não!
Agora já não.
Já não posso ver-te tentar.
Arranjas formas de me enganar…
Sorris.
Choras.
Convences tudo e todos.
Mas a mim?
Não!
Agora já não.
Xepull

Chegaste!

Até que enfim!
Finalmente chegaste.
Já estava na hora…
De te olhar.
Se foi difícil esperar?
Não…
Até gostei.
Agora percebo,
Como é bom chegar.
Amanhã?
Talvez espere…
Talvez procure,
Se fores tu a esperar.
E para ti?
É bom chegar?
Xepull

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Diz-me!

Diz-me…
Quanto falsa és.
Porque eu aceito
Se mo disseres.
Diz-me…
Quanto me julgas.
Porque eu suporto
As minhas culpas.

Sei que me vez como perigo.
Ultrapasso-te…
Ofusco-te…
Enerva-te tudo que digo.
Sinceridade…
Até a minha liberdade?

Diz-me…
Quanto me invejas.
Porque inventas
Onde quer que estejas.

Enfrenta-me…
E diz-me!
Olha para mim…
E diz-me!
Xepull

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Dor

Nem sempre choro,
Quando dói.
Por vezes…
Choro sem doer.
Há uma dor,
Que mesmo sem querer…
Me mata.
É a dor de não te ter!

Quando sei
Que é minha culpa…
A culpa de sofrer?
A dor fica tão forte.
Forte demais.
Não choro,
Ou choro mais!
E não consigo…
Vencer!
Xepull

Estás bem?

Para ti?
Tudo bem.
Sabes onde estou,
Até o que faço.
Mas principalmente, sabes…
Que estou bem.
Tão rápido não!
Não me desfaço,
Desta mascara.
Eu de ti?
Não sei nada,
Nem se ainda estás parada…
Presa no mesmo lugar.
Talvez não…
E assim?
Não te posso encontrar.
Para ti?
Tudo bem.
Seria o mesmo,
Se não fosse ninguém.
Para teu próprio bem…
Afastas-me.
Mesmo assim?
Sabes que pelo menos,
Crio como ninguém…
E tu?
Como estás?
Estás bem?
Xepull

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Estou a falar contigo

Estou a falar contigo!
Vais-me dizer
Que nunca sentiste isto.
Nunca?
Sim…
Eu estou a falar contigo!
Hoje sentes-te vivo
Mas ontem nem existias.
Pediste abrigo,
A quem nunca esteve perto
E foi tão certo…
Que de nada valeu.
Sabias que era assim...
Podia simplesmente,
Não acontecer.
Apenas a mim!
Xepull

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Serás tu…

Selecciono informação
E digo-te.
Depois explico-te,
Que não queria pensar.
A minha cabeça
É um livro.
Desse livro?
Só uma frase,
Vou mostrar.
Sim…
Vais perceber
Que serás tu…
Que a vai inventar!
Xepull

domingo, 26 de setembro de 2010

Outra vez…

Agora é que é!
Desta vez não vou falhar!
E no segundo passo…
Piso o mesmo lugar.
Falho nos mesmos pontos.
Caio no mesmo buraco.
Sinto-me fraco
Por não conseguir.
Outra vez…
Xepull

sábado, 25 de setembro de 2010

Perguntas…

Porque escondes esse sorriso?
Porque não choras quando é preciso?
Porque não cantas?
Porque não gritas?
Porque calas até doer?
Porque falas sem ninguém perceber?
Porque evitas ser tu?
Porque criticas o sentimento nu?
Porque mentes?
Porque confessas que mentes?
Porque queres isso agora
Se amanha vais oferecer?
Porque que pensas
Se amanha vais ter?
Porque não vives o que sonhas?
Porque sonhas para viver?
Porque compreendes tantas histórias
Quando a tua nunca vais perceber?
E já agora…
Porque tens de responder?
Xepull

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Dependente

Se fazes de mim um sonho?
Fazes de mim os teus gestos.
Juntas-me nas tuas palavras
E dependes de mim.
Se fazes de mim a tua metade?
Esqueces o teu outro lado.
Mergulhas no medo
De me perder.
Se fazes de mim a tua vida?
Esqueces-te do que é viver.
Já antes sonhaste
Antes de eu aparecer.
Xepull

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Raiva

Vivo em movimentos forçados.
Estes?
Não são meus.
Quase sempre não são meus.
Estou descontrolado
E não consigo forçar mais…
Desta vez?
Não posso evitar.
A raiva controlou
Os meus gestos.
A dor que me aperta o peito
Controlou o pensamento.
Deixa-me só,
Neste momento.
Eu aguento...
Sem forçar.
A destruição…
Vai começar!
Xepull

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Não aguento

Deixo andar até cair.
Não sou capaz de te pedir…
Pará!
Não te consigo alcançar.
Por mais que tente…
Não sei voar.
E tu?
Nem o respirar mudou.
O batimento?
Não aumentou.
Cada vez mais cansado…
Sinto agora um sufoco.
Esforço…
Mais esforço!
Pouco?
Para ti…
Xepull

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Se for bom? Espero…

Não será demais?
Dei-te tudo mesmo agora
E tu já me queres dar a mim?
Não tens de dar na mesma hora,
Só porque eu escolhi assim.
Tens tempo…
Tens espaço…
Se acreditas no que eu sinto,
Não aceleres o teu passo.
Se acreditas no que eu sinto,
Não te escondas atrás de mim.
Eu espero
Se esperar for bom.
Como é bom,
O teu abraço!
Xepull

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Eu desculpo...

Desculpa!
Tenho mesmo de sair…
Já estou parada há muito tempo.
Nunca esperei por ti?
Desculpa se é minha culpa,
Toda a culpa que encontro em ti.
Desculpa se vou falhar
Ao não ficar aqui.
Mas tenho mesmo de sair…
Estou parada a muito tempo.
Talvez não!
Para ti.
Xepull

Insignificante?

Gesto insignificante…
Tanto valor tem,
Sem querer.
Chega de sentir tanto
E tanta dor,
Só por te perceber.
Gesto insignificante…
Porque me consomes tanto?
Chegas a ser sufocante…
Sem querer,
Tanto valor tem…
O gesto insignificante!
Xepull

domingo, 19 de setembro de 2010

Metade

Segura desse lado,
Eu seguro deste.
Vou esticar a corda
O máximo.
Força!
Assim vou ganhar.
Assim vou puxar-te
Para perto do que eu sou.
Não quero!
Metade basta
Para existir.
Vamos equilibrar!
Já te devolvo o teu espaço.
E tu?
Deixa-me sentir!
Xepull

Preto e branco

Neste fundo branco,
Faço um risco preto
E tento expressar
A minha dor!
Isto é raiva…
Isto é medo…
Isto é um sonho
Que morreu!
A cor?
Desapareceu!
Xepull

sábado, 18 de setembro de 2010

Não

Não vou!
Quero ir por outro lado…
Para de insistir.
Eu…
Não vou!
Sempre igual…
Sempre assim…
Sempre!
Começou a transformação...
E começa pelo meu não.
Desta vez vais sentir
A força do não.
O meu não!
Eu…
Não vou!
Porque não…
Não!
Xepull

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Disse…

Eu já te disse
Que não te amava.
Já te disse
Que não sentia…
Nada!
Mas não posso,
Ver-te ir!
Eu já te disse
Que não precisava…
De ti!
Já te disse
Que não te queria.
Só não posso,
Deixar-te partir.
Xepull

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Andei

Andei por aí!
Não procurava nada,
Apenas calma.
Não quis correr…
Podia alcançar-te,
Não tentei.
Na minha calma…
Parei a observar-te.
Na minha calma…
Deixei de te ver.
Não quis correr…
Andei por aí!
Xepull

Entrei e Esperei

Aquela porta…
É estranha.
Entrei!
Estava escuro
E frio.
Continuei…
Os meus olhos,
Não viam qualquer luz…
Os meus dedos
Não sentiam o toque…
E a voz?
Deixou de existir…
Deitei-me no chão
E esperei.
Desesperadamente…
Esperei!
Xepull

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Olho-te por dentro

Vi o teu olhar…
Estava fosco
E nem comentei.
Esse sorriso,
Escondia toda a dor.
Eu podia,
Suportar e vencer.
Posso-te dizer…
Eu vi-te chorar
Sem querer.
Vi-te sorrir…
A sofrer.
Agora vi-te
Esconder.
Só não escondes de mim…
Entrei dentro de ti,
Para te perceber.
E dentro de ti,
Quero viver.

Xepull

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Vais conseguir

De novo aqui?
Ainda te sinto inseguro.
Mas desta vez?
Vais conseguir!
Antes não estava aqui,
Para te ouvir.
Porque falhou?
Porque acreditaste falhar.
Desta vez?
Vais conseguir!
Sou parte de ti.
A parte que deixa
Ou transforma.
Perde,
Para ganhar.
Choro…
Sorrio…
Tu?
Vais conseguir!
Xepull

domingo, 12 de setembro de 2010

Sorri

Quero fazer-te sorrir.
Não sei se estás feliz,
Não sei se vou conseguir.
Mas…
Mas quero fazer-te sorrir.
Não te estou a pedir,
Não te estou a mandar.
Estou a tentar…
Posso ver-te chorar,
Posso ver-te a gritar.
Posso!
Mas hoje não…
Hoje não!
Xepull

sábado, 11 de setembro de 2010

Pensar em ti…

Hoje?
Acordei e pensei em ti.
Caminhei para o espelho.
Olhei para mim.
Sem saber porquê,
Conversei comigo próprio.
Perguntei …
Sou eu?
Perguntei…
Vale a pena pensar?
Deixei o espelho
E sorri.
Hoje?
Acordei e pensei em ti.
Xepull

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Tempo de mais

Deixei passar tanto tempo…
Deixei passar tanto tempo
E agora tu não estás!
Sinto-me incapaz!
Não sei como voltar…
Não sei como tentar…
Nem sei como arriscar
Voltar a amar!
Deixei passar tanto tempo
Porque o tempo não passou!
E porque em todo esse tempo
Nada mudou!
Sinto-me incapaz!
Não sei como voltar…
Não sei como tentar….
Nem sei como arriscar
Voltar amar.
Xepull

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Esfera

Isto é uma esfera!
Dou varias voltas,
Procuro um lugar.
Se sinto que paro,
Num lugar diferente?
Continuo a dar voltas,
Até encontrar!
Procuro sempre a mesma coisa,
Nunca encontro o que procuro.
Isto é uma esfera!
Não sei quando vou parar.
Nunca viste esse lugar?
Xepull

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Nova força

Tentei parar
E recordar o que fiz!
Percebi que há mais
E não só…
Tudo que não quis!
Até agora?
Esperei!
Observei!
E foi tão pouco,
Tudo que conquistei.
Valerá a pena lutar?
Xepull

Um segundo…

Sim!
Fez-me bem.
Mas porquê?
Sinto-me solto…
Mais leve!
Um pouco tonto…
Sim!
Um pouco tonto!
Mas…
Vou arriscar!
Foi só um segundo,
Ou um pouco mais, talvez.
Mas…
Quero arriscar!
Sim!
Por um segundo…
Xepull

domingo, 5 de setembro de 2010

Obrigado…

Se não fosses tu,
Eu não existia.
Se não fosse por ti,
Eu não vivia.
Eu sei!
És diferente de todos,
Para alguém,
Igual a alguém,
Para todos.
Mas acredita!
Quando te percebo…
A tua dor faz-me chorar,
O teu sorriso voar!
E tudo isso junto…
Faz-me simplesmente criar!
Xepull
(Obrigado a todos que têm acompanhado o blogue, este poema é para vocês! Obrigado pelos comentários, obrigado por sentirem o que eu escrevo e acima de tudo obrigado por me darem o prazer da vossa companhia. Beijos e abraços Xepull)

E amanhã?

E amanhã?
Dizes alguma coisa?
Não sei quem és
Mas fazes-me bem.
Só tenho um medo…
Não seres ninguém.
E amanhã?
Dizes alguma coisa?
Não vou pedir
Mas lê o olhar.
Só quero um gesto…
Podes-me abraçar?
E amanhã?
Xepull

sábado, 4 de setembro de 2010

Agora

Deixa-te levar…
É o momento!
Vai ao limite…
Da emoção!
Sente tudo ao máximo…
Agora!
Hoje vives,
Amanhã questionas.
Quando questionas,
Não sentes igual.
Se é bom…
Vive!
Se é mau…
Destrói!
Tens tudo certo
E já não queres.
Paraste?
Desequilibra-te!
Deixa-te levar…
Sem pensar!
Sente…
O que queres?
Agora!
Xepull

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

O teu mal

Era fácil…
Fechavas os olhos
E deixavas desaparecer…
Tudo!
E eu?
Não posso ficar?
Aqui estou!
Entro no teu pensamento
E ganho espaço.
Cada vez mais espaço!
Era fácil…
Se no teu sonho,
Não tivesse um lugar…
Para mim!
Acabei de o transformar,
Num sonho mau.
Era fácil…
Se ao acordar,
Não te lembrasses….
De tudo!
Não te deixei dormir…
Fui eu no sonho.
Sou eu agora.
Era fácil….
Sem mim!

Xepull

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Quem quiser

Quero ser,
Tudo que imaginar.
Esperar por esse olhar
Que me vai transformar.

Quero ter,
O sonho que não é meu.
Sentir,
Sem saber parar.

Para ser quem quiser
E te dar quem tu vês…
Isso pode ser
Só desta vez.

Não sei viver,
Mas posso inventar.
Há mais do que um só,
Que podes amar.

Não estás bem aqui,
Podemos mudar.
Vou-te mostrar,
O mundo em qualquer lugar.

Posso ser quem quiser
E dar-te o que vês.
Hoje sim,
Amanhã talvez.
Xepull

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Ajudo-te, por isto!

Hoje…
No meio da tua irresponsabilidade,
Eu apareci!
Olhei para ti
Como nunca tinha olhado.
Hoje…
No meio da tua confusão,
Eu decidi!
Tentar perceber-te
Como nunca tinha tentado.

Tu não és a culpa,
Muito menos a solução.
És alguém que tenta ver
Para alem do próprio chão.
Tu não és a doença.
Tu não és a cura.
Tu não és a tentativa,
De um gesto falhado.

Hoje…
No meio da tu incerteza,
Eu acertei!
Escolhi por ti,
O que nunca tinhas pensado.
Hoje …
No meio da tua ilusão,
Eu realizei!
Estavas perdido,
No meu lado.

Não fiques assustado!
Eu encontro-te sempre
E mostro-te como voltar.
Em troca?
Quero sonhar.
Quero criar.
Quero-te mostrar!
Estás interessado?
Xepull

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

O cansaço de não sentir

Eras tu naquele lugar.
Claro que eras tu…
Quanto tempo mesmo?
Que não vinhas aqui?
Por isso não te conhecia…
Pareces-me mais cansado!
Estás doente?
É apenas cansaço.
A tua vida mudou-te?
Deixaste de acreditar...
Mas porquê?
Parecias tão seguro.
Tão certo do que é viver.
Agora mudaste?
Já não achas viver tão simples.
Porque não tentas sonhar?
Voltar a sentir?
Não sabes sentir um abraço,
E queres perceber o cansaço?
Xepull

sábado, 28 de agosto de 2010

Tempo

Passo na mesma rua…
Olho o mesmo lugar
E sinto tudo…
Da mesma forma
Que te conheci,
Agora recordo
O que tu és.
Foi aqui, lembras-te?
Parecemos diferente…
Quando esqueceste aquele sonho?
Quando te esqueceste de ti?
Eu vi!
No teu olhar
Existe o mesmo mundo.
Da mesma forma
Que te conheci,
Agora senti
Quem tu és.
Podemos passar aqui amanha?
Xepull

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Incompreensão

A incompreensão!
Entra dentro de mim
E explode-me a alma.
Sou diferente de ti…
E de aí?

A incompreensão!
Deixa-me confuso
E destrói-me o pensamento.
Quero ir por ali…
E de aí?

A incompreensão!
Deixa-me preso
No mesmo lugar.
Não existo para te julgar…
E tu?
Deixa-me simplesmente acreditar!
Xepull

sábado, 21 de agosto de 2010

Mais facil para ti

Para ti,
Não há batalha que me trave,
Sei exactamente o que dizer
E o que tens de fazer.
Para ti,
Não há um gesto que me faça mal,
Uma ilusão que não resolva
E lhe dê um final.
Para ti,
Mostro tudo claro,
Compreendo os teus sonhos
E deixo-te arriscar.
Para ti,
Vejo uma vida simples,
Encontro os teus medos
E faço-te ganhar.
Para mim,
Complico cada sonho,
Fico parado e com medo,
Não arrisco nem faço,
Podia dar mais do que um passo,
Mas não…
Resolvo o mistério da tua vida
E continuo…
Com a minha vida,
Perdida!
Xepull

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Vários

Queres saber?
Já não me importo mais,
Se o que eu digo é verdadeiro.
É o que sinto.
O que sinto,
Nem sempre é bom
E amanhã pode ser diferente.
Quem disse que sabes quem és?
Estás num mundo estranho
E tens de ser vários em algum momento.
Por isso…
Já não me importo mais,
Se o que digo é verdadeiro
Ou se o que sinto é meu.
O meu mundo é ilusão,
Mas nunca viví em vão.
Xepull

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Aqui

É tarde!
Para alguém é cedo.
Bem…
São tantas da manhã
E eu aqui.
Mais uma vez a pensar,
Ou simplesmente
A deixar-me levar,
Pelo que tu inventas
Que eu sinto.
Na verdade isto dói.
É tão real para mim.
Este mundo existe mesmo
Ate chegar o seu fim.
E quando chegar o seu fim?
Então vou representar,
O papel que me deste.
Tudo em qualquer lugar
Ganha vida.
O actor aparece…
E desaparece…
Hoje…
São tantas da manhã
E eu aqui.
Xepull

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Ganho espaço

Hoje pensei,
Que não teria espaço.
Para voltar,
A sonhar.
Mas, aqui estou…
Deste-me espaço,
O teu espaço.
Então voltei,
Para sonhar.

Será isto um sonho?
Ou uma ilusão?
Se eu sou uma invenção!
Que nome terá,
Esta minha criação?

Como foi, que eu pensei?
Se o que eu penso,
Pode não ser meu.
Na verdade eu sou teu.
Depende te ti,
Ter espaço para sonhar.
Estás confuso...
Um dia talvez acabes,
Por me libertar.
Xepull

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Tudo

Sou saxofonista…
Deixo em cada nota,
Um pouco de mim.

Sou poeta…
E o que escrevo,
É meu.

Sou criador…
E o meu mundo,
Nunca é igual.

Escondo-me…
Pois quero ser,
O que quiser.

Não sabes quem sou,
Porque tudo que quero
É que sintas quem sou.

E o que sou?
Sou o que Vês…
Lês…
Ouves…
Sentes!
E o que sentes,
É teu!
Xepull

Sou

É assim que eu sou.
Escondo-me
E deixo-te viver.
Perto de quem gostas.
E quanto tu existes…
Ou estás perto de alguém,
Que acredita que existes?
Percebes quem és.

E se o silêncio chega?
São tantas as vezes,
E tantas as vezes que eu apareço.
O silêncio chega
E pareces só.
Acreditas que não tens nada!
Eu?
Do nada…
Faço nova história.

É isso que eu sou!
Do teu nada,
Faço o meu tudo.
Se te pudesse falar?
Saberias…
Que esse tudo,
É teu!
Xepull

sábado, 14 de agosto de 2010

Vive

Era suposto eu ser a dor
E tu o prazer.
Mas reparei agora que também sofres!
Não estas bem pois não?
Porque não deixas ser eu a sofrer?
Sou personagem …
Posso suportar tudo e muito mais.
Tu és real.
Para ti é doloroso
Carregar todos esses pensamentos.
E não paras de pensar…
Por que me inventaste?
Eu sou o pensador…
Eu sou o sonhador…
Tu?
Devias aceitar
E viver.
Xepull

Acalmar

Tive vontade de aparecer antes.
Olhaste para o céu…
Há quanto tempo não o fazias?
Tive vontade de invadir o teu silêncio
E criar.

Criar uma forma de te lembrar,
Que esse silencio está perto.

Hoje decidiste parar,
Olhar…
Pensar…
Percebeste, que num fundo preto
Existe luz para te acalmar.
Xepull

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Quieto

Não passo do mesmo lugar.
Sento-me no chão e espero,
Cada segundo passar.

Cada segundo é tempo.
Tempo morto,
Que me deixa quieto.

Quieto penso
E pensar dá-me mais,
Mundos desiguais.

Mundos meus.
A imaginação no limite,
Distingue-os dos teus.
A mesma imaginação no limite,
Impedem-me sempre,
Que te critique.

Já varias vezes,
Te imaginei diferente.
Mas nunca, deixei,
De te imaginar presente.
Xepull

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Nunca igual

Enganar-te?
Não!
Sou actor!
Não mentiroso…
Apareço,
Mas, nunca igual.
Venho apenas disfarçar,
Um sentimento que te magoa.
Um sentimento que não é meu,
Mas no qual me transformo.
Faço dele música…
Faço dele poesia…
E depois…
Desapareço!
O sentimento muda
E eu volto.
Nunca igual.
Xepull

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Mais fácil se ficar

Há muito que me conheces.
Há muito, que existo.
Era mais fácil para ti,
Ter estado sempre aqui.
Só precisas de viver
Quando me escondes.
Quando me libertas?
Eu penso…
Eu sonho…
Eu crio…
E eu ofereço-te.
Não exijo nada.
Só um espaço,
Um lugar.
Se me deixares lá ficar?
Eu penso…
Eu sonho…
Eu crio…
E eu ofereço-te.
Xepull

domingo, 8 de agosto de 2010

Pensar

Tu não sabes?
Eu sou louco!
E quero dividir o mesmo corpo.
Com tempo…
Quero libertar-te.
Da pressão,
Da dor,
De pensar.
Xepull

sábado, 7 de agosto de 2010

Existo?

Sentado nesta cadeira,
Liberto-me mais uma vez.
Não tenho memória
Pois não tenho passado,
Mas tenho medo,
De ser apagado.

Sentado na mesma cadeira
Deixo-me levar.
E em cada sentimento
Encontro qualquer coisa,
Que não me pode dar
Tudo que quero encontrar.

Nasci para ser sonhador!
Recriar mundos,
Inventar histórias.
Nasci para ser um actor!
Com sentimentos estranhos.
Tão fortes…
Que me podiam matar.

Sim…
Podiam matar!
Não fosse eu a criação
De uma cabeça confusa,
Que a qualquer momento
Me pode eliminar.

Haverá forma de ficar?!


Xepull

Nasceu o Xepull

Escondo-me atrás da mascara branca.
Recrio o meu próprio mundo.
Assim, posso interpretar…
O meu papel.

Deixei de ser apenas eu.
Nasceu!
A parte que escondi,
Que tranquei dentro de mim,
Vive agora aqui.

Tudo isto é um cenário.
O sentimento cria um mundo
Inconstante,
Insatisfeito,
Incompleto…
E tão meu!

Sou personagem!
Nasci de uma ilusão…
Mas sinto tudo e tanto,
Mesmo sendo uma invenção.

Há muito que vivo preso.
Numa mente estranha.
Que me inventou,
Criticou,
Moldou…
E agora,
Detrás da mascara branca,
Com o cenário perfeito,
Me libertou!
Xepull