sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Perfeito demais

Esse gesto?
É perfeito.
Está perfeitamente ligado
Ao teu jeito.
Não sei…
Esse gesto?
É tão perfeito.
Eu próprio
Não o aceito.
Xepull

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Cego

Posso sentir o teu cheiro.
Posso ouvir-te cantar.
Posso tocar-te…
Posso falar-te…
Posso quase tudo,
Mas não te posso ver.
Não era assim
Que sonhava viver.
Não passas de uma sombra…
Apenas mais uma sombra.
Já te imaginei tantas vezes
E em todas elas és diferente.
Num entanto continuas presente. Cego
Quase te posso amar…
Posso quase tudo,
Mas não te posso ver.
E se não és assim,
Como estou a imaginar?
Xepull

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Movido a dor

Sempre o mesmo sentimento
Que me ama ou me destrói.
Eu sei que dói!
É exactamente o oposto
Do que se foi…
Ainda agora embora.
O meu reflexo no vidro,
Desaparece tantas vezes
Quantas vezes penso…
Se existo!
Insisto …
Insisto e ainda não sei
Que dor é esta.
A dor…
Que não me deixa parar,
Nem desistir…
De a curar.
Xepull

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Queres o mundo?

Já te vi rir…
Já te vi chorar…
Tu continuas sem perceber
A enorme facilidade que tens,
Para te adaptar.
Podia dar-te o mundo
E fazer-te acreditar em tudo,
Mas prefiro dar-te um segundo
Que te prove que és feliz.
Nem sempre quis ser assim…
A minha conclusão
Nunca foi um fim.
Mas…
Em tudo que vivo
Encontro um ponto
Que te faz igual a mim.
Já sentiste um olhar
E aquele respirar profundo,
Deixou o mundo
Muito abaixo de ti.
Podia dar-te o mundo
E fazer-te acreditar em tudo,
Mas prefiro dar-te um segundo
Que te prove que és feliz.
Xepull

domingo, 14 de novembro de 2010

Não voltes

Voltas-te a errar
E mais uma vez…
Perdoei!
Eu sei,
Eu sei que se pudesses,
Voltavas atrás.
Mas eu quero que vás…
Em frente.
Não será diferente
Da próxima vez.
Não haverá
Outra igual.
Talvez…
Talvez fosse melhor,
Não perdoar.
O teu erro é normal.
A forma banal
Como te aceito assim?
Faz-te voltar sempre,
Sempre para mim.
Eu quero que vás
E não voltes atrás!
Sim?
Xepull

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Sou só mais um…

O espaço diminui…
O tempo é curto…
Tu estás a desaparecer.
Cada vez mais louco
De tão certo que estou.
Cada vez mais perto
De me igualar a quem?
Ninguém é igual a ti…
E eu?
Já não te quero aqui.
Porquê?
Não sei!
Xepull

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Não! É o fim!

Podia até aceitar
Que te deixasses cair,
Ao mesmo tempo
Que começava a existir.
Para te amparar a queda!
Para te levar os medos!
Tu deixavas nos teus segredos,
Bem escondidos de mim,
A principal razão…
Queres viver assim?
Ficaria por perto,
Mas por pura ilusão…
E por essa razão
É o fim!
Não!
Xepull