sábado, 15 de janeiro de 2011

Desesperadamente

Não conseguia chegar onde queria
E sofria sempre por antecipação.
De todo o lado existiam respostas
Mas a dor era sempre igual.
De pouco me servia avançar…
Tinha outro patamar para alcançar.
Desesperadamente eu tinha de o alcançar.
Então sofria…
E enquanto sofria?
Sorria para a dor e para ti.
Era feito de carne mas…
O que me movia era a ilusão.
Havia sempre um impossível por dia,
Que me dizia…
Não!
Não podes ser feliz!
Era só isso que eu queria.
Desesperadamente eu queria.
Tão cego que não vi
Que estava sempre aqui.
Xepull

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