quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Manipulador

Sou manipulador,
Pensador…
Trituro pensamentos.
Achas que tens tudo?
Eu lembro-te que tens pouco.
Sou louco e sabe bem
Deixar-te perto da loucura.
Esse sonho não é teu!
Eu sei que não é teu!
Fica atento para saberes quem és
Ou eu deixo-te perto de não seres nada.
Fica calada e ouve!
Fica quieta e sente!
Sou manipulador,
Pensador…
Trituro pensamentos.
Xepull

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Sei respirar

Quero mudar o mundo e não sei.
Estou indeciso…
Eu sei!
Não tomo decisão nenhuma.
Já tomaste alguma por mim?
Já sabes que sou assim.
Se poder deixar para ti?
Fico encostado no meu canto
E espero que decidas a minha vida.
Tu tens talento...
Deixa-me!
Deixa-me estar perto do meu assento
Para me sentar e esperar.
Tu tens talento…
E eu?
Sei respirar.
Xepull

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Se queres? Vai!

Isto é assim…
Se queres ouvir?
ficas!
Se não queres?
Vira costas e vai embora.
Já não te posso olhar.
Esse ar não é bom
E como tudo que é mau?
Não quero sequer pensar,
No que podes querer dizer.
Estás a perceber?
Não me quero enervar
E detesto violência.
Se continuas assim?
Vou perder a paciência.
Fica longe!
Bem longe de mim.
Xepull

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Doente II

Hum!
Esta tosse não pára.
Já viste com tremo?
Tenho uma colecção de lenços
De quase todas as cores.
Já manchei alguns com sangue.
Deixei de fumar faz cinco anos
Para durar mais um.
Adorava música clássica.
O piano raramente tinha pó.
Silencio!
Que nota será esta?
Já ouviste uma lágrima?
Todas as manhãs...
Cai numa tecla diferente.
Esse tom amarelado?
É como estou por dentro.
Xepull

domingo, 26 de dezembro de 2010

Velha

Estou cada vez mais velha.
Não ouvi o que disseste.
Fala um pouco mais alto.
Estou surda deste ouvido.
Já não me chega ser velha?
Ainda estou cansada.
Custa-me a dobrar os joelhos.
Esta dor atrás do pescoço,
Sobe até à cabeça
Que parece que vai explodir.
Já me custa encontrar o sorriso.
Já nem percebo bem
O que me tentas dizer.
Que posso fazer?
Meu filho…
Estou velha.
Xepull

sábado, 25 de dezembro de 2010

A mesa

A mesa é a mesma.
Rectangular.
Estou sentado como dantes,
No mesmo lugar.
Não tenho fome.
Não quero nada.
E você?
Parece um pouco mais forte.
Que sorte!
Que casaco tão lindo.
Nós?
Vamos indo como antes.
Os outros lá ficaram.
A mesa deles é redonda.
E não estão no mesmo lugar.
Para o ano vão voltar?
Xepull

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Meu criador

Pensar?
Faz-me envelhecer…
Muito mais do que tu,
Meu criador!
E se eu não sinto,
Qualquer tipo dor?
Tu não consegues fugir
De nenhuma.
Torna-te forte!
Saber criar?
É também saber suportar
Um pensamento turvo.
Um mundo complexo
E tão vulgar.
Xepull

Era pequeno

Era pequeno…
Não sabia nada
De tudo que ouvia falar.
Quantas vezes era preciso explicar?
Tantas que eu não contei
E ainda pouco sabia para contar.
Era pequeno…
Quase sempre sorria
E quando chorava era pouco…
Tão pouco o que pedia.
Quase nada se ainda me lembro bem.
Era pequeno…
Perguntava pelo teu dia
E eu nem sabia como seria bom…
De ouvir.
Xepull

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Assim não dá!

Faço música sem toque,
Toco para quem quiser.
Já não sinto o teu beijo
E eu quero sempre mais…
Faço do sonho tão pouco
E é tão pouco o que me dás.
Não quero que vás…
Eu não quero que vás,
Mas assim…
Não dá.
Eu estou tão só.
Eu estou tão só.
Mas assim…
Não dá!
Xepull

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Aprender

Quando penso que sei tudo?
Na queda volto a aprender.
Será que devia contar,
Com uma falsa ligação em mim?
Parece ser sempre assim.
Desta vez eu não contava.
Da mesma forma que disse…
Não vou!
Disse também que não voltava.
Tudo errado.
Aqui estou calado e só.
Quando penso que sei tudo?
Na queda volto a aprender.
Xepull

Doente

Quando a doença chega?
O meu corpo pára.
Sou frágil,
Não me podes tocar.
Não consigo respirar
E tenho os músculos
Presos a nada.
Sou frágil,
Não me podes tocar.
Já me sentia assim antes.
Mas agora?
Estou cada vez pior.
Quando a doença chega?
O meu corpo pára.
Xepull

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Regresso aqui

Quando regresso ao mesmo lugar,
Varias vezes?
Parece que o infinito
Me consome aos poucos.
Cada bocado de sangue morto?
Fica cada vez maior.
Uma mancha de solidão…
O suor do meu cansaço?
Já me escorre pelo rosto.
Eu gosto sempre de aqui voltar.
Xepull

sábado, 18 de dezembro de 2010

Segundo depois

Um segundo depois de agora
Já esperava que não fosse nada.
Fiquei calada!
Não quis chamar por ti.
Num sabor de um beijo,
Senti um pouco mais desejo
De querer voltar a tocar-te.
Podia falar-te mas calei.
Um segundo depois de agora
Deixei que não fosse nada.
Um segundo depois de agora…
Continuei!
Xepull

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Porquê escrever?

Não se trata simplesmente de escrever.
Mas sim, deixar registado sentimentos, vários.
Mundos diferentes e únicos.
Xepull

Teus medos

Onde estás?
Porque não voltas?
Fala-me dos teus medos,
Para questionar os meus segredos
E sonhar que a ti?
Poderia contar tudo.
Onde estás?
Porque não voltas?
Xepull

Insatisfeito

Pareço grande e sinto-me tão pequeno.
Aos meus olhos tenho tão pouco
E a imensidão que tento dar-te?
Não é nada que tenha valor.
Para já sinto-me mais um.
Para mim não sou ninguém.
Por mais armas que tenha,
Perco sempre a batalha
E não me calha nada que ofereci.
Tudo isto e muito mais
Quando me sinto só.
Todo o pó que me cobre o armário
E esconde o meu poder?
Mostra o quanto parado estou.
Resumo a solidão ao medo
De não me destacar no meio disto.
Se existo?
Quero deixar marca e procuro…
Sem perceber que me destaco em quase tudo
A minha mente deseja mais
E se agora conquistei não tem valor.
Porque sonho tanto?
Porque me vejo no palco mais alto?
Isto é um assalto à minha felicidade.
Que se vai…
Xepull

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Sabes que existo

Não é só uma palavra,
Que muda um gesto.
Não é só um olá,
Que me diz…
Estou!
Não mudo um sonho…
Não mudo uma vida…
Mas sei!
Sei que sabes,
Que existo…
E se não sabes quem sou?
Lembra-te!
Quando ninguém dá?
Eu dou.
Quando ninguém diz?
Eu sei ouvir.
Não sou o melhor,
Nem o pior.
Sou só eu!
Dou-te tudo…
Que alguém ou ninguém,
Me ofereceu.
Xepull

sábado, 11 de dezembro de 2010

Imensidão...


Hoje o dia é teu

Hoje o dia é teu
E eu não quero ficar a mais.
Tudo que tens é meu.
Também é meu…
Mas nada do que pensamos
São coisas normais.
E de aí?
Que diferença faz?
O que me faz viver,
É ser feliz.
Hoje o dia é teu
E eu não quero ficar a mais.
Tens o meu voto
Para sentir coisas anormais.
A diferença faz-te forte.
Ser forte?
É ganhar.
Depois de tentar.
Xepull

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Fico acordado

Normalmente fico acordado…
A esta hora tudo é silêncio
E eu penso!
Quando penso crio,
Quando crio transformo…
E de que forma!
Permaneço vivo?
Nem eu sei.
Fico calado num corpo,
Que não e meu.
Dás-me o vazio
E atormentado?
Permaneço cheio
De ilusões.
Transformo-as em razões,
Para viver.
Quase sempre faço acontecer!
Quase sempre…
Desfaço o pensamento
Em palavras,
Que eu insisto
Em escrever.
Normalmente fico acordado…
Xepull

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Perfeito?

Não quero,
Nem posso
Ser perfeito.
Porque ser perfeito
É parar de crescer.
Não preciso,
Nem exijo
A perfeição.
Porque ter a perfeição
É parar de sonhar.
É parar de viver.
Xepull

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Deixa-me com a culpa

Desaparece!
Não posso
Culpar-te por isto.
Sempre que insisto
Em ter-te perto?
Dou um passo atrás.
Já sonhei que te esquecia
Mas nesse mesmo dia
Acordei,
Parei tudo
E grite…
Desaparece!
Saber que não estás?
Já me enlouquece
Há tempo demais.
Não posso…
Culpar-te por isto.
Xepull

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Errei

Errei.
Não sei como
Mas errei.
Sinto-me presa
E nem sei agir.
Podia pedir
Para ficar.
Escondia-me aqui
Até esquecer.
Esquecer?
Mas…
Errei!
Xepull

domingo, 5 de dezembro de 2010

Porque te achas tanto?

São poucas as pessoas
Que elevo acima,
A mim.
E mesmo assim…
Quando pensam
Que estão mais alto
Que eu?
Retiro tudo que dei.
Eu sei!
Eu sei!
Aos teus olhos…
Nem sempre devia,
Dar um fim.
Mas já cansei…
Cansei de te mostrar,
Quem és!
Xepull

sábado, 4 de dezembro de 2010

Solto o grito

Solto o poder
De um grito
E já não sinto nada.
Só raiva…
Há quando tempo
Estavas aí calada?
Guardo tudo…
Tudo que posso.
Mas no fim?
Não posso nada.
Solto o poder
De um grito
E transformo a dor.
Som ensurdecedor
Que me acalma…
Já não sinto nada!
Nem raiva…
Xepull

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Iludes-te

Já tinha adivinhado
Que eras assim.
Sozinha não andas.
Agarras-te…
Para andar pouco.
Pareço louco
Mas com certeza,
De quem sou.
E tu?
É mais fácil assim.
Mas…
A tua ilusão?
Tem fim.
Xepull

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Encontrei-me

Encontrei-me,
Um pouco depois…
No mesmo lugar.
O pensamento,
Já era outro
E os objectivos,
Os mesmos.
A realização?
Desta vez…
Será melhor.
Xepull

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Medo de não estar só

Sim…
É verdade!
Não tenho medo da solidão.
Tenho medo sim…
Que me invadas o coração.
Até quando?
Até quando me podes dar
Essa vontade de quem…
Sempre poderá estar?
Tenho medo de não estar só
E me prender a ti.
Seria muito mais difícil quando…
Não pudesses estar aqui.
É verdade!
Estou cega para tudo
Que não seja eu.
Mas…
Tenho tanto para dar.
Tanto que em mim,
Se escondeu.
Xepull