sábado, 30 de abril de 2011

Aceitas

E quando eu me liberto
E mostro quem sou?
Quando digo tu que penso
E tudo que sinto me controla?
Aceitas-me?
E quando tu controlas
Tudo que és,
Tudo que pensas
E tudo que sentes?
Aceitas-te?
Porquê?
Xepull

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Sonho falso

Este é o sonho,
De quem trouxe a realidade,
Uma mentira.
Porque me fazes sonhar assim?
Já faz um tempo,
Que tento acreditar,
Que tudo é falso.
Não passou de nada
Tudo que te completou.
Será verdade que é assim?
Saltaste a barreira da mentira,
Menina!
Agora achas que só isso,
Te faz bem.
Será verdade que é assim?
Já perdi a memória,
Em situações iguais.
Até já fui quem nunca quis.
Maldita a hora em que a solidão chega,
Deixa-me quase cego e controla-me.
Recorda-me que na minha memoria,
Há coisas bem maiores do que eu.
Eu sei bem o que isso é.
Não é verdade que é assim?
Ninguém resiste à adrenalina
Que nos mantém vivos…
E que por vezes nos mata
Ao nos deixar sós.
Eu sei bem o que isso é.
Não é verdade que é assim?
Perdoei,
Antes mesmo de cometeres o erro.
Perdoei,
Já esperava que fosse assim.
Estou quase certo,
Que ainda pensas em mim.
Quando pensas?
Torna-se fácil julgares que sou assim.
Eu sei bem o que isso é.
Não é verdade que é assim?
Este é o sonho,
De quem trouxe a realidade,
Uma mentira.
Xepull

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Agora sim

Agora sim!
Sem que ninguém me obrigue,
Sem o peso da obrigação
Que sempre me deixou sobre pressão?
Eu vou conseguir.
Agora sim!
Não importa as vezes que perdi
E outras tantas que nem consegui…
Tentar.
Não importa.
Sei bem o que é vencer.
Sei bem que sou capaz.
Por mais incapaz que me julguem
Eu sei bem como se faz.
Agora sim!
Já não espero que chegue,
Procuro quem traz.
Quase sempre que procuro?
Trago que chegue para mim.
Agora sim!
Vejo o meu filme do inicio ao fim.
Quase esquecia onde escondia
O que me faz bem.
Sem que ninguém repare
Eu já recuperei.
Agora sim!
Vencerei!
Xepull

terça-feira, 26 de abril de 2011

Aperto na barriga

Tenho um aperto na barriga
Que me obriga a sentir assim.
Que me obriga a sentir sempre este vazio.
Falta-me qualquer coisa.
Não é bem isto que procuro.
Estava mais seguro antes mas prefiro correr o risco.
Insisto em subir mais e em cair para voltar a subir.
A adrenalina já me ganhou várias vezes.
É um duelo desigual porque eu nunca lhe resisto.
Tenho um aperto na barriga
Que me obriga a sentir assim.
Deixa-me sorrir até chorar…
Sem parar.
Deixa-me cantar até gritar!
Normal é coisa que eu não posso ser.
O prazer da minha vida está longe de acabar.
Deixa-me sorrir até chorar…
Sem parar.
Deixa-me cantar até gritar.
Deixa-me cair para tentar voar.
Deixa-me tentar acabar…
Com este aperto na barriga
Que me obriga a sentir assim.
Xepull

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Parado não

Sei que posso chegar lá.
Sei que posso conseguir.
Sei que o medo que me prende
Não me fará desistir.
Sei que os sonhos são vários.
Sei que as metas também.
Sei que os passos parecem curtos.
Mas parado não estou bem.
Xepull

sábado, 23 de abril de 2011

Estou no topo do que eu sou

Nunca disse que era fácil,
Mas também sei que não é mau.
Posso demorar a perceber
Mas quando percebo?
Estou bem.
Estou no topo do que eu sou.
Demorei a subir aqui.
Olho para baixo e abaixo de mim?
Vejo tudo e todos e quando quero?
Não vejo ninguém.
Já escolhi a dedo quem vou fazer subir.
Grito três vezes….
Estou bem aqui!
Estou bem aqui!
Eu estou bem aqui!
Se queres?
Sobe também.
Se não queres?
Fica onte estás.
Eu não vou voltar a descer.
Nenhum de vocês para mim é ninguém.
Mas nenhum de vocês para mim?
É mais alguém de que eu.
Nunca disse que era fácil,
Mas também sei que não é mau.
Posso demorar a perceber
Mas quando percebo?
Estou bem.
Xepull

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Falta de você

A falta que você me faz,
O bem que você me fez.
Como eu queria voltar atrás
E te olhar outra vez.
Como eu queria chegar depressa
E não existir um talvez.
Como eu queria gritar…
Regressa,
Para viver tudo sem pressa.
Como queria gritar…
Espera,
Continuo a ser quem era.
Xepull

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Bom dia

Bom dia.
Queria um café,
Uma nata
E uma pastilha de menta.
A ementa para o almoço?
Decido depois.
Para já quero a minha cadeira
E a minha mesa redonda.
Responda-me…
Estou bem?
A senhora também está linda.
Olhe, desculpe.
Sim, sim…
É mesmo o senhor.
Pode chegar-me o jornal?
Pedia-lhe só uma coisa…
Pode retirar-me a primeira página?
Já sei que essa fala em crise
E eu hoje estou bem-disposto.
Obrigado.
Quer um café?
Teria muito gosto em lhe oferecer.
Não fique aí de pé.
Dois segundos ainda nos fazem gente
E o tempo que damos a nossa mente?
Nunca foi tão importante como agora.
Bem…
Está na minha hora.
Bom dia minha senhora…
Sim,
Eu passo aqui para almoçar
Mas a ementa?
Decido depois.
Xepull

terça-feira, 19 de abril de 2011

Viragem

Acabou.
É tempo de viragem.
Quem ganhou?
Ganhou.
Quem perdeu?
Perdeu.
Chega de me prender a nada
Quando tenho tudo que me liberta.
Tão esperta é a forma de viver
De quem ainda está a crescer.
Estou feliz!
Estou feliz com tudo que me liberta.
Sei bem quem sou.
Sei bem o que quero.
Sei bem o tamanho do meu sorriso
Que nunca deixou de me dar tudo…
Tudo que preciso.
Quem ganhou?
Ganhou.
Quem perdeu?
Perdeu.
Desculpa que eu quase me esquecia…
Obrigado!
Retirando a culpa,
De quem já se sentiu culpado?
Agradeço.
Quem ganhou?
Ganhou.
Quem perdeu?
Perdeu.
Triste de quem não agradeceu
Um bom momento que viveu.
Feliz?
Estou eu.
Xepull

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Há dias que não quero acordar

Acordei à mesma hora,
Com a música de sempre.
Liguei a luz do candeeiro
Pousado no móvel do lado esquerdo.
Com o sono?
Quase o derrubei.
Finalmente levantei-me e caminhei.
Ao lavar a cara?
Olhei-me ao espelho e comecei a chorar.
O meu rosto mascarado de dor.
Ao vê-lo assim?
Caminhei e voltei-me a deitar.
Desliguei a luz do candeeiro
Pousado no móvel do lado esquerdo.
Com a dor?
Quase o derrubei.
Finalmente adormeci e comecei…
A sonhar.
Xepull

domingo, 17 de abril de 2011

Há quem…

Há quem encontre uma vez.
Há quem viva sem nunca encontrar.
Há quem encontre duas ou três
E talvez eu seja assim!
Há quem se eleve ao limite.
Há quem no limite se perca.
Há quem se contente com metade
E na outra metade estava eu.
Xepull

sábado, 16 de abril de 2011

Medo de não sentir

Tenho tanto medo,
De amanhã não conseguir escrever.
Posso perder todos os sentidos
E não ter percepção de nada.
Parado,
Já nem culpado me sinto desta solidão.
Posso simplesmente parar de sonhar
E não ter vontade de criar.
Posso cansar.
Cansado,
Não consigo pensar noutra coisa,
A não ser medo.
Medo de amanha nem existir.
Medo de amanha não acreditar
Que o que sinto faz sentido.
Posso decidir não sentir.
Hoje?
Já não consegui sorrir.
Se amanhã não conseguir chorar?
 Xepull

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Diferente

Eu sou um pouco diferente
Do que normalmente as pessoas pensam.
Sou gigante e quase invencível.
Transparente, quase invisível.
Sou um pouco mais estranho,
Do que o normal.
Anormal será definir,
Alguém como eu.
Sou tão leve como um sopro.
Promete não soprar demais.
Mais rápido me afasta o teu egoísmo,
Do que o teu duro empurrão.
Sou quase tão forte como tu.
Sou quase tão eterno…
Como essa canção.
Xepull

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Deixo que a dor que me tem…

Enquanto o tempo abrir?
Deixo para trás o que foi.
Espero que grites também!
Espero que corras até…
Chegar!
Enquanto o sonho quiser?
Não vou parar de tentar.
Espero que sonhes também!
Espero que tentes até…
Ganhar.

Deixo que percas.
Não vou lutar para te ganhar.
Quero que dor que me tem?
Te encontre!
Te mostre…
Como voltar.

Sei que desistir
É mais fácil do que lutar.
Inventar, transformar tudo em mau.
Mas é falso que foi assim.
Quem te prendeu a mim?
Foi o teu jeito de amar.
Quando vais recusar essa dor?
Perceber que estás mal?

Deixo que percas.
Não vou lutar para te ganhar.
Quero que a dor que me tem?
Te encontre!
Te mostre…
Como voltar.
Xepull

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Sou tão parvo

Sou tão parvo.
Tentei arrancar de ti,
Tantas vezes…
Um não.
Tu ficavas e dizias…
Quero-te.
Sou tão parvo.
Tentei e consegui,
Acreditar…
Num sim.
Onde estás?
Quero-te!
Sou tão parvo.
Xepull

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Obrigação?


Não me perguntes nada.
Muito menos...
A razão de estar infeliz.
Prefiro que fiques calada,
Desligada e despreocupada.
Prefiro assim…
Que me resumas a nada
E não te sintas amarrada.
Sabes bem a palavra,
Que me levou à razão.
Obrigação?
Prefiro que fiques calada,
Desligada e despreocupada.
Prefiro assim…
Que me resumas a nada
E não te sintas amarrada.
Prefiro a dor da saudade.
Prefiro a dor de não ter.
Obrigação?
Prefiro que fiques calada,
Desligada e despreocupada.
Prefiro assim…
Que me resumas a nada
E não te sintas amarrada.
Xepull

sábado, 9 de abril de 2011

Planeta desabitado

Entre sorrisos e gestos falsos?
Não há nada que eu queira descobrir.
É um pequeno planeta desabitado,
E é para lá que eu quero ir.
Desenho traços e linhas contínuas,
Que definem as ruas por onde quero passar.
Vejo na montra um objecto desenhado na perfeição.
Esta é a porta onde sempre quis entrar.
Através de um plano envidraçado?
Vejo um mundo desenhado por mim.
Tudo encaixa sem qualquer esforço…
Dei liberdade e poder à minha imaginação.
Esta será sempre a minha condição de vida.
A saturação está completamente proibida.
Entre sorrisos e gestos falsos?
Não há nada que eu queira descobrir.
Essa é a razão!
É um pequeno planeta desabitado,
Agora recriado na perfeição.
Xepull

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Nunca saberás…

Olho para trás e não sei…
Onde vem quem dirá?
Deitas no chão o que tens.
Deitas-te no chão por não ter.
Sei a cor de tudo que tens de melhor
E sei de cor tudo que tenho a dizer.
Dito palavras que te entram no coração
E entoam como uma canção.
A música é simples e as palavras são poucas.
Emoções loucas e gestos que nunca…
Saberás receber!
Xepull

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Pequeno-almoço

Levantei-me e fui à cozinha tomar o pequeno-almoço.
Ainda meio a dormir?
Tropecei na primeira escada.
Calma…
Consegui ficar equilibrado.
Ao avaliar o meu cansaço?
Deduzo que provavelmente foi uma noite pesada…
Dessas que não consigo parar quieto.
Continuei e de olhos meios fechados?
Consegui aquecer o café.
Claro que entornei três vezes antes de o conseguir.
Quando isso acontece?
Já só consigo sorrir.
Não dispenso um bom pensamento,
Enquanto sinto as mão quentes em volta da chávena.
Estou no começo do dia e já sei que a vida a pequena…
Para continuar a dormir.
Xepull

terça-feira, 5 de abril de 2011

Pontos intocáveis…

Não concordo!
Não vou tentar explicar!
Primeiro questiona-te,
Depois cresce e então oferece…
Tendo certeza que tens para dar.
Não quero encontrar explicação.
Cada vez que falo?
Tu assumes que tens razão.
Tudo bem!
Pois que a tua razão esteja certa.
Será melhor para ti,
Que a tua razão esteja certa.
A dor aperta mais a quem valorizou pouco…
O que na verdade?
Fará muita falta.
Tenho pontos intocáveis!
Coisas…
Que não posso ouvir!
Gritos…
Que não posso dar!
Momentos…
Que não posso parar!
Deixa-me ir…
Deixa-me ir,
Para nunca mais voltar.
Xepull

domingo, 3 de abril de 2011

Até que ponto nos conhecemos?

Até que ponto nos conhecemos?
Até que ponto sabes quem sou?
Tive sentado a teu lado
E ouvi tudo que disseste.
Por último?
Fiz uma interpretação,
Que pode ter sido errada.
Enquanto ficavas calada?
Traçavas o meu perfil.
De uma forma subtil?
Recolheste informação.
Tendo em conta as condicionantes?
Haveria mais para recolher.
De qualquer forma?
Apenas isso consegui oferecer.
Até que ponto nos conhecemos?
Até que ponto sabes quem sou?
Xepull

sábado, 2 de abril de 2011

Sábado à noite

É claro que o tempo muda
Sem te chamar a atenção.
Sem qualquer razão questionas…
Será que hoje vai chover?
Sais de manha…
Com o guarda-chuva na mão.
Sábado à noite.
Focas a tua atenção em perceber…
Qual será a razão de o sol abrir?
Xepull