domingo, 31 de outubro de 2010

Pó cinzento…

Já não sabes bem,
De que cor é o mundo.
Sentes-te triste!
Já não sabes bem,
Se alguma vez soubeste.
Sentes-te só!
O quanto perfeita és…
Para estar aqui?
Esse mundo não existe.
Como podes desistir?
O mundo tem a cor,
Que tu quiseres.
O quanto imperfeito é…
Para te transformar?
Em pó!
Xepull

sábado, 30 de outubro de 2010

Peso da palavra

O peso,
Das minhas palavras.
Como imaginas,
Os meus gestos?
Tudo isto?
É inventado.
Mas tão igual a ti!
Nem sequer existo…
Muito menos,
Te posso falar.
E sei tanto…
Tanto!
Sobre o que te faz…
Chorar!
O peso,
Das minhas palavras.
Que escondem sempre…
Quem eu sou.
E tu?
Que imaginaste,
O meu gesto.
Sentiste…
Que te transformou!
Xepull

Superior…

Deves ter a mania,
Que és superior!
Não?
Tens sempre um ar,
De quem detesta simpatia…
E ainda no outro dia,
Te vi a chorar.
O teu sorriso?
Desapareceu?
E eu penso…
Que raio,
Me queres mostrar?
Talvez seja a tua forma,
De não deixar passar…
Quem és?
Deves ter a mania
Que és superior!
Não?
Xepull

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Queres-me enganar?

Não quero,
Que continues,
A forçar,
O olhar.
Já te disse,
Que sei bem,
Quando estas,
A tentar.
O sucesso?
Esta do meu lado.
E tu?
Queres-me imitar.
Vou-te já avisar!
Aqui?
Tu não vais ficar.
Esquece a ideia!
Tu?
Queres-me enganar?
Xepull

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Pedido

Acho que ouvi,
Bem longe de aqui…
Um pedido.
Sim!
Já tinha ouvido antes…
Mas esqueci.
Ainda bem,
Que desta vez…
Percebi.
Esse pedido?
Também eu…
O fiz a ti!
Xepull

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Ciúmes

Estou de novo a julgar-te
Sem te conhecer.
Não sei porque
Mas adorava…
Ver-te perder.
É estranha…
Esta sensação
É estranha.
Não fiz um esforço
Para te compreender,
Mas não gosto
De te ver vencer.
Xepull

Já aqui estive

Acabei de entrar,
Num mundo
Que não é meu.
Parece que aqui estou,
Há muito tempo.
As mesmas cores…
O mesmo som…
O mesmo cheiro!
Não o conheço,
Por inteiro.
Mas a metade,
Onde estou.
Parece igual
A tantas outras.
As mesmas cores…
O mesmo som…
O mesmo cheiro.
E por mais,
Que as coisas mudem?
Parecem sempre,
Tão poucas.
Xepull