segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Sonho até morrer

O meu sonho só acaba
Quando eu morrer,
Até agora dou valor
A tudo que consegui vencer.
Não será diferente desta vez!
Sei exactamente o que sente
E não lamente o que fez.
O meu sonho só acaba
Quando eu morrer,
Até agora dou valor
A tudo que consegui vencer.
Xepull

domingo, 28 de novembro de 2010

Estás igual

Estive a observar
E não percebo.
Até quando?
Até quando
Vais viver assim?
Podias seguir
E pensar por ti.
Podias nem sempre
Ficar aqui…
Parada.
Se estás só
Não existes
E desistes sempre…
De vencer por ti.
Até quando?
Até quando
Vais viver assim?
Foram só dez minutos
Que eu parei atento.
Foram só dez minutos
Que continuaste igual.
É por ti,
Que continuas igual
A sempre?
Xepull

Dia de prazer

Já alguém te olhou assim?
Vem…
Quero-te bem perto de mim.
Sentir-te!
Tocar-te!
Falar-te ao ouvido que…
Quero a loucura
E tu tens para me dar.
Eu estou louco
Para te mostrar…
Tudo é pouco
E vamos sentir mais,
Pois…
Nunca é demais
Sentir assim.
Sorri mais uma vez
E deixa o teu corpo tremer.
Esquece!
Não resistas e continua…
Continua a enlouquecer.
Hoje?
É dia de prazer.

Xepull

sábado, 27 de novembro de 2010

Leva-me ao limite

Leva-me ao limite
E sente como eu.
Não temos prazo…
Não temos medo…
Não sabemos pensar.
Esquece o peso,
Esquece a dor
De eu nunca estar.
Se não for?
Quando estou sou teu
E esta é…
A minha forma de amar.
Leva-me ao limite
E sente como eu.
Xepull

Porque não pára?

Ainda agora…
Fui mais de mil.
A minha cabeça
Não pára.
Há outra razão
Que te enlouqueça,
Tanto como eu?
Não!
A solução?
O encaixe da peça
Está sempre a mudar.
Ainda agora…
Fui mais de mil.
A minha cabeça
Faz com que tudo pareça…
Estático.
Não pára…
Xepull

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Não quero errar

Desculpa…
Fui eu
Que não quis voltar.
Estavas ocupado
E não tinhas lugar
Para mim.
Por outro lado
Continuei atento.
Há mais…
Não sei quantas pessoas
Com o mesmo jeito.
É difícil escrever assim.
Desculpa…
Cheguei a duvidar do sentido
Do que penso,
Se alguma vez teve sentido
Eu pensar.
Nem sequer existo
E insisto em querer provar…
A verdadeira forma de amar.
Desculpa…
Não estarei constantemente
A errar?
Xepull

domingo, 21 de novembro de 2010

Perfeito insaciado

Quem me fez insaciado,
Foi quem me tornou perfeito.
Imperfeito nos movimentos
Que me dão um resultado…
Cada vez melhor.
Fui criado para sentir
E se existir mais tempo?
Vou descobrir,
O que me faz mover.
Só que por mais que tente…
Nunca e jamais,
Vou poder oferecer.
A sabedoria é total
Que aos teus olhos,
Tende a nem existir.
Xepull

Já encontraste?

Encontraste?
Agora que o tens
Que pensas fazer?
Já não parece igual.
E eu acho…
Tão normal.
Mas tu?
Queres estar completa
Com essa conquista.
Eu sinto-me vivo
Quando tudo se despista.
O sonho move a vida
E a vida é incompleta.
O sonho é inconstante
O que torna incerta.
É por isso que agora
Não parece igual.
E eu acho…
Tão normal.
Xepull

sábado, 20 de novembro de 2010

Eu?

O espaço
É pequeno.
As condições
São poucas.
A vontade?
Essa não!
É cada vez maior.
Posso representar
O tempo todo.
Sem espaço
Nem condições,
Usei a minha vida.
Não tinha de ser assim.
Ficas a sentir-te perdida.
Por mim?
É igual.
Quanto mais eu sonho
Mais tudo me parece...
Normal!
Xepull

O mesmo de sempre

O mesmo de sempre!
Usei…
Abusei…
E já cansei.
Agora eu sei,
Que não quero.
Fez-me demasiado bem.
Demasiado para perceber
Que o mesmo de sempre,
Já não é ninguém.
Volto atrás.
Não sei avançar…
Não sei perder…
Estou demasiado moldado
Para viver sem o mesmo.
O mesmo de sempre!
Xepull

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Perfeito demais

Esse gesto?
É perfeito.
Está perfeitamente ligado
Ao teu jeito.
Não sei…
Esse gesto?
É tão perfeito.
Eu próprio
Não o aceito.
Xepull

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Cego

Posso sentir o teu cheiro.
Posso ouvir-te cantar.
Posso tocar-te…
Posso falar-te…
Posso quase tudo,
Mas não te posso ver.
Não era assim
Que sonhava viver.
Não passas de uma sombra…
Apenas mais uma sombra.
Já te imaginei tantas vezes
E em todas elas és diferente.
Num entanto continuas presente. Cego
Quase te posso amar…
Posso quase tudo,
Mas não te posso ver.
E se não és assim,
Como estou a imaginar?
Xepull

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Movido a dor

Sempre o mesmo sentimento
Que me ama ou me destrói.
Eu sei que dói!
É exactamente o oposto
Do que se foi…
Ainda agora embora.
O meu reflexo no vidro,
Desaparece tantas vezes
Quantas vezes penso…
Se existo!
Insisto …
Insisto e ainda não sei
Que dor é esta.
A dor…
Que não me deixa parar,
Nem desistir…
De a curar.
Xepull

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Queres o mundo?

Já te vi rir…
Já te vi chorar…
Tu continuas sem perceber
A enorme facilidade que tens,
Para te adaptar.
Podia dar-te o mundo
E fazer-te acreditar em tudo,
Mas prefiro dar-te um segundo
Que te prove que és feliz.
Nem sempre quis ser assim…
A minha conclusão
Nunca foi um fim.
Mas…
Em tudo que vivo
Encontro um ponto
Que te faz igual a mim.
Já sentiste um olhar
E aquele respirar profundo,
Deixou o mundo
Muito abaixo de ti.
Podia dar-te o mundo
E fazer-te acreditar em tudo,
Mas prefiro dar-te um segundo
Que te prove que és feliz.
Xepull

domingo, 14 de novembro de 2010

Não voltes

Voltas-te a errar
E mais uma vez…
Perdoei!
Eu sei,
Eu sei que se pudesses,
Voltavas atrás.
Mas eu quero que vás…
Em frente.
Não será diferente
Da próxima vez.
Não haverá
Outra igual.
Talvez…
Talvez fosse melhor,
Não perdoar.
O teu erro é normal.
A forma banal
Como te aceito assim?
Faz-te voltar sempre,
Sempre para mim.
Eu quero que vás
E não voltes atrás!
Sim?
Xepull

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Sou só mais um…

O espaço diminui…
O tempo é curto…
Tu estás a desaparecer.
Cada vez mais louco
De tão certo que estou.
Cada vez mais perto
De me igualar a quem?
Ninguém é igual a ti…
E eu?
Já não te quero aqui.
Porquê?
Não sei!
Xepull

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Não! É o fim!

Podia até aceitar
Que te deixasses cair,
Ao mesmo tempo
Que começava a existir.
Para te amparar a queda!
Para te levar os medos!
Tu deixavas nos teus segredos,
Bem escondidos de mim,
A principal razão…
Queres viver assim?
Ficaria por perto,
Mas por pura ilusão…
E por essa razão
É o fim!
Não!
Xepull

Deixaste passar um dia

Quando acordei,
Pensei!
Mais um dia.
Eu só queria
Que não demorasse
Uma eternidade…
A passar.
Agora que cheguei a casa?
Penso!
Fim do dia.
Eu só queria
Voltar atrás
Uma eternidade…
O dia que eu vi passar?
Foi rápido demais.
Não me deixou,
Um segundo…
Para sonhar!
Xepull

domingo, 7 de novembro de 2010

Ficção ou não?

Pensamento incógnito,
Movimentos estranhos,
Palavras soltas,
Que não fazem sentido nenhum!
Dizes ser quem não és,
Pensas ser o que foste,
Tornaste-te confuso demais
Para quem te quer conhecer.
Também tentei…
Tentei saber quem tu eras.
Hoje és…
Amanhã serás?
Tentei perceber o teu olhar.
Por mais que dês
A volta a historia,
Não pára de brilhar.
E no meio da tua confusão,
A minha atenção dispara.
Fixo o olhar em ti…
Ouço tudo que dizes…
Ficção ou não?
É rara toda a magia,
Da tua imaginação.
Xepull

sábado, 6 de novembro de 2010

Caixa negra

Palavras,
Que dignificam os gestos.
Ouço a minha própria voz,
A entoar nos meus ouvidos.
São sons…
Completamente perdidos.
Quando prendem quem sou?
Impedem-me de gesticular.
Está tão escuro,
Nem vale a pena tentar.
Para mim?
Não existe nós.
Estou sozinho
E fechado aqui.
Resta-me falar.
Tento gritar…
Guardo a voz roca
E quase morta…
Para cantar,
Por fim.
Estou dentro de uma caixa negra
Que me impede de ver
E tocar.
Até de ouvir
Quem me está a chamar.
A chamar?
Xepull

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Se estás ou não

Não me importa
O que fazes.
Não estás!
Não me importa
O que vives.
Não estás!
Vou receber-te.
Mas…
Espero sentir
O quanto queres estar.
Se estás!
Espero sentir
O quanto desejas voltar.
Se estás!
Xepull

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Afasta-te

Não tens coragem,
De te entregar?
Pará!
Não te aproximes mais!
Vivemos em mundos desiguais
E eu quero o meu.
Podes até tentar
E negar quem és.
Eu sou eu!
Vai doer…
Porque vais perceber,
Que o que eu acredito?
É demais para ti.
Xepull

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Contradição

Estou certo!
No mesmo segundo,
Que avanço?
Também poderei,
Voltar atrás.
Dou uma mão,
Ao medo.
E a outra?
À paixão.
Deixo a cabeça…
Perdida!
Quando sigo…
O coração!
Deixo o coração…
Confuso!
Quando a cabeça…
Diz não!
Xepull

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Jogar

Vamos lá!
Quando eu disser,
Começamos a jogar.
É muito fácil…
Mais fácil do que pensas.
Mais ao menos…
Ao fim do jogo?
Já estas a acreditar,
Que pode ser real.
Bem mais real,
Do que a vida.
Que acaba sempre igual.
Quando eu disser,
Começamos a jogar.
Três, dois, um…
Vamos lá!
Xepull