segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Saber o final

Eu podia escrever sobre o que sinto,
Mas eu já disse tantas vezes o que sonhava.
Eu podia pedir para ficares,
Mas tu já sabes que preciso de ti.
Eu podia até tentar explicar de novo,
Mas o que eu quero?
É que sintas quem eu sou.
Podia voltar atrás e começar de novo,
Mas eu prefiro continuar o que já tenho.
Podia espalhar os pedaços que tenho juntos,
Mas eu prefiro recolher os que me faltam.
Podia acabar o que está no inicio
Mas eu prefiro saber o final.
Xepull

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Calor de um gesto

Pensativo…
Estou pensativo e é estranho.
De que tamanho é o mundo que imagino?
De que tamanho é a ilusão?
Porque disseste que vinhas e não chegaste?
A culpa é minha por esperar.
Sei que era mais fácil não criar a ilusão.
Sentar-me no chão e não sentir o frio.
O vazio era cheio de nada
E calada era a forma de me exprimir.
Não saber sentir e pensar cada passo.
Ganhar espaço para existir só
E na solidão deixar a ilusão de que existe valor.
Porque amar não é fácil.
Porque o que é fácil não dá calor.
Eu?
Sinto o sabor de um gesto
E é esse gesto que me faz acreditar
Que vale a pena sonhar.
Xepull

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Há algo que eu sinto

Há algo que eu sinto
Que quero escrever.
É algo que eu sinto
E me faz tremer.
Se há palavras certas?
Não tenho forma de as juntar.
Há algo que eu sinto
Que quero confiar.
É algo que eu sinto
E quero acreditar…
Não há razão para tremer!
Não há razão para me assustar!
Xepull

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Pano preto


Caiu o pano preto.
Recolhi no mesmo lugar.
Há um cadeirão onde me sento…
Por vezes até me deito
A pensar na próxima representação.
Caiu o pano preto.
A concentração é intensa.
Intenso é o que eu sinto,
Intenso é o que eu sou
E como eu vivo.
A espera nunca me procura
Mas eu sempre procuro à espera.
Levanto-me…
Sento-me…
Deito-me…
Várias vezes faço estes movimentos
Enquanto penso…
Na próxima representação.
Dou dois passos para cada lado,
Um mais curto outro comprido
E penso…
Caiu o pano preto.
Recolho-me no mesmo lugar.
Intensidade e concentração...
Caiu o pano preto
Mas eu não!
Xepull

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Se aconteceu?

Se aconteceu?
Foi para ficar.
Se aconteceu assim?
Não há o que duvidar.
Não acredito no acaso
Nem que qualquer coisa tem valor.
Não acredito em coincidências
Que mudam o que eu sinto.
Não acredito num gesto falso
Quando no olhar te leio a alma.
A calma do teu gesto
O brilho do teu olhar.
Se aconteceu?
Foi para ficar.
Se aconteceu assim?
Não há o que duvidar.
Podemos viver mil coisas
Para esconder o que ficou.
Podemos viver mil coisas
E sem anos depois?
Há um olhar que me marcou.
Xepull

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Sentimento maior

Deveria ser quem quiser.
E escrever qualquer coisa.
Deveria separar-me de ti e criar.
Sabes que eu sinto o que quiser
Não fosse o que tu sentes tão forte.
Sei que te faz falta…
Sei que te marcou…
Sei que precisas dela
Pois também sinto esse vazio.
Raramente misturamos a ficção com a realidade.
Raramente até agora.
Precisas de mim e eu estou aqui para te ajudar.
Precisas de mim para libertar esse sentimento.
Concentramos os dois as energias
Para que isto se mantenha vivo.
Concentramos os dois a mesma esperança
De tudo isto voltar.
Raramente misturamos a ficção com a realidade.
Raramente até agora.
Há um sentimento maior
Que ambos queremos ter.
Há um sentimento maior
Que lhe queremos oferecer.
Há um mundo…
Há uma realidade…
Que precisamos viver.
Xepull