terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Deixa-me com a culpa

Desaparece!
Não posso
Culpar-te por isto.
Sempre que insisto
Em ter-te perto?
Dou um passo atrás.
Já sonhei que te esquecia
Mas nesse mesmo dia
Acordei,
Parei tudo
E grite…
Desaparece!
Saber que não estás?
Já me enlouquece
Há tempo demais.
Não posso…
Culpar-te por isto.
Xepull

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Errei

Errei.
Não sei como
Mas errei.
Sinto-me presa
E nem sei agir.
Podia pedir
Para ficar.
Escondia-me aqui
Até esquecer.
Esquecer?
Mas…
Errei!
Xepull

domingo, 5 de dezembro de 2010

Porque te achas tanto?

São poucas as pessoas
Que elevo acima,
A mim.
E mesmo assim…
Quando pensam
Que estão mais alto
Que eu?
Retiro tudo que dei.
Eu sei!
Eu sei!
Aos teus olhos…
Nem sempre devia,
Dar um fim.
Mas já cansei…
Cansei de te mostrar,
Quem és!
Xepull

sábado, 4 de dezembro de 2010

Solto o grito

Solto o poder
De um grito
E já não sinto nada.
Só raiva…
Há quando tempo
Estavas aí calada?
Guardo tudo…
Tudo que posso.
Mas no fim?
Não posso nada.
Solto o poder
De um grito
E transformo a dor.
Som ensurdecedor
Que me acalma…
Já não sinto nada!
Nem raiva…
Xepull

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Iludes-te

Já tinha adivinhado
Que eras assim.
Sozinha não andas.
Agarras-te…
Para andar pouco.
Pareço louco
Mas com certeza,
De quem sou.
E tu?
É mais fácil assim.
Mas…
A tua ilusão?
Tem fim.
Xepull

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Encontrei-me

Encontrei-me,
Um pouco depois…
No mesmo lugar.
O pensamento,
Já era outro
E os objectivos,
Os mesmos.
A realização?
Desta vez…
Será melhor.
Xepull

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Medo de não estar só

Sim…
É verdade!
Não tenho medo da solidão.
Tenho medo sim…
Que me invadas o coração.
Até quando?
Até quando me podes dar
Essa vontade de quem…
Sempre poderá estar?
Tenho medo de não estar só
E me prender a ti.
Seria muito mais difícil quando…
Não pudesses estar aqui.
É verdade!
Estou cega para tudo
Que não seja eu.
Mas…
Tenho tanto para dar.
Tanto que em mim,
Se escondeu.
Xepull