domingo, 30 de outubro de 2011

HAAAAAAAAAAAAAA!

HAAAAAAAAAAAAAA!
Explode-me a alma perceber que ainda sinto tanto.
Preferia nunca sentir nada.
Não és tu ou qualquer outra pessoa que me deixa assim.
Sou eu e a vontade que tenho de sentir tudo.
HAAAAAAAAAAAAAA!
Explica-me porque sou assim?
Porque tu ou qualquer outra pessoa que me rodeia,
Tão facilmente se desprendem de tudo?
Eu deixo todas as pontas ligadas a mim.
Eu deixo que infinitamente, tudo tenha um significado.
Infelizmente para mim isso dói.
HAAAAAAAAAAAAAA!
Exploro cada parte do que eu sou.
Mas…
Nunca sei como parar de me sentir assim.
Tenho a mascara e posso esconder tudo
Que o meu rosto te tenta mostrar.
Tenho o dom de saber representar
E ainda consigo sorrir, quando quero chorar!
Tenho tudo isso para que tu não percebas
Que te estou a enganar.
HAAAAAAAAAAAAAA!
Xepull

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Tenho medo

Tenho medo.
Sabes?
Às vezes tenho muito medo.
Nunca quis falhar e já falhei.
Nunca quis pensar demais,
Mas…
Acabo sempre a pensar demais.
Sabes?
Tenho muito mais medo do que tu e não parece nada.
Fico quase sempre com a minha voz calada
Ao mesmo tempo que sinto a garganta sufocada.
Por não conseguir falar…
Já tentei parar de mudar o mundo,
Eu juro que já tentei.
Sempre canso de o tentar,
Parece que é algo que não consigo controlar.
Dói!
Claro que dói!
É por isso que tenho medo.
Medo de nunca perceber quando o medo me invade.
Medo de não saber o que é sentir medo.
Parece que não sei viver de outro jeito.
Nunca quis falhar e já falhei.
Nunca quis pensar demais,
Mas…
Acabo sempre a pensar demais.
Tenho medo!
Xepull

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Tens razão

Tens razão!
Sou dependente…
Dependo de um sorriso,
De um gesto,
De um gosto de ti.
Sou carente…
Sou fraco por não viver só
E querer mostrar que estou bem sozinho.
Sem carinho não sou ninguém.
Tens razão!
A máscara?
É tudo que tenho para me defender,
Dessa carência,
Dessa dependência.
Sou ignorante por pensar
Que todo o mundo não percebe.
Sou ignorante por achar
Que posso viver assim.
Não queria deixar de sonhar.
Nem gosto que me vejam assim.
Sou dependente de um mundo…
Sou carente por sorrisos…
Verdadeiros!
Gosto de te controlar se estas perto de mim,
Gosto de saber se estás feliz.
Gosto de fazer todo o mundo sorrir
E assim esconder esta lágrima,
Que insiste em sair.
Tens razão...
E obrigado por me tirares desta ilusão.
Xepull

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Sermões cruzados


Deixei já há algum tempo as palavras cruzadas.
Gosto de ditos certos e sermões acertados
E tu não me perguntes porquê.
Talvez tenha perdido o jeito de brincar
Ou simplesmente brinco de outro jeito.
Perfeito era sorrir todos os dias
Mas às vezes acordo com as mãos vazias
E não sei quem abraçar.
Já deixei pessoas abafadas com os meus sermões.
Já tapei os ouvidos para deixar de ouvir ilusões.
Xepull

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

O meu plano

Que raiva.
Já disse que quero que fiques
Mas tu fazes questão de ir!
Não queria partir agora
E faço questão de voltar.
Que raiva.
Porque apareceste do nada
E porque do nada me fazes tão bem?
Porque voltamos sempre a sentir
Que nunca temos ninguém?
Que raiva sentir-me assim.
Que raiva sentir.
Que raiva que o impossível para mim,
Sempre faça sentido.
Estou desiludido com a tua solução.
Nunca tive nenhuma.
Nunca quis ter.
O meu maior plano é viver.
Que raiva.
Não sou nem nunca serei capaz de te prender.
Xepull

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

A cidade da chuva!

Tenho os sentimentos confusos
E as palavras consumidas por gestos invulgares.
Por vezes nem me sinto eu…
Tenho um mundo novo,
Com pessoas que julgava iguais.
Mas nem o conceito de certo
Se encontra mais no mesmo nível.
Na hora de escrever?
As palavras fogem a mil à hora
Como a mil à hora absorvo informação.
Informação nova que talvez me faça bem.
Na verdade eu posso ser quem quiser,
Mas já nem sei mais quem quero ser…
A minha atenção desfoca…
Impossível focar uma coisa de cada vez.
Até o movimento que julguei único agora gira ao contrário,
Nem sempre a interpretação é a que eu lhe dou.
Deixei a mascara em casa pois aqui ninguém sabe quem sou.
Estou a construir pilares para segurar a laje pré-fabricada.
O mundo agora é mais pequeno e eu não tenho mais tamanho.
Sou tão pequeno como este canto de cozinha que hoje me focou a atenção.
É feio!
É triste!
Chove lá fora e a cidade é pequena,
Mas quando saio aquela porta?
Sou tão grande como a minha atenção.
Xepull

sábado, 6 de agosto de 2011

Aniversário Xepull

Porque um ano depois,
Nem sempre estamos velhos.
Estar velhos não significa morrer.
Estou aqui e continuo a crescer.
Estou aqui mesmo que ninguém,
Me consiga ver.
Nem sempre estamos fixos…
No mesmo lugar não aprendemos mais nada…
Agora caminho ao contrário
E do outro lado da rua.
Agora alterei o cenário
Mas continuo a ser qualquer um.
Estou bem mais distante do que pensas
E estou mais perto de ser eu.
Quem disse que ser fácil para ti
Seria igualmente fácil para mim?
Quem disse que parado estava melhor?
Ainda não tenho respostas para esta escolha,
Ainda não tenho o meu jeito de viver.
Parabéns a mim que hoje faço anos.
Hoje faz um ano em que me fizeste nascer.
Xepull