domingo, 30 de janeiro de 2011

Ficção ou realidade?

Não estou muito longe da realidade
Nem tão perto como queria.
Sabias que sempre acontece assim?
Já me escondi mas acabo encontrado.
Coitado de quem nunca tentou.
Sei muito bem quem sou.
Caminho lado a lado com a ficção.
Caminho lado a lado com o real.
Quando te digo que não?
Talvez o sim não estivesse mal.
A realidade é esta e nunca está só.
De que me serve o nó no peito
Se é apenas um jeito de viver?
De que me serve ficar derrotado
Se posso simplesmente saber perder?
Quando te digo que sim?
Talvez o não ficasse bem.
Não sou ninguém.
Não sei quem sou.
Não estou muito perto da realidade
Nem tão longe como queria.
Sabias que sempre acontece assim?
Xepull

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

É hora

É hora de mostrar quem sou.
Posso provar que sou bem mais.
Nunca é demais dizer que não
A tudo que duvidei se seria assim.
É hora de subir.
Cansei de desistir de mim.
Sou feito de uma massa estranha
Com um poder que não dou valor.
De pouco me serve o calor de humanos
Tão iguais ao que eu nunca quis ser.
É hora de aparecer.
Reconstruir os danos que já são demais.
É hora de enlouquecer!
Porque estou farto de questões banais,
Repostas vulgares e momentos mortos.
Os caminhos que quero são tortos,
Diferentes dos teus iguais aos de outros.
Mas são meus…
E é assim que sei viver.
Xepull

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Quero sentir


Posso escrever,
Mesmo agora.
Não sinto nada mas invento.
Das várias vezes que tento?
Nunca está na hora.
Que importa?
Antes isso do que ficar à porta
Sempre que quero entrar.
Antes isso do que não sonhar.
Quero sentir!
Quero sentir!
Quero o poder…
De transformar!
Xepull

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Para quê?

Para quê?
Para que quero mais tempo
Se deste tempo faço história?
Desta história faço um mundo
Que nunca mais vou esquecer.
Para quê?
Para que quero mais tempo
Se este tempo me dá tanto?
Neste segundo sonhei
E realizei um segundo depois.
Neste segundo pedi
O que no anterior ofereci,
Sem sequer reparar.
Para quê?
Para que quero pensar
Se o tempo é pouco?
Estou louco para te provar
Que te posso dar mais…
Que o tempo.
Xepull

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Valoriza-me

Quero avançar.
Dar vários passos em frente.
Quero esquecer o medo de falhar.
Penso um milhão de vezes…
Está certo?
Penso tanto…
Quase nunca acerto.
Fica perto e diz que gostas.
Diz-me várias vezes que fiz bem.
Talvez assim eu perceba
Que a razão do meu medo,
Não é nenhuma.
Já algumas vezes voltei atrás.
Já algumas vezes desisti de tudo.
Preciso tanto de um sorriso,
Do brilho ao veres o que fiz.
Nunca quis tanto como agora!
Fica perto e diz que gostas.
Diz-me várias vezes que fiz bem.
Xepull

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Porquê? Não sei!

Porquê? Não sei!

Porque escrevo?
Porque falo?
Porque grito ou porque calo?

Porquê? Não sei!

Porque choro?
Desespero!
Neste canto eu desespero.

Porquê? Não sei!

É só um momento…
É só uma história…
Este mundo não!
Não te dá memória.

Não!
Não te dá memória!

Porquê? Não sei!

Xepull

domingo, 16 de janeiro de 2011

Hora de escolher

Chamei-te para perto de mim,
Varias vezes seguidas.
Gritei com uma voz rasgada,
Magoada de dor.
Esta foi a última vez que o fiz.
Nem tudo que digo faz sentido
E talvez seja certo não me ouvir.
Nem tudo que sonho é possível,
É a tua hora de desistir…
De mim.
Sou assim.
Esta é a massa de que sou feito.
De tal forma sou imperfeito
Que não me canso da perfeição.
Prefiro viver nesta ilusão.
Prefiro sonhar sem qualquer razão.
Prefiro fugir e deixar-te o chão
Que eu já não piso.
Prefiro ser eu
E criar um mundo novo.
Esta é a hora de escolher.
Vens comigo?
Preciso saber agora.
Preciso avançar agora.
Preciso ser eu e vencer.
Xepull

sábado, 15 de janeiro de 2011

Desesperadamente

Não conseguia chegar onde queria
E sofria sempre por antecipação.
De todo o lado existiam respostas
Mas a dor era sempre igual.
De pouco me servia avançar…
Tinha outro patamar para alcançar.
Desesperadamente eu tinha de o alcançar.
Então sofria…
E enquanto sofria?
Sorria para a dor e para ti.
Era feito de carne mas…
O que me movia era a ilusão.
Havia sempre um impossível por dia,
Que me dizia…
Não!
Não podes ser feliz!
Era só isso que eu queria.
Desesperadamente eu queria.
Tão cego que não vi
Que estava sempre aqui.
Xepull

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Uma pessoa

Há uma pessoa…
Apenas uma pessoa.
Por mais que tente não lembrar,
Simplesmente não consigo esquecer.
Há uma pessoa…
Já a vi voar e pousar no meu peito,
Num gesto quase perfeito
Dizer que me ama.
Há uma pessoa…
Apenas uma pessoa.
Porque me faz duvidar
Se amar é sorrir ou chorar,
Prender ou libertar?
Há uma pessoa…
Já a vi pousar no meu peito
E dizer que me ama,
Sentir que perfeito
É vê-la voar.
Xepull

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Demorei?

Desculpa a demora.
Estava na hora de entenderes que não!
Não estou sempre aqui.
Ganha vida só.
Transforma o teu medo em força,
Para seres mais.
Bem mais!
Nunca é demais pensar em ti.
Como vez eu nem existo,
Mas…
Sempre despisto quem te faz mal.
Nada disto é mais normal do que tu.
Não há dor pior do que esta que amanha fugiu.
Deixa…
Toda a gente que sorriu
Também já sentiu assim.
Toda a gente já se levantou,
Mas também já caiu.
Xepull

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Decepcionado

Estou decepcionado.
Desinteressado…
Para mim?
Tudo é diferente
E consequentemente,
A tua mente é lixo.
Fico desesperado.
O aperto no meu peito?
É cada vez maior.
O pior é que eu não sinto nada
E não te percebo.
Não parei de tentar.
A minha cabeça explode
De o espaço ser curto…
E eu tento encaixar.
Tens tanto espaço livre
Que não sabes ocupar.
Xepull

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Perto ou longe de ti

Ainda ontem questionei
Se isto valia a pena.
Continuo a pensar que sim.
Deixei as perguntas
E hoje não pergunto nada.
Fico calada a ouvir-te
E mantenho-me ocupada
A resolver os teus problemas.
Dás demasiada importância a uma vida,
Que só tem Importância com a solução.
Gasto tempo.
Perco as ilusões que me fizeram viver,
Até agora.
Olho para o relógio
E mais uma vez me perdi…
Na hora.
Não importa se o caminho é certo
O importante é que estas aqui…
Perto ou longe de ti.
Xepull

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Se eu demorar?

Se eu demorar?
Chama.
Grita o mais alto que puderes.
O primeiro nome que te lembrares?
É o meu.
Sou só parte do teu sonho
Mas se acreditares sou real.
Se eu demorar?
 Chama.
Xepull

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Não sei fugir

Estou a ficar nervoso.
Sinto-me demasiado preso,
Apertado de mais.
Consegues sentir?
A pressão dos dois lados é igual.
Deixa-me um espaço reduzido
E a opção para sair?
É quase nenhuma.
Se alguma vez me deixei ficar?
Não me lembro.
Sinto agora uma sensação diferente.
Já estou a algum tempo assim.
Ausente de tudo isto,
Mas…
Cada vez que tento fugir?
Insisto em segurar essa pressão.
Talvez desta vez procure outra solução,
Ou talvez não.
Não sei…
Xepull

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Tentar adivinhar

Não será essa a resposta que procuro.
A complexidade do teu ser?
Desaparece com o gesto que dás
Sem perceber porque.
E porque?
Não será essa a resposta que procuro.
Não será isso que tens para mostrar.
Tento adivinhar mais uma vez…
O que será que pensas?
O que será que precisas?
Tento adivinhar mais uma vez…
Não será essa a resposta que procuro.
Não há resposta nenhuma
E eu sei que não há nada para mostrar.
Mas não me importo de tentar adivinhar.
Xepull

domingo, 2 de janeiro de 2011

Corre


Corre.
Corre antes que alguém te apanhe
E espera que não seja eu.
Não sei do que sou capaz,
Nem a força que esta dor me dá.
É melhor fugires de pressa
Porque essa pressa…
Eu já tenho em mim.
Vejo o meu inicio no teu fim.
São movimentos controlados pela raiva,
Passos que dou sem pensar
E todos me levam ao mesmo lugar.
Corre.
Xepull

sábado, 1 de janeiro de 2011

Começa de novo

Começa de novo agora.
Está mais do que na hora
De esquecer o que passou.
Eu agarro-me a ti e também vou.
Não estou nada bem aqui.
Sorri e depois sorri outra vez.
Agora talvez seja a serio.
Juntos conquistamos um império.
Se correr bem ele vai aparecer
Sem sequer o conquistar.
Anda de vagar…
Dá-me tempo para te apanhar.
Xepull