segunda-feira, 18 de abril de 2011

Há dias que não quero acordar

Acordei à mesma hora,
Com a música de sempre.
Liguei a luz do candeeiro
Pousado no móvel do lado esquerdo.
Com o sono?
Quase o derrubei.
Finalmente levantei-me e caminhei.
Ao lavar a cara?
Olhei-me ao espelho e comecei a chorar.
O meu rosto mascarado de dor.
Ao vê-lo assim?
Caminhei e voltei-me a deitar.
Desliguei a luz do candeeiro
Pousado no móvel do lado esquerdo.
Com a dor?
Quase o derrubei.
Finalmente adormeci e comecei…
A sonhar.
Xepull

domingo, 17 de abril de 2011

Há quem…

Há quem encontre uma vez.
Há quem viva sem nunca encontrar.
Há quem encontre duas ou três
E talvez eu seja assim!
Há quem se eleve ao limite.
Há quem no limite se perca.
Há quem se contente com metade
E na outra metade estava eu.
Xepull

sábado, 16 de abril de 2011

Medo de não sentir

Tenho tanto medo,
De amanhã não conseguir escrever.
Posso perder todos os sentidos
E não ter percepção de nada.
Parado,
Já nem culpado me sinto desta solidão.
Posso simplesmente parar de sonhar
E não ter vontade de criar.
Posso cansar.
Cansado,
Não consigo pensar noutra coisa,
A não ser medo.
Medo de amanha nem existir.
Medo de amanha não acreditar
Que o que sinto faz sentido.
Posso decidir não sentir.
Hoje?
Já não consegui sorrir.
Se amanhã não conseguir chorar?
 Xepull

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Diferente

Eu sou um pouco diferente
Do que normalmente as pessoas pensam.
Sou gigante e quase invencível.
Transparente, quase invisível.
Sou um pouco mais estranho,
Do que o normal.
Anormal será definir,
Alguém como eu.
Sou tão leve como um sopro.
Promete não soprar demais.
Mais rápido me afasta o teu egoísmo,
Do que o teu duro empurrão.
Sou quase tão forte como tu.
Sou quase tão eterno…
Como essa canção.
Xepull

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Deixo que a dor que me tem…

Enquanto o tempo abrir?
Deixo para trás o que foi.
Espero que grites também!
Espero que corras até…
Chegar!
Enquanto o sonho quiser?
Não vou parar de tentar.
Espero que sonhes também!
Espero que tentes até…
Ganhar.

Deixo que percas.
Não vou lutar para te ganhar.
Quero que dor que me tem?
Te encontre!
Te mostre…
Como voltar.

Sei que desistir
É mais fácil do que lutar.
Inventar, transformar tudo em mau.
Mas é falso que foi assim.
Quem te prendeu a mim?
Foi o teu jeito de amar.
Quando vais recusar essa dor?
Perceber que estás mal?

Deixo que percas.
Não vou lutar para te ganhar.
Quero que a dor que me tem?
Te encontre!
Te mostre…
Como voltar.
Xepull

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Sou tão parvo

Sou tão parvo.
Tentei arrancar de ti,
Tantas vezes…
Um não.
Tu ficavas e dizias…
Quero-te.
Sou tão parvo.
Tentei e consegui,
Acreditar…
Num sim.
Onde estás?
Quero-te!
Sou tão parvo.
Xepull

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Obrigação?


Não me perguntes nada.
Muito menos...
A razão de estar infeliz.
Prefiro que fiques calada,
Desligada e despreocupada.
Prefiro assim…
Que me resumas a nada
E não te sintas amarrada.
Sabes bem a palavra,
Que me levou à razão.
Obrigação?
Prefiro que fiques calada,
Desligada e despreocupada.
Prefiro assim…
Que me resumas a nada
E não te sintas amarrada.
Prefiro a dor da saudade.
Prefiro a dor de não ter.
Obrigação?
Prefiro que fiques calada,
Desligada e despreocupada.
Prefiro assim…
Que me resumas a nada
E não te sintas amarrada.
Xepull