terça-feira, 9 de novembro de 2010

Deixaste passar um dia

Quando acordei,
Pensei!
Mais um dia.
Eu só queria
Que não demorasse
Uma eternidade…
A passar.
Agora que cheguei a casa?
Penso!
Fim do dia.
Eu só queria
Voltar atrás
Uma eternidade…
O dia que eu vi passar?
Foi rápido demais.
Não me deixou,
Um segundo…
Para sonhar!
Xepull

domingo, 7 de novembro de 2010

Ficção ou não?

Pensamento incógnito,
Movimentos estranhos,
Palavras soltas,
Que não fazem sentido nenhum!
Dizes ser quem não és,
Pensas ser o que foste,
Tornaste-te confuso demais
Para quem te quer conhecer.
Também tentei…
Tentei saber quem tu eras.
Hoje és…
Amanhã serás?
Tentei perceber o teu olhar.
Por mais que dês
A volta a historia,
Não pára de brilhar.
E no meio da tua confusão,
A minha atenção dispara.
Fixo o olhar em ti…
Ouço tudo que dizes…
Ficção ou não?
É rara toda a magia,
Da tua imaginação.
Xepull

sábado, 6 de novembro de 2010

Caixa negra

Palavras,
Que dignificam os gestos.
Ouço a minha própria voz,
A entoar nos meus ouvidos.
São sons…
Completamente perdidos.
Quando prendem quem sou?
Impedem-me de gesticular.
Está tão escuro,
Nem vale a pena tentar.
Para mim?
Não existe nós.
Estou sozinho
E fechado aqui.
Resta-me falar.
Tento gritar…
Guardo a voz roca
E quase morta…
Para cantar,
Por fim.
Estou dentro de uma caixa negra
Que me impede de ver
E tocar.
Até de ouvir
Quem me está a chamar.
A chamar?
Xepull

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Se estás ou não

Não me importa
O que fazes.
Não estás!
Não me importa
O que vives.
Não estás!
Vou receber-te.
Mas…
Espero sentir
O quanto queres estar.
Se estás!
Espero sentir
O quanto desejas voltar.
Se estás!
Xepull

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Afasta-te

Não tens coragem,
De te entregar?
Pará!
Não te aproximes mais!
Vivemos em mundos desiguais
E eu quero o meu.
Podes até tentar
E negar quem és.
Eu sou eu!
Vai doer…
Porque vais perceber,
Que o que eu acredito?
É demais para ti.
Xepull

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Contradição

Estou certo!
No mesmo segundo,
Que avanço?
Também poderei,
Voltar atrás.
Dou uma mão,
Ao medo.
E a outra?
À paixão.
Deixo a cabeça…
Perdida!
Quando sigo…
O coração!
Deixo o coração…
Confuso!
Quando a cabeça…
Diz não!
Xepull

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Jogar

Vamos lá!
Quando eu disser,
Começamos a jogar.
É muito fácil…
Mais fácil do que pensas.
Mais ao menos…
Ao fim do jogo?
Já estas a acreditar,
Que pode ser real.
Bem mais real,
Do que a vida.
Que acaba sempre igual.
Quando eu disser,
Começamos a jogar.
Três, dois, um…
Vamos lá!
Xepull