quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Sermões cruzados


Deixei já há algum tempo as palavras cruzadas.
Gosto de ditos certos e sermões acertados
E tu não me perguntes porquê.
Talvez tenha perdido o jeito de brincar
Ou simplesmente brinco de outro jeito.
Perfeito era sorrir todos os dias
Mas às vezes acordo com as mãos vazias
E não sei quem abraçar.
Já deixei pessoas abafadas com os meus sermões.
Já tapei os ouvidos para deixar de ouvir ilusões.
Xepull

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

O meu plano

Que raiva.
Já disse que quero que fiques
Mas tu fazes questão de ir!
Não queria partir agora
E faço questão de voltar.
Que raiva.
Porque apareceste do nada
E porque do nada me fazes tão bem?
Porque voltamos sempre a sentir
Que nunca temos ninguém?
Que raiva sentir-me assim.
Que raiva sentir.
Que raiva que o impossível para mim,
Sempre faça sentido.
Estou desiludido com a tua solução.
Nunca tive nenhuma.
Nunca quis ter.
O meu maior plano é viver.
Que raiva.
Não sou nem nunca serei capaz de te prender.
Xepull

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

A cidade da chuva!

Tenho os sentimentos confusos
E as palavras consumidas por gestos invulgares.
Por vezes nem me sinto eu…
Tenho um mundo novo,
Com pessoas que julgava iguais.
Mas nem o conceito de certo
Se encontra mais no mesmo nível.
Na hora de escrever?
As palavras fogem a mil à hora
Como a mil à hora absorvo informação.
Informação nova que talvez me faça bem.
Na verdade eu posso ser quem quiser,
Mas já nem sei mais quem quero ser…
A minha atenção desfoca…
Impossível focar uma coisa de cada vez.
Até o movimento que julguei único agora gira ao contrário,
Nem sempre a interpretação é a que eu lhe dou.
Deixei a mascara em casa pois aqui ninguém sabe quem sou.
Estou a construir pilares para segurar a laje pré-fabricada.
O mundo agora é mais pequeno e eu não tenho mais tamanho.
Sou tão pequeno como este canto de cozinha que hoje me focou a atenção.
É feio!
É triste!
Chove lá fora e a cidade é pequena,
Mas quando saio aquela porta?
Sou tão grande como a minha atenção.
Xepull

sábado, 6 de agosto de 2011

Aniversário Xepull

Porque um ano depois,
Nem sempre estamos velhos.
Estar velhos não significa morrer.
Estou aqui e continuo a crescer.
Estou aqui mesmo que ninguém,
Me consiga ver.
Nem sempre estamos fixos…
No mesmo lugar não aprendemos mais nada…
Agora caminho ao contrário
E do outro lado da rua.
Agora alterei o cenário
Mas continuo a ser qualquer um.
Estou bem mais distante do que pensas
E estou mais perto de ser eu.
Quem disse que ser fácil para ti
Seria igualmente fácil para mim?
Quem disse que parado estava melhor?
Ainda não tenho respostas para esta escolha,
Ainda não tenho o meu jeito de viver.
Parabéns a mim que hoje faço anos.
Hoje faz um ano em que me fizeste nascer.
Xepull

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Que se lixe

Também eu já fiz o mesmo.
Só não me apercebi,
Que era tão chato o outro lado.
Que se lixe.
Estou farto de saber,
Que não há nada para perceber.
Mesmo quando tentei esquecer,
Já sabia que ia ser assim.
Só entrei no jogo porque quis.
Só continuei porque quis.
Só vou ficar se quiser.
Enquanto der eu não vou pensar.
Se isto me obrigar a questionar…
É bom?
Então já estragou e eu fui.
Que se lixe.
Estou farto de saber,
Que não há nada para perceber.
Mesmo quando tentei esquecer,
Já sabia que ia ser assim.
Também eu já fiz o mesmo.
Só não percebi,
Que era tão chato o outro lado.
Xepull

domingo, 10 de julho de 2011

Agora não queria ir embora…

Agora não queria ir embora…
Não queria ir embora tão cedo.
Agora tinha coisas a fazer aqui.
Não é medo e também não é segredo,
Que gosto de ti.
Quem sou eu para ter medo
Quando não tenho medo de estar perto de ti?
Agora não queria ir embora…
Não já!
Agora tinha coisas a fazer cá.
Não é medo de quando chegar querer voltar.
Não é medo de tudo acabar.
Quando chegar quero a mesma vontade…
A mesma vontade que agora tenho de te abraçar.
Não tenho medo de recuar por ter medo,
Nem deixo que o medo me obrigue recuar.
Posso abraçar-te outra vez?
Não é medo e também não é segredo,
Que gosto de ti.
Agora não queria ir embora…
Não queria ir embora tão cedo.
Xepull

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Mais força…

Achavas mesmo,
Que desaparecia assim?
Quando parece que estou morto
Volto ainda com mais força.
Esforço-me todos os dias para sorrir,
Mas hoje,
Quero mesmo faze-lo.
Compreendê-lo e saber que me faz bem,
Torna-lo único e não o dar a ninguém,
Que me faça esquece-lo.
Nunca deixes de acreditar em mim,
Já estive várias vezes perto do fim.
Mas nunca fui capaz de cair.
Sair desta já não era fácil,
Mas estou aqui.
Quando parece que estou morto
Volto ainda com mais força…
Muito mais força que antes.
Xepull