quarta-feira, 29 de junho de 2011

Quero deixar algo…

Quero deixar algo feito,
Com sentimento e que fique…
Que fique para sempre
E que o sempre nunca acabe.
Quero inspiração e sonhos.
Quero realizar!
Quero fazer-te sentir.
Se os teus olhos puderem ver,
As tuas mãos, tocar,
E os teus ouvidos ouvir?
Eu tenho boca para sorrir
E olhos para chorar.
Sentimentos múltiplos,
Que todos os meus sentidos,
Me ajudam a transformar…
Em algo feito com sentimento
E que fique…
Fique para sempre
E que o sempre nunca acabe.
Xepull

terça-feira, 28 de junho de 2011

Impossíveis?

Não queres acreditar em impossíveis?
Mas porquê?
Já me fizeste acreditar a mim.
Sim…
Eu ainda penso em ti.
Há qualquer coisa diferente que possa pensar?
Diz-me…
Porque não recuaste quando eu disse
E me quiseste marcar?
Porque continuaste a aproximar-me do sonho?
Eu ponho as mãos no fogo
Em como não tens resposta.
Vai uma aposta?
Felizmente consigo por a mascara,
A maior parte do tempo.
Mas acaba sempre por existir um momento,
Em que te assusto mais uma vez.
Até parece que não te posso mostrar,
Que gosto de ti.
Não queres acreditar em impossíveis?
Mas porquê?
Já ma fizeste acreditar a mim.
Xepull

sábado, 25 de junho de 2011

Então parei

Ao perceber que o tempo não parava,
Deixei-me ficar sentada.
Revoltada?
Quis ser eu a parar.
Então parei!

Xepull

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Servi-me de pouca coisa…

Foi exactamente dessa vez
Que eu decidi avançar.
Eram duas da manhã
E não estava ninguém na rua.
A saída era um pouco escura,
Mas mesmo assim?
Ou saia dessa vez, ou poderia nunca sair.
Foi exactamente com esse pensamento
Que o tempo me obrigou a agir.
Servi-me de pouca coisa e segui.
Enquanto me escondia das sombras,
Que pareciam existir?
Dava passos curtos,
Para o que há muito imaginava.
Em cada susto o meu coração explodia
E o medo fazia-me tremer tanto...
Tanto que mal conseguia andar.
Ou era dessa vez, ou poderia nunca mais ser.
A saída era um pouco escura.
Eram duas da manhã, mas mesmo assim?
Parecia mais segura do que ficar ali.
Servi-me de pouca coisa e segui.
Xepull

terça-feira, 21 de junho de 2011

Frustrado

Sentimentalista frustrado.
Ressacado acordei mesmo agora.
Ontem foi mais um dia passado mal,
Junto há porta, do que julgo ser um hospital.
Acabo sempre de entrar pela porta de saída.
Tenho a vida completamente perdida.
Hoje?
Vai ser igual.
Vou novamente passar mal.
Sentir e desistir…
Ressacar e esperar!
Xepull

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Palavras…

Tenho palavras perto de mim
A implorar gestos únicos.
Há alguém cada vez mais distante.
Há um instante que tento…
Gritar!
Solto um desabafo,
Mas…
Passo os próximos dias a recuperar.
Há alguém cada vez mais distante.
Há um instante que o cansaço?
Me obriga a parar.
Há gestos únicos que guardam palavras.
Desilusões!
Canções que ficaram…
Por cantar!
Xepull

sábado, 11 de junho de 2011

Deixo uma ponta solta

Já estive quase a ir embora.
Esta conversa já me está a cansar.
Fale de si!
Fale de quantas vezes também já falhou.
Voltou sempre ao início e isso?
É bem pior.
Já estive quase para ir embora.
Já não aguento mais sentir,
A pessoa que se tornou.
Mergulhou na amargura e na solidão?
Destrói quem aparece à sua volta.
Deixo uma ponta da corda solta,
Para quando se quiser agarrar.
É triste,
Perceber o tempo que demora
A olhar apenas para si.
Recuperar a vontade de acreditar
E deixar de criticar o mundo.
Em um segundo estou fora de aqui,
Porque num segundo me iria destruir.
Deixo uma ponta da corda solta,
Para quando se quiser agarrar.
Xepull

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Não desistas já

Não desistas outra vez.
Foi tão pouco o que falhou.
Ainda ontem, em conversa com amigos dizia…
Isto será para sempre.
Se achas melhor assim,
Quero só saber porquê.
Não?
Então não há uma explicação?
Tudo que falhou foi o que eu não fiz.
Ainda ontem, em conversa com amigos dizia…
Já fiz tudo para dar certo.
Mais certo foi que acabou.
Falhou…
O que não fiz?
Xepull

domingo, 5 de junho de 2011

O amor é…

O amor é…
Tudo que eu poderia escrever no céu
E mesmo assim não escrever nada.
Sufocado, falar mil definições
E gritar outras tantas.
Contigo sentada no meu colo?
Todas essas perderiam significado
E numa canção definiria de novo o amor.
O amor…
Faz-se de palavras baratas e gestos simples
Ou de gestos complexos e vocabulário maduro.
Nasce numa realidade e até numa ilusão...
Não deixando por isso de ser amor.
O amor é…
Tudo que podes encontrar na responsabilidade
E não deixar de amar o irresponsável.
É a calma!
É a adrenalina!
O amor…
São dois pontos próximos ou dois pontos extremos.
É a vontade de aproximar impossíveis.
Criado num limite que não sabemos qual é.
O amor é tudo.
Procuramos entender e sonhamos algum dia o definir.
É uma procura constante numa vida inconstante.
O amor é…
Poder sentir e perceber sentindo,
Que o teu sorriso basta.
É deitar-me no chão e olhar o céu,
Onde continuo sem conseguir escrever nada.
É uma lágrima que várias vezes me acorda o sorriso
Ou um sorriso que já me fez chorar.
O amor é…
Compreender a beleza de te ver voar
E sorrir quando no meu ombro vens pousar.
É sentir que não preciso de te agarrar
Por simplesmente te amar.

sábado, 4 de junho de 2011

Isto e aquilo

E por isto e por aquilo eu estou certo.
Desculpa!
Tu não me acuses.
Fizeste também isto e aquilo!
Encontrei um ponto para te criticar
E agora?
Sinto-me muito melhor.
Já não dói tanto saber que tens razão.
Acredito na ilusão,
De que também fui coitadinho.
De outra maneira?
Não conseguia ficar sozinho,
Nem lavar o meu rosto
Em frente ao espelho.
Obrigado pelo conselho.
Sincero nunca fui
Mas quero acreditar.
Serei melhor a representar?
Xepull