sábado, 9 de abril de 2011

Planeta desabitado

Entre sorrisos e gestos falsos?
Não há nada que eu queira descobrir.
É um pequeno planeta desabitado,
E é para lá que eu quero ir.
Desenho traços e linhas contínuas,
Que definem as ruas por onde quero passar.
Vejo na montra um objecto desenhado na perfeição.
Esta é a porta onde sempre quis entrar.
Através de um plano envidraçado?
Vejo um mundo desenhado por mim.
Tudo encaixa sem qualquer esforço…
Dei liberdade e poder à minha imaginação.
Esta será sempre a minha condição de vida.
A saturação está completamente proibida.
Entre sorrisos e gestos falsos?
Não há nada que eu queira descobrir.
Essa é a razão!
É um pequeno planeta desabitado,
Agora recriado na perfeição.
Xepull

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Nunca saberás…

Olho para trás e não sei…
Onde vem quem dirá?
Deitas no chão o que tens.
Deitas-te no chão por não ter.
Sei a cor de tudo que tens de melhor
E sei de cor tudo que tenho a dizer.
Dito palavras que te entram no coração
E entoam como uma canção.
A música é simples e as palavras são poucas.
Emoções loucas e gestos que nunca…
Saberás receber!
Xepull

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Pequeno-almoço

Levantei-me e fui à cozinha tomar o pequeno-almoço.
Ainda meio a dormir?
Tropecei na primeira escada.
Calma…
Consegui ficar equilibrado.
Ao avaliar o meu cansaço?
Deduzo que provavelmente foi uma noite pesada…
Dessas que não consigo parar quieto.
Continuei e de olhos meios fechados?
Consegui aquecer o café.
Claro que entornei três vezes antes de o conseguir.
Quando isso acontece?
Já só consigo sorrir.
Não dispenso um bom pensamento,
Enquanto sinto as mão quentes em volta da chávena.
Estou no começo do dia e já sei que a vida a pequena…
Para continuar a dormir.
Xepull

terça-feira, 5 de abril de 2011

Pontos intocáveis…

Não concordo!
Não vou tentar explicar!
Primeiro questiona-te,
Depois cresce e então oferece…
Tendo certeza que tens para dar.
Não quero encontrar explicação.
Cada vez que falo?
Tu assumes que tens razão.
Tudo bem!
Pois que a tua razão esteja certa.
Será melhor para ti,
Que a tua razão esteja certa.
A dor aperta mais a quem valorizou pouco…
O que na verdade?
Fará muita falta.
Tenho pontos intocáveis!
Coisas…
Que não posso ouvir!
Gritos…
Que não posso dar!
Momentos…
Que não posso parar!
Deixa-me ir…
Deixa-me ir,
Para nunca mais voltar.
Xepull

domingo, 3 de abril de 2011

Até que ponto nos conhecemos?

Até que ponto nos conhecemos?
Até que ponto sabes quem sou?
Tive sentado a teu lado
E ouvi tudo que disseste.
Por último?
Fiz uma interpretação,
Que pode ter sido errada.
Enquanto ficavas calada?
Traçavas o meu perfil.
De uma forma subtil?
Recolheste informação.
Tendo em conta as condicionantes?
Haveria mais para recolher.
De qualquer forma?
Apenas isso consegui oferecer.
Até que ponto nos conhecemos?
Até que ponto sabes quem sou?
Xepull

sábado, 2 de abril de 2011

Sábado à noite

É claro que o tempo muda
Sem te chamar a atenção.
Sem qualquer razão questionas…
Será que hoje vai chover?
Sais de manha…
Com o guarda-chuva na mão.
Sábado à noite.
Focas a tua atenção em perceber…
Qual será a razão de o sol abrir?
Xepull