quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Diz-me!

Diz-me…
Quanto falsa és.
Porque eu aceito
Se mo disseres.
Diz-me…
Quanto me julgas.
Porque eu suporto
As minhas culpas.

Sei que me vez como perigo.
Ultrapasso-te…
Ofusco-te…
Enerva-te tudo que digo.
Sinceridade…
Até a minha liberdade?

Diz-me…
Quanto me invejas.
Porque inventas
Onde quer que estejas.

Enfrenta-me…
E diz-me!
Olha para mim…
E diz-me!
Xepull

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Dor

Nem sempre choro,
Quando dói.
Por vezes…
Choro sem doer.
Há uma dor,
Que mesmo sem querer…
Me mata.
É a dor de não te ter!

Quando sei
Que é minha culpa…
A culpa de sofrer?
A dor fica tão forte.
Forte demais.
Não choro,
Ou choro mais!
E não consigo…
Vencer!
Xepull

Estás bem?

Para ti?
Tudo bem.
Sabes onde estou,
Até o que faço.
Mas principalmente, sabes…
Que estou bem.
Tão rápido não!
Não me desfaço,
Desta mascara.
Eu de ti?
Não sei nada,
Nem se ainda estás parada…
Presa no mesmo lugar.
Talvez não…
E assim?
Não te posso encontrar.
Para ti?
Tudo bem.
Seria o mesmo,
Se não fosse ninguém.
Para teu próprio bem…
Afastas-me.
Mesmo assim?
Sabes que pelo menos,
Crio como ninguém…
E tu?
Como estás?
Estás bem?
Xepull

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Estou a falar contigo

Estou a falar contigo!
Vais-me dizer
Que nunca sentiste isto.
Nunca?
Sim…
Eu estou a falar contigo!
Hoje sentes-te vivo
Mas ontem nem existias.
Pediste abrigo,
A quem nunca esteve perto
E foi tão certo…
Que de nada valeu.
Sabias que era assim...
Podia simplesmente,
Não acontecer.
Apenas a mim!
Xepull

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Serás tu…

Selecciono informação
E digo-te.
Depois explico-te,
Que não queria pensar.
A minha cabeça
É um livro.
Desse livro?
Só uma frase,
Vou mostrar.
Sim…
Vais perceber
Que serás tu…
Que a vai inventar!
Xepull

domingo, 26 de setembro de 2010

Outra vez…

Agora é que é!
Desta vez não vou falhar!
E no segundo passo…
Piso o mesmo lugar.
Falho nos mesmos pontos.
Caio no mesmo buraco.
Sinto-me fraco
Por não conseguir.
Outra vez…
Xepull

sábado, 25 de setembro de 2010

Perguntas…

Porque escondes esse sorriso?
Porque não choras quando é preciso?
Porque não cantas?
Porque não gritas?
Porque calas até doer?
Porque falas sem ninguém perceber?
Porque evitas ser tu?
Porque criticas o sentimento nu?
Porque mentes?
Porque confessas que mentes?
Porque queres isso agora
Se amanha vais oferecer?
Porque que pensas
Se amanha vais ter?
Porque não vives o que sonhas?
Porque sonhas para viver?
Porque compreendes tantas histórias
Quando a tua nunca vais perceber?
E já agora…
Porque tens de responder?
Xepull

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Dependente

Se fazes de mim um sonho?
Fazes de mim os teus gestos.
Juntas-me nas tuas palavras
E dependes de mim.
Se fazes de mim a tua metade?
Esqueces o teu outro lado.
Mergulhas no medo
De me perder.
Se fazes de mim a tua vida?
Esqueces-te do que é viver.
Já antes sonhaste
Antes de eu aparecer.
Xepull

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Raiva

Vivo em movimentos forçados.
Estes?
Não são meus.
Quase sempre não são meus.
Estou descontrolado
E não consigo forçar mais…
Desta vez?
Não posso evitar.
A raiva controlou
Os meus gestos.
A dor que me aperta o peito
Controlou o pensamento.
Deixa-me só,
Neste momento.
Eu aguento...
Sem forçar.
A destruição…
Vai começar!
Xepull

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Não aguento

Deixo andar até cair.
Não sou capaz de te pedir…
Pará!
Não te consigo alcançar.
Por mais que tente…
Não sei voar.
E tu?
Nem o respirar mudou.
O batimento?
Não aumentou.
Cada vez mais cansado…
Sinto agora um sufoco.
Esforço…
Mais esforço!
Pouco?
Para ti…
Xepull

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Se for bom? Espero…

Não será demais?
Dei-te tudo mesmo agora
E tu já me queres dar a mim?
Não tens de dar na mesma hora,
Só porque eu escolhi assim.
Tens tempo…
Tens espaço…
Se acreditas no que eu sinto,
Não aceleres o teu passo.
Se acreditas no que eu sinto,
Não te escondas atrás de mim.
Eu espero
Se esperar for bom.
Como é bom,
O teu abraço!
Xepull

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Eu desculpo...

Desculpa!
Tenho mesmo de sair…
Já estou parada há muito tempo.
Nunca esperei por ti?
Desculpa se é minha culpa,
Toda a culpa que encontro em ti.
Desculpa se vou falhar
Ao não ficar aqui.
Mas tenho mesmo de sair…
Estou parada a muito tempo.
Talvez não!
Para ti.
Xepull

Insignificante?

Gesto insignificante…
Tanto valor tem,
Sem querer.
Chega de sentir tanto
E tanta dor,
Só por te perceber.
Gesto insignificante…
Porque me consomes tanto?
Chegas a ser sufocante…
Sem querer,
Tanto valor tem…
O gesto insignificante!
Xepull

domingo, 19 de setembro de 2010

Metade

Segura desse lado,
Eu seguro deste.
Vou esticar a corda
O máximo.
Força!
Assim vou ganhar.
Assim vou puxar-te
Para perto do que eu sou.
Não quero!
Metade basta
Para existir.
Vamos equilibrar!
Já te devolvo o teu espaço.
E tu?
Deixa-me sentir!
Xepull

Preto e branco

Neste fundo branco,
Faço um risco preto
E tento expressar
A minha dor!
Isto é raiva…
Isto é medo…
Isto é um sonho
Que morreu!
A cor?
Desapareceu!
Xepull

sábado, 18 de setembro de 2010

Não

Não vou!
Quero ir por outro lado…
Para de insistir.
Eu…
Não vou!
Sempre igual…
Sempre assim…
Sempre!
Começou a transformação...
E começa pelo meu não.
Desta vez vais sentir
A força do não.
O meu não!
Eu…
Não vou!
Porque não…
Não!
Xepull

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Disse…

Eu já te disse
Que não te amava.
Já te disse
Que não sentia…
Nada!
Mas não posso,
Ver-te ir!
Eu já te disse
Que não precisava…
De ti!
Já te disse
Que não te queria.
Só não posso,
Deixar-te partir.
Xepull

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Andei

Andei por aí!
Não procurava nada,
Apenas calma.
Não quis correr…
Podia alcançar-te,
Não tentei.
Na minha calma…
Parei a observar-te.
Na minha calma…
Deixei de te ver.
Não quis correr…
Andei por aí!
Xepull

Entrei e Esperei

Aquela porta…
É estranha.
Entrei!
Estava escuro
E frio.
Continuei…
Os meus olhos,
Não viam qualquer luz…
Os meus dedos
Não sentiam o toque…
E a voz?
Deixou de existir…
Deitei-me no chão
E esperei.
Desesperadamente…
Esperei!
Xepull

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Olho-te por dentro

Vi o teu olhar…
Estava fosco
E nem comentei.
Esse sorriso,
Escondia toda a dor.
Eu podia,
Suportar e vencer.
Posso-te dizer…
Eu vi-te chorar
Sem querer.
Vi-te sorrir…
A sofrer.
Agora vi-te
Esconder.
Só não escondes de mim…
Entrei dentro de ti,
Para te perceber.
E dentro de ti,
Quero viver.

Xepull

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Vais conseguir

De novo aqui?
Ainda te sinto inseguro.
Mas desta vez?
Vais conseguir!
Antes não estava aqui,
Para te ouvir.
Porque falhou?
Porque acreditaste falhar.
Desta vez?
Vais conseguir!
Sou parte de ti.
A parte que deixa
Ou transforma.
Perde,
Para ganhar.
Choro…
Sorrio…
Tu?
Vais conseguir!
Xepull

domingo, 12 de setembro de 2010

Sorri

Quero fazer-te sorrir.
Não sei se estás feliz,
Não sei se vou conseguir.
Mas…
Mas quero fazer-te sorrir.
Não te estou a pedir,
Não te estou a mandar.
Estou a tentar…
Posso ver-te chorar,
Posso ver-te a gritar.
Posso!
Mas hoje não…
Hoje não!
Xepull

sábado, 11 de setembro de 2010

Pensar em ti…

Hoje?
Acordei e pensei em ti.
Caminhei para o espelho.
Olhei para mim.
Sem saber porquê,
Conversei comigo próprio.
Perguntei …
Sou eu?
Perguntei…
Vale a pena pensar?
Deixei o espelho
E sorri.
Hoje?
Acordei e pensei em ti.
Xepull

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Tempo de mais

Deixei passar tanto tempo…
Deixei passar tanto tempo
E agora tu não estás!
Sinto-me incapaz!
Não sei como voltar…
Não sei como tentar…
Nem sei como arriscar
Voltar a amar!
Deixei passar tanto tempo
Porque o tempo não passou!
E porque em todo esse tempo
Nada mudou!
Sinto-me incapaz!
Não sei como voltar…
Não sei como tentar….
Nem sei como arriscar
Voltar amar.
Xepull

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Esfera

Isto é uma esfera!
Dou varias voltas,
Procuro um lugar.
Se sinto que paro,
Num lugar diferente?
Continuo a dar voltas,
Até encontrar!
Procuro sempre a mesma coisa,
Nunca encontro o que procuro.
Isto é uma esfera!
Não sei quando vou parar.
Nunca viste esse lugar?
Xepull

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Nova força

Tentei parar
E recordar o que fiz!
Percebi que há mais
E não só…
Tudo que não quis!
Até agora?
Esperei!
Observei!
E foi tão pouco,
Tudo que conquistei.
Valerá a pena lutar?
Xepull

Um segundo…

Sim!
Fez-me bem.
Mas porquê?
Sinto-me solto…
Mais leve!
Um pouco tonto…
Sim!
Um pouco tonto!
Mas…
Vou arriscar!
Foi só um segundo,
Ou um pouco mais, talvez.
Mas…
Quero arriscar!
Sim!
Por um segundo…
Xepull

domingo, 5 de setembro de 2010

Obrigado…

Se não fosses tu,
Eu não existia.
Se não fosse por ti,
Eu não vivia.
Eu sei!
És diferente de todos,
Para alguém,
Igual a alguém,
Para todos.
Mas acredita!
Quando te percebo…
A tua dor faz-me chorar,
O teu sorriso voar!
E tudo isso junto…
Faz-me simplesmente criar!
Xepull
(Obrigado a todos que têm acompanhado o blogue, este poema é para vocês! Obrigado pelos comentários, obrigado por sentirem o que eu escrevo e acima de tudo obrigado por me darem o prazer da vossa companhia. Beijos e abraços Xepull)

E amanhã?

E amanhã?
Dizes alguma coisa?
Não sei quem és
Mas fazes-me bem.
Só tenho um medo…
Não seres ninguém.
E amanhã?
Dizes alguma coisa?
Não vou pedir
Mas lê o olhar.
Só quero um gesto…
Podes-me abraçar?
E amanhã?
Xepull

sábado, 4 de setembro de 2010

Agora

Deixa-te levar…
É o momento!
Vai ao limite…
Da emoção!
Sente tudo ao máximo…
Agora!
Hoje vives,
Amanhã questionas.
Quando questionas,
Não sentes igual.
Se é bom…
Vive!
Se é mau…
Destrói!
Tens tudo certo
E já não queres.
Paraste?
Desequilibra-te!
Deixa-te levar…
Sem pensar!
Sente…
O que queres?
Agora!
Xepull

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

O teu mal

Era fácil…
Fechavas os olhos
E deixavas desaparecer…
Tudo!
E eu?
Não posso ficar?
Aqui estou!
Entro no teu pensamento
E ganho espaço.
Cada vez mais espaço!
Era fácil…
Se no teu sonho,
Não tivesse um lugar…
Para mim!
Acabei de o transformar,
Num sonho mau.
Era fácil…
Se ao acordar,
Não te lembrasses….
De tudo!
Não te deixei dormir…
Fui eu no sonho.
Sou eu agora.
Era fácil….
Sem mim!

Xepull

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Quem quiser

Quero ser,
Tudo que imaginar.
Esperar por esse olhar
Que me vai transformar.

Quero ter,
O sonho que não é meu.
Sentir,
Sem saber parar.

Para ser quem quiser
E te dar quem tu vês…
Isso pode ser
Só desta vez.

Não sei viver,
Mas posso inventar.
Há mais do que um só,
Que podes amar.

Não estás bem aqui,
Podemos mudar.
Vou-te mostrar,
O mundo em qualquer lugar.

Posso ser quem quiser
E dar-te o que vês.
Hoje sim,
Amanhã talvez.
Xepull

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Ajudo-te, por isto!

Hoje…
No meio da tua irresponsabilidade,
Eu apareci!
Olhei para ti
Como nunca tinha olhado.
Hoje…
No meio da tua confusão,
Eu decidi!
Tentar perceber-te
Como nunca tinha tentado.

Tu não és a culpa,
Muito menos a solução.
És alguém que tenta ver
Para alem do próprio chão.
Tu não és a doença.
Tu não és a cura.
Tu não és a tentativa,
De um gesto falhado.

Hoje…
No meio da tu incerteza,
Eu acertei!
Escolhi por ti,
O que nunca tinhas pensado.
Hoje …
No meio da tua ilusão,
Eu realizei!
Estavas perdido,
No meu lado.

Não fiques assustado!
Eu encontro-te sempre
E mostro-te como voltar.
Em troca?
Quero sonhar.
Quero criar.
Quero-te mostrar!
Estás interessado?
Xepull