sábado, 27 de novembro de 2010

Leva-me ao limite

Leva-me ao limite
E sente como eu.
Não temos prazo…
Não temos medo…
Não sabemos pensar.
Esquece o peso,
Esquece a dor
De eu nunca estar.
Se não for?
Quando estou sou teu
E esta é…
A minha forma de amar.
Leva-me ao limite
E sente como eu.
Xepull

Porque não pára?

Ainda agora…
Fui mais de mil.
A minha cabeça
Não pára.
Há outra razão
Que te enlouqueça,
Tanto como eu?
Não!
A solução?
O encaixe da peça
Está sempre a mudar.
Ainda agora…
Fui mais de mil.
A minha cabeça
Faz com que tudo pareça…
Estático.
Não pára…
Xepull

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Não quero errar

Desculpa…
Fui eu
Que não quis voltar.
Estavas ocupado
E não tinhas lugar
Para mim.
Por outro lado
Continuei atento.
Há mais…
Não sei quantas pessoas
Com o mesmo jeito.
É difícil escrever assim.
Desculpa…
Cheguei a duvidar do sentido
Do que penso,
Se alguma vez teve sentido
Eu pensar.
Nem sequer existo
E insisto em querer provar…
A verdadeira forma de amar.
Desculpa…
Não estarei constantemente
A errar?
Xepull

domingo, 21 de novembro de 2010

Perfeito insaciado

Quem me fez insaciado,
Foi quem me tornou perfeito.
Imperfeito nos movimentos
Que me dão um resultado…
Cada vez melhor.
Fui criado para sentir
E se existir mais tempo?
Vou descobrir,
O que me faz mover.
Só que por mais que tente…
Nunca e jamais,
Vou poder oferecer.
A sabedoria é total
Que aos teus olhos,
Tende a nem existir.
Xepull

Já encontraste?

Encontraste?
Agora que o tens
Que pensas fazer?
Já não parece igual.
E eu acho…
Tão normal.
Mas tu?
Queres estar completa
Com essa conquista.
Eu sinto-me vivo
Quando tudo se despista.
O sonho move a vida
E a vida é incompleta.
O sonho é inconstante
O que torna incerta.
É por isso que agora
Não parece igual.
E eu acho…
Tão normal.
Xepull

sábado, 20 de novembro de 2010

Eu?

O espaço
É pequeno.
As condições
São poucas.
A vontade?
Essa não!
É cada vez maior.
Posso representar
O tempo todo.
Sem espaço
Nem condições,
Usei a minha vida.
Não tinha de ser assim.
Ficas a sentir-te perdida.
Por mim?
É igual.
Quanto mais eu sonho
Mais tudo me parece...
Normal!
Xepull

O mesmo de sempre

O mesmo de sempre!
Usei…
Abusei…
E já cansei.
Agora eu sei,
Que não quero.
Fez-me demasiado bem.
Demasiado para perceber
Que o mesmo de sempre,
Já não é ninguém.
Volto atrás.
Não sei avançar…
Não sei perder…
Estou demasiado moldado
Para viver sem o mesmo.
O mesmo de sempre!
Xepull